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	<title>Altermedia Portugal</title>
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	<description>Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)</description>
	<pubDate>Thu, 08 May 2008 16:10:21 +0000</pubDate>
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		<title>Haider convida Thompson para Euro 2008</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 16:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Um músico croata cujas canções são interpretadas por alguns como sendo glorificações da era nazi foi convidado para o campeonato de futebol Euro 2008 pelo político austríaco Jörg Haider.
Marko Perkovic estava agendado para tocar para os seus fãs na província de Haider, Coríntia, no próximo 7 de Junho, o dia de arranque do torneiro, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://pt.altermedia.info/images/markoperkovic.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-782" title="Marko Perkovic" src="http://pt.altermedia.info/images/markoperkovic.jpg" alt="" width="210" height="252" /></a>Um músico croata cujas canções são interpretadas por alguns como sendo glorificações da era nazi foi convidado para o campeonato de futebol Euro 2008 pelo político austríaco Jörg Haider.</p>
<p class="MsoNormal">Marko Perkovic estava agendado para tocar para os seus fãs na província de Haider, Coríntia, no próximo 7 de Junho, o dia de arranque do torneiro, mas as autoridades da cidade cancelaram recentemente o concerto alegando razões de segurança.</p>
<p class="MsoNormal">Agora Haider convidou Perkovic para assistir a um jogo – presumivelmente da equipa croata – “como reflexo da hospitalidade da Coríntia e um gesto de diplomacia” relatou o porta-voz de Haider, Stefan Petzner à Deutsche Presse-Agentur.</p>
<p class="MsoNormal">A Croácia irá jogar duas das suas três partidas iniciais na Coríntia, fortaleza eleitoral de Haider.</p>
<p class="MsoNormal">Perkovic, uma super estrela rock na Croácia, utiliza o nome artístico de Thompson – inspirado na metralhadora estadunidense utilizada pela Croácia no decorrer das guerras jugoslavas, decorridas nos anos 90.</p>
<p class="MsoNormal">Alguns críticos afirmam que as suas canções glorificam o regime Ustasha, apoiado pelos nazis, que governou a Croácia no decorrer da Segunda Guerra Mundial e foi responsável pelas mortes de milhares de judeus, sérvios e outros croatas. Uma das digressões de Perkovic pelos Estados Unidos em 2007 deu lugar a vários protestos oriundos de organizações judaicas.</p>
<p class="MsoNormal">“Não vejo qualquer problema na música dos Thompson”, revelou Petzner, “tem que haver liberdade artística”.</p>
<p class="MsoNormal">Perkovic afirma que as suas canções são patriotas mas que rejeita a etiqueta fascista. A banda tocou para a numerosa comunidade croata radicada na Áustria em 2007, em Viena, sem quaisquer protestos terem ocorrido.</p>
<p class="MsoNormal">Mesmo assim os responsáveis pela segurança pública da Coríntia adiaram o concerto de Perkovic na cidade de S. Andrae por o considerarem um risco para a segurança pública, levando a que o presidente da câmara proibisse o concerto.</p>
<p class="MsoNormal">Haider efectuou o convite no decorrer da sua visita a Zagrebe, capital da Croácia, na passada semana, e estava ainda a aguardar uma resposta do artista, afirmou Petzner.</p>
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		<title>Maio de 2008: mensagem do presidente do PNR</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/maio-de-2008-mensagem-do-presidente-do-pnr_780.html</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 15:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[José Pinto Coelho
Há poucos dias, contou-me um amigo, chocado, que esteve num jantar com cerca de 20 pessoas e nenhuma delas conhecia o PNR.
Igualmente chocado ficou quando ao contar-me este episódio não viu espanto em mim.
