8/5/2008 4:10 pm
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Um músico croata cujas canções são interpretadas por alguns como sendo glorificações da era nazi foi convidado para o campeonato de futebol Euro 2008 pelo político austríaco Jörg Haider.
Marko Perkovic estava agendado para tocar para os seus fãs na província de Haider, Coríntia, no próximo 7 de Junho, o dia de arranque do torneiro, mas as autoridades da cidade cancelaram recentemente o concerto alegando razões de segurança.
Agora Haider convidou Perkovic para assistir a um jogo – presumivelmente da equipa croata – “como reflexo da hospitalidade da Coríntia e um gesto de diplomacia” relatou o porta-voz de Haider, Stefan Petzner à Deutsche Presse-Agentur.
A Croácia irá jogar duas das suas três partidas iniciais na Coríntia, fortaleza eleitoral de Haider.
Perkovic, uma super estrela rock na Croácia, utiliza o nome artístico de Thompson – inspirado na metralhadora estadunidense utilizada pela Croácia no decorrer das guerras jugoslavas, decorridas nos anos 90.
Alguns críticos afirmam que as suas canções glorificam o regime Ustasha, apoiado pelos nazis, que governou a Croácia no decorrer da Segunda Guerra Mundial e foi responsável pelas mortes de milhares de judeus, sérvios e outros croatas. Uma das digressões de Perkovic pelos Estados Unidos em 2007 deu lugar a vários protestos oriundos de organizações judaicas.
“Não vejo qualquer problema na música dos Thompson”, revelou Petzner, “tem que haver liberdade artística”.
Perkovic afirma que as suas canções são patriotas mas que rejeita a etiqueta fascista. A banda tocou para a numerosa comunidade croata radicada na Áustria em 2007, em Viena, sem quaisquer protestos terem ocorrido.
Mesmo assim os responsáveis pela segurança pública da Coríntia adiaram o concerto de Perkovic na cidade de S. Andrae por o considerarem um risco para a segurança pública, levando a que o presidente da câmara proibisse o concerto.
Haider efectuou o convite no decorrer da sua visita a Zagrebe, capital da Croácia, na passada semana, e estava ainda a aguardar uma resposta do artista, afirmou Petzner.
Tags: Internacional
3:49 pm
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José Pinto Coelho
Há poucos dias, contou-me um amigo, chocado, que esteve num jantar com cerca de 20 pessoas e nenhuma delas conhecia o PNR.
Igualmente chocado ficou quando ao contar-me este episódio não viu espanto em mim.
Pois não. Eu sei que essa é, infelizmente, a triste realidade. Verifico isso a toda a hora, sobretudo em acções na rua.
Devemos ter em conta que as pessoas são bombardeadas maciçamente com propaganda dos cinco partidos do poder e que, de igual modo, a comunicação social apresenta apenas esses mesmos partidos aos portugueses como sendo os únicos. Logo esses, que são os responsáveis pelo descalabro nacional, explicando assim o desencanto das pessoas com a política e a natural repulsa que sentem pelos políticos.
Os portugueses sabem que além desses partidos existem vagamente uns “pequenos” partidos pitorescos, mas nem sabem bem, ao menos, quais são ou quais as suas siglas… [Full story →]
Tags: Geral
3:46 pm
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Após um período de ausência retomaremos uma actualização mais frequente do portal Altermedia Portugal, com a assiduidade possível.
Tags: Geral
José Pinto Coelho
Nas últimas semanas Portugal tem assistido a uma onda de violência mais intensa. Mais brutal.
A criminalidade e a insegurança não têm parado de crescer ao longo dos últimos anos. Os portugueses sentem-se inseguros e com medo. E têm evidentes razões para tal!
Contudo, para os governantes, toda esta criminalidade violenta não passa de uns quantos episódios esporádicos ou mesmo de suicídios… ainda que com três facadas no peito… Assim, além da falta de respeito para com a memória deste trabalhador português e seus familiares, atiram-nos areia para os olhos, escamoteando a realidade e “sossegando-nos” com os números e estatísticas habituais. Por isso, não vale a pena mudar-se nada, porque tudo “está bem”. Tudo está “sob controlo”.
