Dina Gusmão – Jaime Nogueira Pinto é senhor de múltiplos ofícios. Empresário e administrador, professor e escritor, é autor de vasta bibliografia sobre História Contemporânea, sobretudo relativa ao Estado Novo e, agora, da biografia de ‘Nuno Álvares Pereira’, que acaba de conseguir três edições em três meses. E a culpa é do pai.
“Quando tinha oito ou nove anos, o meu pai deu-me ‘A Vida de Nun’Álvares’, de Oliveira Martins. Foi uma revelação. O livro fascinou-me pelo que dele entendi – as batalhas e a cavalaria – e pelo que dele não entendi – a política e o lado místico e mágico da História. Penso que a sociedade portuguesa de hoje precisa de figuras exemplares e, a propósito da canonização, achei que era uma boa ocasião de falar do português exemplar graças a quem, mais do que a ninguém, somos independentes”, lembra. [Full story →]

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Maria José Nogueira Pinto – O veto do Presidente suscitou as mais diversas teses conspiratórias e as interpretações distorcidas a que uma certa esquerda nos tem habituado. Na primeira linha estão os que inscrevem este veto num quadro valorativo ideológico e (ou) religioso, ou que vêem nele um sinal implícito de apoio à “direita reaccionária”; na segunda, os que num discurso de luto lamurioso fazem tábua rasa do conteúdo da nota presidencial que exprime não só o reconhecimento da necessidade de aperfeiçoamento do regime jurídico das uniões de facto, como pressupõe que o próximo legislador – qualquer que ele seja – recuperará, em melhores condições, o processo de revisão da actual lei no quadro de uma discussão aprofundada.
A questão fulcral, como todos entenderam, assenta na opção do legislador de aproximar o regime jurídico das uniões de facto do regime jurídico do casamento. Ora esta opção pode, por si só, comprometer as opções individuais daqueles que, não querendo contrair matrimónio, optam por uma união de facto e que, por isso mesmo, não podem ter interesse ou ver vantagem em serem espartilhados por um regime jurídico que não corresponde ao seu animus nem à sua intenção. O que está em causa não é de somenos já que se trata de preservar a liberdade de escolha no âmbito da esfera privada de cada um. Pode o Estado sobrepor-se a isso? [Full story →]

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PNR – Avançar com a Oposição Nacional!
Depois do Conselho Nacional de 25 de Julho de 2009 o Partido Nacional Renovador iniciou uma intensa campanha, não só de preparação acelerada da participação nas próximas eleições legislativas, como de avaliação e desenvolvimento de novos métodos de trabalho, de novas formas de organização e novos objectivos para a acção política no futuro próximo. Como expressão deste propósito, este último Conselho Nacional aprovou por unanimidade a nomeação de quatro novos conselheiros, que intervieram nos trabalhos de forma decisiva.
Durante os trabalhos de dia 25, após questões eleitorais urgentes, ainda de manhã foram também reconhecidas as circunstâncias desfavoráveis que envolveram o PNR nos últimos anos. A discussão prosseguiu em reunião alargada durante toda a tarde. O Conselho delineou, entretanto, algumas vias para que sejam vencidas de forma imperativa as carências que se têm manifestado na organização e possam ser devidamente apreciadas as críticas construtivas. [Full story →]

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Jaime Nogueira Pinto – Sou de uma geração que se habituou a ler ficção – muita e cedo: Balzac, Hugo, Dumas, Flaubert, Maupassant, Drieu, Malraux, Mauriac, Dickens, Tackeray, Huxley, Maugham, Waugh, Melville, James, Hemingway, Steinbeck, Scott Fitzgerald, Nabokov, Dostoievsky, Bulgakov, Pasternak?
A estes escritores do mundo juntava-se, por obrigação ou gosto, toda a literatura portuguesa, de Gil Vicente e Camões a Camilo, Eça e Aquilino. E os clássicos – a Bíblia, Homero, os trágicos gregos, Boccacio, Shakespeare, Cervantes, Milton.
Assim, entre os treze anos e o fim da faculdade, dez anos depois, tínhamos devorado estes autores e livros, mais uma infinidade de géneros, títulos e autores menos “respeitáveis”: dos Salgari, capa e espada e Biblioteca dos Rapazes da infância, à ficção científica, ao terror, aos thrillers e à espionagem, da juventude. Líamos como possessos, desvairadamente, à toa, com prazer e com paixão. Como víamos cinema. [Full story →]