Pois não. Eu sei que essa é, infelizmente, a triste realidade. Verifico isso a toda a hora, sobretudo em acções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.altermedia.info/images/pnr1.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-781" title="pnr1" src="http://pt.altermedia.info/images/pnr1.gif" alt="" width="41" height="50" /></a><strong>José Pinto Coelho</strong></p>
<p>Há poucos dias, contou-me um amigo, chocado, que esteve num jantar com cerca de 20 pessoas e nenhuma delas conhecia o PNR.<br />
Igualmente chocado ficou quando ao contar-me este episódio não viu espanto em mim.<br />
Pois não. Eu sei que essa é, infelizmente, a triste realidade. Verifico isso a toda a hora, sobretudo em acções na rua.</p>
<p>Devemos ter em conta que as pessoas são bombardeadas maciçamente com propaganda dos cinco partidos do poder e que, de igual modo, a comunicação social apresenta apenas esses mesmos partidos aos portugueses como sendo os únicos. Logo esses, que são os responsáveis pelo descalabro nacional, explicando assim o desencanto das pessoas com a política e a natural repulsa que sentem pelos políticos.<br />
Os portugueses sabem que além desses partidos existem vagamente uns “pequenos” partidos pitorescos, mas nem sabem bem, ao menos, quais são ou quais as suas siglas…<span id="more-780"></span></p>
<p>Devemos ter em conta, ainda, que em 2005 quando obtivemos 10.000 votos nas Legislativas, apenas zero vírgula qualquer coisa dos portugueses conhecia o PNR.<br />
Hoje, após 3 anos de esforço e activismo, podemos perceber que, fruto disso, uma percentagem razoável dos portugueses já sabe da existência do PNR mas, parte desses nem a sua sigla consegue reproduzir correctamente e menos ainda sabe minimamente aquilo que defendemos.<br />
Temos a certeza porém, que de uma forma ou outra, a grande maioria dos portugueses ainda não conhece o PNR ou, na melhor das hipóteses, já “conheceu” e já esqueceu.</p>
<p>É verdade que temos um grande potencial de crescimento, mas é também verdade que temos que fazer um esforço ainda maior e mais constante por nos darmos a conhecer. Nas ruas!<br />
Desiludam-se aqueles que pensarem que basta esperarmos sentados pelos votos em 2009… Nada mais errado!</p>
<p>Temos muito trabalho pela frente. Diário! Esforçado! Não há outra receita para lá chegarmos.<br />
O trabalho e o esforço de cada Nacionalista e dos núcleos é absolutamente fundamental.<br />
Não se fazem omeletas sem ovos, nem se obtêm votos sem (muito!) trabalho.<br />
Por isso é imperativo que cada Nacionalista pergunte a si mesmo, todos os dias(!), que fiz ou farei hoje, de concreto e útil para o Nacionalismo e para o PNR?<br />
Está nas nossas mãos&#8230;</p>
<p>3 Maio 2008</p>
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		<title>De regresso do interregno</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/de-regresso-do-interregno_779.html</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 15:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um período de ausência retomaremos uma actualização mais frequente do portal Altermedia Portugal, com a assiduidade possível.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um período de ausência retomaremos uma actualização mais frequente do portal Altermedia Portugal, com a assiduidade possível.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Abril de 2008: mensagem do presidente do PNR</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/poltica-nacional/abril-de-2008-mensagem-do-presidente-do-pnr_778.html</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 14:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[José Pinto Coelho
Nas últimas semanas Portugal tem assistido a uma onda de violência mais intensa. Mais brutal.
A criminalidade e a insegurança não têm parado de crescer ao longo dos últimos anos. Os portugueses sentem-se inseguros e com medo. E têm evidentes razões para tal!