Assassinam-se pessoas na rua: pouco se fala e nada se faz. Divulga-se uma imagem de indisciplina, violenta e surrealista, numa escola e faz-se disso um motivo de exploração até à exaustão.
Ao que parece, o “dá-me o telemóvel” é mais importante e preocupante do que o “dá-me a vida”.
Casos como o do telemóvel são, infelizmente, o quotidiano nas escolas portuguesas. São gravíssimos e chocantes! Só que este foi documentado e mostrou assim ao país que não é apenas a dona do telemóvel que ignora o que é educação e autoridade, como também o “repórter” e muitos outros elementos da turma.
O problema é que se continua a olhar apenas para episódios isolados. Olha-se para a árvore e esquece-se a floresta.
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Tags: Política Nacional
João César das Neves
O mundo moderno orgulha-se da sensibilidade social e preocupação com os necessitados. O Governo faz gala nisso. O nosso tempo acaba de conseguir uma grande vitória na vida dos pobres. Não acabou com a miséria. Limitou-se a proibi-la. É que, sabem, a pobreza viola os direitos do consumidor e as regras higiénicas da produção.
A nova polícia encarregada de vigiar a interdição da indigência é a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE. Segundo as regras por que se rege, grande parte dos pequenos negócios, empresas modestas e produtos tradicionais, bem como as vendas, bens e esmolas de que vivem as pessoas carenciadas ficam banidas. É pena, mas não há lugar para pobres na sociedade asséptica que pretendemos.
É evidente que as exigências impostas nos regulamentos e fiscalizadas nas inspecções impossibilitam a sobrevivência das empresas menores. Obras necessárias, aparelhos impostos, dimensões requeridas são inacessíveis, excepto às multinacionais, grandes cadeias e empresas ricas, que a lei favorece. Os pequenos ficam rejeitados. Pode dizer-se que a actuação da ASAE constitui o maior ataque aos pobres desde o fim da escravatura.
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Tags: Cultura · Economia
Outrora, num tempo estranho e maravilhoso que jamais poderá ser datado, existiam homens.
Hoje, maravilha ainda maior, existem apenas cidadãos.
Bom, o cidadão é superior ao homem visto que é mais ou menos tudo sem ser exactamente coisa alguma.
É um sonho, um pensamento difuso, evanescente, um conceito que se torna ainda mais eficaz e potente quando é inverificável e quando pode insinuar-se por todo o lado sem ser fechado.
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Tags: Identidade
No seu Tratado do Rebelde, Ernst Jünger escrevia em 1951: «Duas qualidades são indispensáveis ao rebelde. Ele recusa aceitar por sua a lei dos poderes instituídos, quer eles usem a propaganda ou a violência. E ele está decidido a defender-se». Dominique Venner acrescenta, nas páginas deste número, que o que em todas as épocas os rebeldes tiveram em comum «foi terem descoberto, por vias diferentes, uma incompatibilidade absoluta entre o seu ser e o mundo no qual lhes seria necessário viver».
O rebelde recusa a ordem do mundo no seio do qual foi jogado. Recusa-a em nome de uma legitimidade que excede toda a legalidade. Recusa-a porque é em si mesmo que encontra a legitimidade e a norma – não que ele as decalque simplesmente sobre aquilo que ele é, mas porque sabe que ele próprio é também o resultado de uma norma que o ultrapassa. E a sua recusa é total. O rebelde é aquele que não cede, desdenhando daquilo com que o procuram deslumbrar: honrarias, interesses, privilégios, reconhecimentos. À mesa de jogo, ele é o que não joga: o espírito do tempo embate nele como a água na pedra. Espírito livre, homem livre, ele não coloca nada acima da liberdade do espírito e da pessoa. Ele é a própria liberdade. «É rebelde quem quer que seja colocado pela lei da sua natureza em ligação com a liberdade» (Ernst Jünger).