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Manuel Abrantes – Uns dias de descanso dão para meditar em muitas coisas. E, foi isso, que me sucedeu.
Meditar sobre a vida e sobre tudo o que nos cerca.
Como se aproxima um período eleitoral, com eleições Legislativas e Autárquicas, não podia deixar de meditar sobre os caminhos a trilhar, para nós Nacionalistas.
Sejamos realistas. Para nós, nada vai mudar. [Full story →]

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Tags: Política Nacional
Maria José Nogueira Pinto – Em Portugal confunde-se a responsabilidade com a culpa. A primeira é vaga e impessoal, a segunda costuma morrer solteira. O que se passou (e passa) no Hospital de Santa Maria com a cegueira provocada em seis doentes por evidentes más práticas é paradigmático. Sabemos que errar é humano e sabemos que o erro não tem as mesmas consequências, uma das formas de avaliar a sua gravidade. Em saúde, todos os erros são graves e por isso mesmo devem absolutamente ser evitados. Para isso servem os procedimentos, os protocolos, as guide lines. Um hospital é como que uma complexa linha de produção e para um acto cirúrgico, por exemplo, concorrem diversos técnicos de diferentes serviços cujas competências e atribuições estão, à partida, perfeitamente definidas, e em cada segmento dessa linha de produção devem existir mecanismos seguros de verificação dos procedimentos obrigatórios em termos de segurança. [Full story →]

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Jaime Nogueira Pinto – De 1 a 8 de Agosto fiz férias americanas. Cheguei a Nova Iorque e, aproveitando o domingo de chuva, passei quatro horas no Metropolitan a ver a exposição do Francis Bacon, as esculturas do Gaudens e a rever a pintura americana contemporânea. Depois estive em Caucus Bay no Maine e em Greenwich, Connecticut.
Gosto da paisagem da Costa Leste de grandes árvores e florestas, de rios que serpenteiam como os dos filmes, das enseadas, cabos, ilhas, docas e faróis iguais aos dos quadros impressionistas. [Full story →]

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Nuno Rogeiro – Eleições à porta, maré de propostas e contrapropostas. A começar pela muito razoável, equilibrada e justa ideia do PCP sobre a tributação adicional dos lucros da banca. Seguindo o princípio da progressividade fiscal, precisam os bancos de pagar o que, no mínimo, pagam as outras empresas, independentemente de regalias que possam ter por ajuda a projectos sociais especiais.
Proposta importante, também, a de Manuela Ferreira Leite, que ainda só vi semiformulada: mais importante do que taxar a riqueza, sobretudo aquela que pode ter uma função de solidificação do tecido comunitário, ou a que corresponde ao enriquecimento lícito de ex-pobres, ou remediados, é tributar os produtos de luxo, evitando que a mesma riqueza se esvaia, sem benefício para o maior número. [Full story →]

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Jaime Nogueira Pinto – Estão sempre a aparecer nos media inquéritos, sondagens, questionários de rua. Que valem o que valem. Mas o seu resultado surge com o peso de um imperativo categórico kantiano.
Tais inquéritos abrangem as mais diversas situações e temas: opções sexuais, produtos domésticos, jogadores de futebol, líderes partidários, figuras do show-business, casos do dia.
Só que a conclusão funciona da mesma maneira imperativa, independentemente do tema e do universo da sondagem. Nem se mostra o questionário de base, nem os critérios de selecção da sondagem. [Full story →]