Contudo, para os governantes, toda esta criminalidade violenta não passa de uns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.altermedia.info//images/pnr_faz_falta.jpg" title="pnr_faz_falta.jpg"><img src="http://pt.altermedia.info//images/pnr_faz_falta.thumbnail.jpg" alt="pnr_faz_falta.jpg" /></a><strong>José Pinto Coelho</strong></p>
<p>Nas últimas semanas Portugal tem assistido a uma onda de violência mais intensa. Mais brutal.</p>
<p>A criminalidade e a insegurança não têm parado de crescer ao longo dos últimos anos. Os portugueses sentem-se inseguros e com medo. E têm evidentes razões para tal!<br />
Contudo, para os governantes, toda esta criminalidade violenta não passa de uns quantos episódios esporádicos ou mesmo de suicídios… ainda que com três facadas no peito… Assim, além da falta de respeito para com a memória deste trabalhador português e seus familiares, atiram-nos areia para os olhos, escamoteando a realidade e “sossegando-nos” com os números e estatísticas habituais. Por isso, não vale a pena mudar-se nada, porque tudo “está bem”. Tudo está “sob controlo”.</p>
<p>Assassinam-se pessoas na rua: pouco se fala e nada se faz. Divulga-se uma imagem de indisciplina, violenta e surrealista, numa escola e faz-se disso um motivo de exploração até à exaustão.<br />
Ao que parece, o “dá-me o telemóvel” é mais importante e preocupante do que o “dá-me a vida”.</p>
<p>Casos como o do telemóvel são, infelizmente, o quotidiano nas escolas portuguesas. São gravíssimos e chocantes! Só que este foi documentado e mostrou assim ao país que não é apenas a dona do telemóvel que ignora o que é educação e autoridade, como também o “repórter” e muitos outros elementos da turma.<br />
O problema é que se continua a olhar apenas para episódios isolados. Olha-se para a árvore e esquece-se a floresta.</p>
<p><span id="more-778"></span>Este episódio de indisciplina, de total falta de respeito, de obediência e de ausência de valores ilustra bem o ambiente propício em que se geram os futuros criminosos, delinquentes, corruptos, etc.<br />
Ou seja, a indisciplina e a falta de autoridade nas escolas, por um lado, e a criminalidade e insegurança nas ruas por outro, acabam por ser farinha do mesmo saco. São ambas a consequência do processo de destruição em curso, levada a cabo pelos sucessivos governantes e demais detentores do poder.<br />
Quanto mais tempo passa, mais estes problemas se enraízam, se generalizam, e mais difícil se torna combatê-los. Mas os senhores do poder preferem dizer às pessoas “habituem-se…”, porque afinal tudo isto está “porreiro pá” e assim não mexem uma palha para mudar o que está mal. Não têm coragem nem vontade política para tal!</p>
<p>A sua coragem e a sua vontade esgota-se em perseguir os Nacionalistas criando para estes todas as excepções e originalidades mais incríveis, pois afinal, na sua pervertida opinião, somos nós, Nacionalistas, o “grande perigo” para o Estado.</p>
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		<title>Os pobres estão proibidos</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/cultura/os-pobres-estao-proibidos_777.html</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 08:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[João César das Neves
O mundo moderno orgulha-se da sensibilidade social e preocupação com os necessitados. O Governo faz gala nisso. O nosso tempo acaba de conseguir uma grande vitória na vida dos pobres. Não acabou com a miséria. Limitou-se a proibi-la. É que, sabem, a pobreza viola os direitos do consumidor e as regras higiénicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://montborg.blogia.com/upload/20051116190644-pobres-thumb.jpg" height="151" width="199" /><strong>João César das Neves</strong></p>
<p>O mundo moderno orgulha-se da sensibilidade social e preocupação com os necessitados. O Governo faz gala nisso. O nosso tempo acaba de conseguir uma grande vitória na vida dos pobres. Não acabou com a miséria. Limitou-se a proibi-la. É que, sabem, a pobreza viola os direitos do consumidor e as regras higiénicas da produção.</p>