Mas ele não é somente um insubmisso. Certamente, como o resistente ou o dissidente, o rebelde é a prova viva de que uma alternativa é sempre possível. Mas a sua rebelião não está somente ligada às circunstâncias. Ela é de ordem existencial. O rebelde sente fisicamente a impostura, sente-a instintivamente. Tornamo-nos dissidentes, mas nascemos rebeldes. O rebelde é rebelde porque qualquer outro modo de existência lhe é impossível. O resistente deixa de o ser quando deixa de ter meios de resistir. O rebelde, mesmo aprisionado, continua a ser um rebelde. É por isso que, ainda que possa perder, nunca está vencido. Os rebeldes nem sempre podem mudar o mundo. O mundo, esse, nunca os conseguiu mudar.
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Tags: História · Identidade
Miguel Angelo Jardim
Os povos não se extinguem se estiverem dispostos a resistir. O que ocorre actualmente no Tibete resulta da ocupação e expansão demográfica dos chineses, etnia han. Com efeito, o imperialismo e colonialismo chinês revelam a sua verdadeira face: despótica e violenta. A invasão e posse do Tibete aconteceram em 1949 com a posterior destruição material, cultural e espiritual de uma civilização original e milenar.
Seguiu-se a colonização fisica dos chineses (etnia han), relegando os tibetanos, senhores da terra, a um estatuto de minoria oprimida. Reduzidos a um mero produto de folclore para venda a turistas, impedidos de exercer livremente a sua única versão de budismo, o povo tibetano foi e é objecto de um lento genocídio ante a silenciosa e ciníca cumplicidade parcial da comunidade internacional.
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Tags: Identidade · Internacional
Camisa Negra
Estamos a aproximar-nos de um novo ciclo eleitoral, e o país, sem se aperceber, já entrou em período de preparação.
Desde agora, as palavras, gestos e actuação dos principais protagonistas, dos quais destaco Sócrates e Menezes, já são notoriamente determinadas pelas preocupações eleitoralistas.
Os nacionalistas, a terem alguma presença e intervenção nas eleições será por via do PNR.
Goste-se ou não, é essa a verdade - e o resto são fantasias. Espanta como uma verdade tão simples pode surpreender alguém, e espanta como se pode perder tanto tempo a fantasiar.
Se queremos fazer política devemos cultivar o realismo, e jogar com os dados existentes. As mitologias grupais não ajudam nada.
Quanto às eleições, é importante acentuar desde já, a esta distância, que o eventual sucesso tem que resultar de um trabalho continuado, de uma longa e persistente preparação, e não de uns fogachos repentinos à beira das urnas.
Para as eleições legislativas há que contar com as dificuldades habituais, que já são conhecidas, mas é essencial assegurar a efectiva cobertura de todos os círculos eleitorais, de modo a estar presente em todo o território nacional. Para as eleições europeias as perspectivas são melhores, porque as suas próprias características de lista única e círculo nacional favorecem uma força como o PNR. Para as regionais, tudo está comprometido pela falta de aparelho burocrático e implantação local.
Seja como for, as contas são fáceis de fazer. Importa não perder de vista o essencial, e esquecer tudo o que seja manifestamente acessório e dispensável. Para fazer uma coisa bem feita é preciso renunciar ao menos momentaneamente a fazer todas as demais.
Ah, já ouço dizer a uns que não gostam do PNR, a outros que não gostam da bandeira, a outros que não gostam da sigla, a outros que não gostam do presidente, a outros que não gostam de um gajo que viram lá na sede, a outros que não gostaram de um video em que eles apareciam há dois anos, a outros que não gramaram um comunicado emitido aqui há uns tempos, a outros que são contra as eleições, a outros que são contra os outdoors, a outros que não simpatizam com o site, e a outros que não concordam com uma vírgula do parágrafo quadragésimo do programa do partido…
Pronto, já cá não está quem falou. Arranja-se um partido para cada um.
(Via Fascismo em Rede)
Tags: Política Nacional
Eurico Ribeiro
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos. Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.
Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.