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João César das Neves - Imagine um amigo que se põe aos gritos numa estação de comboios ou telefona para números aleatórios apregoando opiniões pessoais sobre questões de actualidade. Tomaria isso como uma atitude sensata? Suponha que conhece um grupo de pessoas que gosta de andar pelas ruas a interpelar desconhecidos tentando interessá-los em discussões sobre assuntos variados. Acharia isso razoável? Que responderia se lhe recomendassem um café onde se conversa sem conhecer o interlocutor? Poderá ser um diálogo equilibrado e sério?
Todos estes comportamentos, que consideraríamos aberrantes na nossa cidade, parecem habituais na Internet. Os blogs, mensagens em massa, redes sociais, mundos virtuais e outros sites de interacção tornaram-se subitamente muito populares. Aí multidões gastam o tempo livre (e boa fatia do que devia estar ocupado) a participar naquilo que dizem ser relação social. Mas, como nos exemplos referidos, estes contactos não constituem verdadeira conversação humana. Se podem evoluir para algo com significado, em geral não passam de dissipação e ociosidade. [Full story →]

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August 1st, 2009 / Comments Off
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Eurico de Barros – A exibição pública de filmes pornográficos em Lisboa não começou depois do 25 de Abril de 1974 . Muito antes de os capitães dos cravos nos canos das G3 terem, entre outras coisas, aberto as portas às fitas hardcore primeiro escalão (conforme a classificação arranjada à época), já os lisboetas tinham tido a possibilidade de ver cinema ollé ollé, no início do século XX, e ainda em plena monarquia (é menos uma conquista da República que se vai assinalar para o ano…).
O aparecimento do então chamado cinematógrafo deu rapidamente origem à abertura de salas para a exibição de filmes. Lisboa não foi excepção, e terá sido em 1907 ou 1908 que abriu a portas na Rua D. Pedro V, n.º 108, o Salon Rouge (o nome é só por si todo um programa), que embora sendo um espaço algo improvisado, foi o primeiro na capital a passar cinema pornográfico, em sessões que começavam à meia-noite (outra novidade em que a sala terá sido pioneira), as chamadas “Sessões para Ingénuos: Fitas d’alta potência”. (De dia, o cinema tinha sessões normais). Desconhece–se se o bilhete para essas exibições “especializadas” era mais caro do que o das sessões diurnas regulares. [Full story →]

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VML – Hoje o presidente do PNR, José Pinto-Coelho, foi convidado pelo canal de televisão TVI24 para participar num debate sobre a decisão do Tribunal Constitucional de rejeitar o pedido de casamento entre duas lésbicas. O tema do programa, ou a pergunta que serve de mote, é “concorda com o casamento de pessoas do mesmo sexo?”. No convite, a TVI24 informava que estaria presente o advogado das fulanas, a defender o ponto de vista das próprias, e que “do outro lado” estaria o presidente do PNR, como representante do único partido político português que defende a família como célula base da comunidade e se afirma contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quando Pinto-Coelho, que aceitou o convite, já se encontrava à porta dos estúdios da TVI, foi informado que já havia outro convidado para defender esse ponto de vista e que portanto a sua participação tinha sido… cancelada. Esta situação, só por si, já seria grave e inadmissível, mas ao observar o dito “debate” constata-se que afinal não havia outro convidado nenhum e, mais uma vez, a única opinião permitida foi a politicamente correcta. Confirma-se, mais uma vez, que o PNR – Partido Nacional Renovador – incomoda muita gente e que é a verdadeira OPOSIÇÃO NACIONAL ao sistema – cujos partidos, nesta e noutras matérias, defendem todos uma ideia parecida – sem excepção!
Com a devia vénia ao Terra Portuguesa.

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Nuno Rogeiro – Para alguns observadores interessados, há um elo de ligação entre as tropas portuguesas em Cabul, as bombas em Jacarta, os motins no Xinjiang chinês, e as novas gerações de suicidas “sem chefe”, no chamado “mundo Ocidental”.
Do ponto de vista de Pequim, claro, o país acaba de descobrir, à sua custa, o lado negro do “islamismo”, e considera-se vítima do mecanismo geral do “terror”, com origem numa interpretação virulenta do “Wahabismo”, ou com outros contornos.
Para o secretário-geral cessante da Aliança Atlântica, sair do Afeganistão, agora, a meio da missão, é fazer com que o país se torne, no futuro breve, o centro de atracção de todos os radicais do globo, e o novo pólo de expansão da “Guerra Santa”, para a Ásia Central, primeiro, e para a Europa, depois. [Full story →]