<p>A nova polícia encarregada de vigiar a interdição da indigência é a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE. Segundo as regras por que se rege, grande parte dos pequenos negócios, empresas modestas e produtos tradicionais, bem como as vendas, bens e esmolas de que vivem as pessoas carenciadas ficam banidas. É pena, mas não há lugar para pobres na sociedade asséptica que pretendemos.</p>
<p>É evidente que as exigências impostas nos regulamentos e fiscalizadas nas inspecções impossibilitam a sobrevivência das empresas menores. Obras necessárias, aparelhos impostos, dimensões requeridas são inacessíveis, excepto às multinacionais, grandes cadeias e empresas ricas, que a lei favorece. Os pequenos ficam rejeitados. Pode dizer-se que a actuação da ASAE constitui o maior ataque aos pobres desde o fim da escravatura.</p>
<p><span id="more-777"></span> Alguns argumentam que não é esse o espírito da lei nem o sentido da acção da Autoridade. Mas as notícias recentes desmentem essa interpretação favorável. O número de velhas tradições alimentares agredidas é tal que deixou de ser novidade. A 14 de Janeiro passado, a ASAE visitou o Centro de Dia de Póvoa da Atalaia, Fundão. Aí impôs obras caras, destruiu a marmelada que tinha sido oferecida pelos vizinhos e levou frangos e pastéis dados como esmola (Lusa, 06.03.2008). O jejum a que a Autoridade condenou aqueles pobres velhos foi feito em defesa da sua higiene alimentar. Parece que ter fome não é contra os regulamentos do consumidor.</p>
<p>Para juntar insulto ao agravo, recentemente a Autoridade lançou a sua &#8220;maior operação de sempre&#8221; com prisões e apreensões para &#8220;celebrar o dia do consumidor&#8221; (Lusa, 14.03.2008). Como os selvagens, a ASAE celebra contando escalpes. Entretanto os verdadeiros criminosos continuam a operar e a criar problemas sanitários e ambientais. O mais trágico nesta tolice monstruosa é que, enquanto anda a perder tempo a perseguir os pobres, a ASAE descura a sua verdadeira missão, que é mesmo muito importante.</p>
<p>Será que alguém pode ser tão estúpido, insensível e maldoso? Esta hipótese nunca deve ser descartada, sobretudo nos tempos que correm. Mas a explicação é capaz de ser outra. Só um iluminado pode fazer erros tão crassos. O que realmente se passa é que a ASAE não se considera uma polícia nem se vê a perseguir malfeitores. A sua missão suprema é educar o povo para a segurança alimentar. A finalidade é mudar o mundo. O seu objecto são, não os criminosos, mas toda a população. O que temos aqui é um conjunto de fanáticos com meios para impor às gentes ignaras o que julga ser o seu verdadeiro bem. Desta atitude saíram as maiores catástrofes da história.</p>
<p>Mas a culpa última não é da ASAE. Ela é responsável pela arrogância, tolice e insensibilidade com que aplica a lei. Mas a origem está nas autoridades portuguesas e europeias que criaram um tal emaranhado de ordens, regras e regulamentos que impedem a vida comum. A incongruência e irresponsabilidade da legislação, nas mãos de fanáticos, criam inevitáveis desgraças. A lei anula-se a si mesma. Ao promover o consumidor esquece o produtor, ao favorecer o investimento ignora o ambiente, ao cuidar do mercado desequilibra a saúde. Quem queira cumprir à risca o estipulado não sobrevive. Nem sequer quem o impõe: &#8220;Sede da ASAE <em>[no Porto] </em>não cumpre regras impostas pela ASAE&#8221; (<em>JN</em>, 17 de Fevereiro).</p>
<p>Numa sociedade democrática, a responsabilidade última está nos eleitores. Os séculos futuros vão rir de um tempo tão ingénuo que quis leis e regulamentos para todo e qualquer aspecto da vida. Esta obsessão legalista, mecanicista, materialista, se nos traz ganhos importantes, acaba por asfixiar a realidade. Como sempre, os pobres são os primeiros a sofrer.</p>
<p><em><strong>Diário de Notícias</strong></em>, 31 de Março de 2008</p>
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		<title>A vitória das sombras</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/identidade/a-vitoria-das-sombras_776.html</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 22:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Outrora, num tempo estranho e maravilhoso que jamais poderá ser datado, existiam homens.
Hoje, maravilha ainda maior, existem apenas cidadãos.
Bom, o cidadão é superior ao homem visto que é mais ou menos tudo sem ser exactamente coisa alguma.