É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação… emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.
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Tags: Identidade · Lusofonia
Miguel Vaz
Em Espanha, as eleições de domingo vieram provar a total confusão que reina na área “nacional”. Entre oito (!) partidos de cariz patriótico, o mais votado foi a Falange Española de las JONS. Trata-se de uma formação de velhos franquistas de camisa azul que conquistou quase 14.000 votos. Recorde-se que em Portugal, nas legislativas de 2005, um PNR ainda desconhecido de muitos portugueses conquistou 10.000 votos. Num país com uma população quatro vezes inferior! Somando os papelinhos de todos os partidos desta área política nas eleições espanholas, são 35.000 votos. Ou seja, menos votos do que os 40.000 alcançados pelo MRPP nas nossas legislativas de 2004. Esclarecedor?
Em Espanha, o que mais interessa às formações “patrióticas”, encerradas que estão no seu pequeno universo, é o chamado campeonato dos pequeninos. Subir a um pódio a que ninguém dá atenção é o principal objectivo. Um pouco como em Portugal, na verdade. Vá lá que aqui uma sábia lei interditou a formação de partidos a quem não disponha de 7.500 assinaturas. Assim, Alternativas Portugal, Partidos da Liberdade e Blocos Democráticos Nacionais não passam de fantasias de gente com demasiado tempo livre. E ainda bem.
Voltando às eleições de nuestros hermanos, em segundo lugar no campeonato dos pequeninos ficou o partido Democracia Nacional, liderado por Manuel Canduela, antigo frontman da banda Division 250. Em terceiro o colectivo anti-imigração España2000, encabeçado por um empresário ligado aos negócios de diversão nocturna (!). Entre os partidos com menos de 10.000 votos contam-se os ultra-católicos da Alternativa Española, os patriotas de esquerda da Falange Autentica, a lista FE - Frente Español (impedida de ir a votos como Falange Española) e por fim os social-nacionalistas da Alianza Nacional. Por fim? Não, com uns fantásticos 60 (!!!) votos há ainda o asturiano Movimiento Falangista de España. De fora das eleições ficaram a Frente Nacional (cisão da Falange Española, não a das JONS) e o Movimiento Social Republicano, que apelou à abstenção. Como se vê, um autêntico carnaval de partidos, onde o que não falta é variedade. O sistema agradece.
(Via República dos Desalinhados)
Tags: Internacional
Duarte Branquinho
A União Budista Portuguesa e o Grupo de Apoio ao Tibete, as únicas organizações que se manifestaram no nosso país contra este inacreditável abuso por parte da China perante a passividade dos que habitualmente (quando lhes interessa) dão lições de “liberdade e democracia”, apelaram a um boicote à compra de produtos chineses em Portugal. Concordo inteiramente.
No entanto, não posso deixar de lembrar aqui o caso de perseguição política feita pelo ACIME ao PNR quando, em 2005, apresentou queixa contra o núcleo do Porto por “racismo”, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, que apelava ao boicote aos produtos chineses.
Será que o ACIME vai agora acusar a União Budista Portuguesa e o Grupo de Apoio ao Tibete de “racismo”?
(Via Pena & Espada)
Tags: Política Nacional
Camisa Negra
As considerações que expus no postal anterior explicam em larga medida as prioridades que incessantemente me esforcei por destacar na minha intervenção pública ao longo destes últimos anos.
É imperativo criar os meios de que necessitamos. As forças daqueles poucos que compreendem a importância crucial dessa tarefa têm que concentrar-se na edificação de uma rede que permita ultrapassar esse défice comunicacional.
Temos que empenhar-nos em projectos de fundo, de longo prazo, que procurem intervir através de uma estratégia metapolítica, e recusar-nos ao imediatismo e à facilidade.
Não vale a pena esgotar as energias em fogo de artifício que hoje enche o olho e amanhã já esqueceu.
Para isto não é preciso descobrir nem inventar nada, basta fazer aquilo que já se sabe possuir efectivamente potencialidades para fornecer o que nos falta.