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De acordo com deliberações divulgadas anteriormente, comunica-se que doravante o Centro de Estudos Evolianos passa a denominar-se Centro Evoliano da América.
Assim sendo informa-se que:
a) Foi constituido um novo órgão directivo com as seguintes autoridades:
1) Presidente: Marcos Ghio (Buenos Aires – Argentina)
2) Secretários: Julián Ramírez (Bariloche – Argentina) e Francisco Müller (Quito – Equador).
b) Que à medida que se forem constituindo novas sedes em diferentes localidades da América assim se ampliará também este secretariado.
c) Mantém-se, como anteriormente, o periódico digital El Fortín como órgão de imprensa da organização bem como as restantes secções que compõem a página do Centro de Estudos Evolianos.
d) Estabelece-se como endereço de correio electrónico o seguinte: centroevoliano@yahoo.com.

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Jaime Nogueira Pinto – Nasceu na Polónia em 1927 e viveu a guerra e a ocupação alemã. Entre 1947 e 1966 foi membro do partido comunista local. Com inquietações metafísicas e revisionistas, passou à dissidência. Foi expulso do partido, proibido de ensinar na Universidade de Varsóvia e emigrou para o Ocidente. E foi aterrar em Berkeley, em 1969. Para o emigrado do “socialismo real”, não era o lugar mais indicado este centro da New Left americana, com a sua admiração pacóvia pelos radicalismos pós-marxistas. Emigrou outra vez e foi fixar–se em Inglaterra, em Oxford, no All Souls College, um meio mais compatível com um espírito livre, recém-desengaiolado da sua terra.
Ficou por lá mais trinta anos, com períodos de ensino nos Estados Unidos – em Yale e Chicago. E de lá seguiu e apoiou o Solidariedade, onde se juntavam as suas fés sindicalista e cristã.
Conheci-o em Londres num congresso organizado por Melvin Laski na LSE e que reunia umas dezenas de intelectuais “anticomunistas” da Europa e dos Estados Unidos. Levei-lhe “The Main Currents of Marxism”, para me autografar, o que fez com uma afabilidade tímida, quase surpreendido por um lusófono conhecer a sua obra? [Full story →]

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João César das Neves - Qual o valor ético da arte? A pergunta hoje surge aberrante. A arte é a arte, e está acima das questões humanas. Os autores sentem-se com a função eminente de criar coisas novas e por isso superiores aos demais. Num tempo que recusa o sublime e o transcendente, os valores estéticos ocupam o lugar do divino. Não parece fazer sentido sujeitar a arte a coisas como a ética.
O papel dos trabalhos artísticos mudou muito através dos séculos. Na origem é provável que música e pintura das cavernas tivessem propósitos mágicos ou encantatórios. Com a chegada da civilização, mudou a função mas não o tema. A maioria dos artistas da Antiguidade trabalhava representando o divino, nos templos dos deuses e nos palácios do faraó ou imperador, deuses visíveis. A situação manteve- -se na Cristandade com a arte sacra dominante. Deste modo, se os artistas perderam os poderes espirituais da pré-história, recebiam dignidade ética directamente do Céu. [Full story →]

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Eurico de Barros – Hergé chamou a Willy Vandersteen “o Bruegel da banda desenhada”. Mas não tem quase nada editado entre nós.
Pergunta de algibeira: quem é o autor de banda desenhada mais popular do que Hergé e que vende mais álbuns do que Tintim no espaço do Benelux (Bélgica/Países Baixos/Luxemburgo)? A resposta é óbvia: Willy Vandersteen (1913-1990), um dos autores mais fenomenalmente prolíficos da Europa, e criador da dupla Suske en Wiske (Bob e Bobette, em francês), cujas aventuras já ultrapassaram os 100 milhões de álbuns vendidos, mas cuja fama está muito confinada ao espaço de língua neerlandesa. [Full story →]

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