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Astérix regressa no filme francês mais caro de sempre, recusa inicial de Uderzo quase comprometeu a produção do filme

January 30th, 2008 · Post your comment (No Comments)

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Tiago Pereira

Depois do sucesso das duas primeiras adaptações cinematográficas – Astérix Contra César (1999) e Astérix e Obélix: Missão Cleóptara (2002) -, a produção da série encontrou sérios obstáculos à concretização de um terceiro filme. Depois de transformações no argumento, alterações no elenco e atrasos sucessivos, Astérix nos Jogos Olímpicos, que amanhã estreia em Portugal, apresenta-se como o filme mais caro da história do cinema francês (com um orçamento de 78 milhões de euros) e um dos mais dispendiosos de sempre a nível europeu.

O enredo é, em parte, baseado na história assinada por René Goscinny e Albert Uderzo em vários capítulos publicados 1968 na revista Pilote. Astérix e Obélix, viajam até Olímpia, na Grécia, com o objectivo de derrotar os romanos nos Jogos Olímpicos que então se realizam para agradar a Júlio César. Mas a motivação não passa pelo simples espírito competitivo. Surge, sim, pelo romance entre Alafolix e a princesa grega Irina, que só poderão ficar juntos caso o gaulês vença a prova. A poção mágica, fabricada por Panoramix, torna-se, então, aspecto central, condicionando decisões de gauleses e romanos.

Uma narrativa concluída após alterações profundas ao projecto inicial, que passava pela adaptação de Astérix na Hispânia. Contudo, Albert Uderzo acabaria por não autorizar o argumento delineado para a longa-metragem. A insatisfação do desenhador original da série de BD ganhou forma em 2002, na estreia de Astérix: Missão Cleópatra. Uderzo considerou-a “excessivamente televisiva”, sobretudo nos momentos de humor, além de a criticar por se afastar demasiado da BD original.

Com os trabalhos em suspenso (durante o lançamento de um novo álbum e de um filme de animação), o início da produção só seria registado em 2006. Gérard Depardieu permaneceu no papel de Obélix, mas tanto Astérix (Clovis Cornillac) como Júlio César (Alain Delon) conheceram novos intérpretes. Entre os nomes anunciados estava também Jean-Claude Van Damme, que, caso tivesse aceite, figuraria entre a lista de famosos que encareceram o projecto, rodado em França, Espanha, Marrocos e Tunísia.

Diário de Notícias, 30 de Janeiro de 2008

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Tags: Cultura

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