Haider convida Thompson para Euro 2008
Um músico croata cujas canções são interpretadas por alguns como sendo glorificações da era nazi foi convidado para o campeonato de futebol Euro 2008 pelo político austríaco Jörg Haider.
Marko Perkovic estava agendado para tocar para os seus fãs na província de Haider, Coríntia, no próximo 7 de Junho, o dia de arranque do torneiro, mas as autoridades da cidade cancelaram recentemente o concerto alegando razões de segurança.
Agora Haider convidou Perkovic para assistir a um jogo – presumivelmente da equipa croata – “como reflexo da hospitalidade da Coríntia e um gesto de diplomacia” relatou o porta-voz de Haider, Stefan Petzner à Deutsche Presse-Agentur.
A Croácia irá jogar duas das suas três partidas iniciais na Coríntia, fortaleza eleitoral de Haider.
Perkovic, uma super estrela rock na Croácia, utiliza o nome artístico de Thompson – inspirado na metralhadora estadunidense utilizada pela Croácia no decorrer das guerras jugoslavas, decorridas nos anos 90.
Alguns críticos afirmam que as suas canções glorificam o regime Ustasha, apoiado pelos nazis, que governou a Croácia no decorrer da Segunda Guerra Mundial e foi responsável pelas mortes de milhares de judeus, sérvios e outros croatas. Uma das digressões de Perkovic pelos Estados Unidos em 2007 deu lugar a vários protestos oriundos de organizações judaicas.
“Não vejo qualquer problema na música dos Thompson”, revelou Petzner, “tem que haver liberdade artística”.
Perkovic afirma que as suas canções são patriotas mas que rejeita a etiqueta fascista. A banda tocou para a numerosa comunidade croata radicada na Áustria em 2007, em Viena, sem quaisquer protestos terem ocorrido.
Mesmo assim os responsáveis pela segurança pública da Coríntia adiaram o concerto de Perkovic na cidade de S. Andrae por o considerarem um risco para a segurança pública, levando a que o presidente da câmara proibisse o concerto.
Haider efectuou o convite no decorrer da sua visita a Zagrebe, capital da Croácia, na passada semana, e estava ainda a aguardar uma resposta do artista, afirmou Petzner.







No seu Tratado do Rebelde, Ernst Jünger escrevia em 1951: «Duas qualidades são indispensáveis ao rebelde. Ele recusa aceitar por sua a lei dos poderes instituídos, quer eles usem a propaganda ou a violência. E ele está decidido a defender-se». Dominique Venner acrescenta, nas páginas deste número, que o que em todas as épocas os rebeldes tiveram em comum «foi terem descoberto, por vias diferentes, uma incompatibilidade absoluta entre o seu ser e o mundo no qual lhes seria necessário viver».
Duarte Branquinho
Duarte Branquinho


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