Projectos como a NOVOPRESS, a ALTERMÉDIA, a METAPÉDIA, a Causa Nacional (sem excluir os não citados), exigem imperativamente o empenho prioritário de todos.
Os blogues, a rede de blogues, continuam a ser um instrumento fundamental, como sublinham agora todos os estudos internacionais. Continuarão a sê-lo para o futuro previsível. Não é demais insistir nessa relevância, sobretudo em áreas políticas que não têm nem terão facilmente ao seu alcance outros meios em que apostar. Os blogues podem ensinar muitos a escrever e a pensar, e podem ensinar muitos mais a ler e a agir. As forças nacionalistas precisam como de pão para a boca de pessoas que tenham ideias e as exponham e defendam, que sejam divulgadores e propagandistas com talento, tenacidade e eficácia.
É preciso superar o défice comunicacional que impedirá sempre qualquer avanço político duradouro.
(Via Fascismo em Rede)
Tags: Política Nacional
Duarte Branquinho
Na chamada “área nacional” — denominação que, só por si, está longe de provocar consenso — há uma dificuldade extrema em entender ou aceitar “frentes”, “plataformas”, “pontos de encontro”. Os eremitas políticos e os clubes exclusivos que a caracterizam despendem a maior parte — se não a totalidade — da sua energia em lutas intestinas. O lado mais negro desta guerra de “disparar para o lado” é que, na maior parte dos casos, as questões não são ideológicas nem estratégicas, mas meras quezílias pessoais, ofensas particulares, difamações, etc. Isto tudo justificado com purismos delirantes e moralismos de pacotilha. E assim lá vão “cantando e rindo”, não “nós” mas “eles”, ao ver os seus inimigos digladiarem-se entre si.
Nesta ordem de ideias, há dúvidas recorrentes: quem somos “nós”? Existe um “nós”? O meu caro amigo FSantos, em grande forma na sua nova casa, explica. Eu, agradecido por me poupar as palavras, assino por baixo.
(Via Pena & Espada)
Tags: Política Nacional
João Pedro Henriques
Já é punida a “apologia pública de crime” (pena máxima de seis meses de prisão, segundo o artigo 298º do Código Penal). Mas agora o ministro Rui Pereira, da Administração Interna, defende que se adopte também uma nova variante: “apologia do terrorismo”. Disse-o ontem, num colóquio em Lisboa sobre “Terrorismo e Segurança”, promovido em conjunto pela Academia de Ciências e pela revista “Segurança e Defesa”.
“Temos toda a legitimidade para punir a apologia do terrorismo”, disse o ministro. Acrescentou, porém, que neste momento a Europa comunitária está a preparar directivas. Em Portugal tal crime só será transformado em lei quando essas directivas estiverem aprovadas. “Estaremos atentos à evolução europeia”, disse. “Não podemos ficar quietos.”
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Tags: Internacional · Política Nacional
João César das Neves
Em 1929, durante o pânico inicial do que seria a “grande depressão”, um repórter perguntou a John Maynard Keynes, o grande economista britânico se alguma coisa semelhante alguma vez tinha acontecido. Keynes respondeu: “Sim, chamou-se Idade das Trevas e durou 400 anos.” Em momentos parecidos de alarme (e este, embora menos visível, tem semelhanças em alguns sectores) é sempre bom lembrar esta piada (porque, é preciso dizer, trata-se de uma piada).
A frase tem vários sentidos. O primeiro, e constitui a parte séria, é que o ser humano em geral, e o sistema financeiro em particular, vivem pendurados sobre um abismo. No tempo de Keynes, ambos, com a Grande Depressão e sobretudo a Segunda Guerra Mundial, caíram nesse abismo.
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Tags: Sociedade

Helena Tecedeiro
Passava pouco das 08.00 no dia 16 de Março de 1968 quando os soldados da companhia “Charlie” entraram na aldeia de My Lai. “As ordens eram para matar tudo o que mexesse”, disse mais tarde um dos militares americanos ao jornalista Seymour Hersh, que, um ano depois, daria a conhecer ao mundo o massacre de 504 civis vietnamitas. A revelação de um dos mais negros episódios da guerra do Vietname ajudou a virar a opinião pública contra o conflito.
Quarenta anos depois do massacre, My Lai ainda não esqueceu. No centro da aldeia, ultimaram-se nos últimos dias os preparativos para a cerimónia de homenagem às vítimas, marcada para hoje. Os monges rezarão pelos mortos. O director do museu, Pham Thangh Cong, é um dos poucos sobreviventes. Tinha então 11 anos e perdeu a mãe e os irmãos.
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Tags: Internacional
Humberto Nuno de Oliveira
Para além de uma quase insignificante manifestação de professores (Sócrates dixit) o fim-de-semana foi agitado pela dissolução do governo liderado pelo primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica que era partilhado com o partido do presidente Boris Tadic, marcando-se eleições para dia 11 de Maio.
Após crise aberta pela declaração unilateral de “independência” do Kosovo, os entendimentos divergentes sobre a questão “europeia” acabaram por vir à tona. Defende Kostunica, e bem, que o apoio de muitos países dos da UE à independência do Kosovo é incompatível com um determinado modelo de futuro europeu para a Sérvia, Tadic que é igualmente contra independência do Kosovo vê, ingenuamente, esse processo como independente da aproximação de Belgrado a Bruxelas. Na realidade, é sabido como a UE pretendia acelerar o processo de adesão se a Sérvia abdicasse dos seus direitos sobre o Kosovo.
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Tags: Identidade · Internacional
Os piercings na língua e “na proximidade de vasos sanguíneos, nervos e músculos” vão ser proibidos. Para os menores de 18 anos a interdição é total - “é proibida a aplicação de piercings, tatuagens e de maquilhagem permanente”.
Novas regras que constam de um projecto de lei avançado ontem pelo PS, que pretende regulamentar a colocação de piercings e tatuagens - um documento que visa sobretudo os estabelecimentos que realizam estas operações, mas com fortes implicações para os utilizadores. De acordo com a proposta socialista, quem faça uma tatuagem ou coloque um piercing terá que passar a assinar uma declaração de consentimento (confidencial, que terá de ser arquivada por um período de cinco anos).
Este será um dos documentos que terá de constar de uma ficha individual que os estabelecimentos ficam obrigados a criar - e que incluirá também as datas de atendimento, a identificação do técnico que realizou a operação e a “descrição, incluindo a sua localização, de cada tatuagem ou piercing aplicado”.
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Tags: Política Nacional · Sociedade
Fernando Marques
No Portugal de hoje, definitivamente integrado numa UE cada vez mais centralizadora em várias áreas do poder (política interna e externa eeconómica), a classe dominante não é a frágil burguesia nacional, mas a grande burguesia capitalista europeia e internacional, a que de facto exerce a hegemonia sobre os destinos da sociedade portuguesa, a mesma que, a par dos E.U.A. defende a incrível independência do Kosovo e a Europa das regiões para fragmentar, em especial, os países periféricos do Continente. Os defensores da regionalização em Portugal, ao atirarem-se com inaudita ferocidade ao chamado centralismo de poder, estão (conscientemente ou não) a referir-se a um “poder de estado”, onde se instalou um “bloco de poder” proveniente de diversas classes sociais, da operária à da burguesia nacional, que em Portugal nunca atingiram uma unidade ideológica e económica relevantes.
Diabolizando esse “Centralismo Lisboeta”, fazem uma deriva hipócrita, proscrevendo o poder local e municipalista em favor da criação de regiões administrativas eleitas por sufrágio universal, imprimindo-lhes desde logo uma idiossincrasia autonómica a médio elongo prazo ao iluminarem-se preferencialmente pelo paradigma da Espanha das Nações, cujo principal objectivo é conservar e reforçar esse “bloco de poder” onde se acoita uma “Nomenklatura” constituída por agrupamentos de status que reúne, em Portugal, directa e indirectamente mais de dois milhões de portugueses.
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