É um sonho, um pensamento difuso, evanescente, um conceito que se torna ainda mais eficaz e potente quando é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outrora, num tempo estranho e maravilhoso que jamais poderá ser datado, existiam homens.</p>
<p>Hoje, maravilha ainda maior, existem apenas cidadãos.</p>
<p>Bom, o cidadão é superior ao homem visto que é mais ou menos tudo sem ser exactamente coisa alguma.</p>
<p>É um sonho, um pensamento difuso, evanescente, um conceito que se torna ainda mais eficaz e potente quando é inverificável e quando pode insinuar-se por todo o lado sem ser fechado.</p>
<p><span id="more-776"></span>O cidadão não tem sexo, aceita o seu “lado feminino” da mesma forma que os seus últimos (e raros) restos de virilidade.</p>
<p>O cidadão não tem identidade, tem um documento com o seu nome.</p>
<p>O cidadão não tem deveres, tem direitos. Estes direitos são “adquiridos” e portanto incontestáveis, mesmo se se tornaram irrealistas ou injustos.</p>
<p>O cidadão não tem valores, tem “ideias” que defende com paixão, sobretudo quando são compartilhadas por um número importante dos seus semelhantes e validadas pelos ícones mediáticos que vigiam atentamente a sua existência.</p>
<p>O cidadão é “tolerante”, isto significa que aceita tudo por medo de ter de combater por ou contra alguma coisa.</p>
<p>O cidadão não tem ideais mas sim uma “consciência social”, que lhe permite justificar moralmente as fraquezas e vícios da sua personalidade.</p>
<p>Drogado, preguiçoso, infiel e velhaco, o cidadão proclama-se então “libertário”, “anti-capitalista”, “sexualmente emancipado” e “aberto”.</p>
<p>O cidadão não recusa as normas, os prazeres e os símbolos do consumismo liberal, recusa simplesmente, com vigor, os esforços requeridos para lhes poder aceder.</p>
<p>Viver como um burguês e ao mesmo tempo falar como um revolucionário marxista é o sonho absoluto do cidadão.</p>
<p>Um tempo feliz, o dos cidadãos… tempo de indiferenciação, de simpáticas contradições, da “resistência” maioritária, da originalidade conformista, do vício virtuoso e da coragem sem perigos, e acrónico (o “cidadão antifascista” como exemplo arquetípico e entusiasmante do “herói da temporalidade desfasada”).</p>
<p>Jesus Franco, <a href="http://zentropa.splinder.com/">Zentropa</a></p>
<p>(Via <a href="http://ofogodavontade.wordpress.com/" target="_blank">Velle est Posse</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Breve tratado de rebelião</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/histria/breve-tratado-de-rebeliao_775.html</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 12:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.altermedia.info/histria/breve-tratado-de-rebeliao_775.html</guid>
		<description><![CDATA[No seu Tratado do Rebelde, Ernst Jünger escrevia em 1951: «Duas qualidades são indispensáveis ao rebelde. Ele recusa aceitar por sua a lei dos poderes instituídos, quer eles usem a propaganda ou a violência. E ele está decidido a defender-se». Dominique Venner acrescenta, nas páginas deste número, que o que em todas as épocas os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img441.imageshack.us/img441/337/rebeliaoln1.jpg" height="195" width="245" />No seu Tratado do Rebelde, Ernst Jünger escrevia em 1951: «Duas qualidades são indispensáveis ao rebelde. Ele recusa aceitar por sua a lei dos poderes instituídos, quer eles usem a propaganda ou a violência. E ele está decidido a defender-se». Dominique Venner acrescenta, nas páginas deste número, que o que em todas as épocas os rebeldes tiveram em comum «foi terem descoberto, por vias diferentes, uma incompatibilidade absoluta entre o seu ser e o mundo no qual lhes seria necessário viver».</p>
<p>O rebelde recusa a ordem do mundo no seio do qual foi jogado. Recusa-a em nome de uma legitimidade que excede toda a legalidade. Recusa-a porque é em si mesmo que encontra a legitimidade e a norma – não que ele as decalque simplesmente sobre aquilo que ele é, mas porque sabe que ele próprio é também o resultado de uma norma que o ultrapassa. E a sua recusa é total. O rebelde é aquele que não cede, desdenhando daquilo com que o procuram deslumbrar: honrarias, interesses, privilégios, reconhecimentos. À mesa de jogo, ele é o que não joga: o espírito do tempo embate nele como a água na pedra. Espírito livre, homem livre, ele não coloca nada acima da liberdade do espírito e da pessoa. Ele é a própria liberdade. «É rebelde quem quer que seja colocado pela lei da sua natureza em ligação com a liberdade» (Ernst Jünger).</p>
<p>Mas ele não é somente um insubmisso. Certamente, como o resistente ou o dissidente, o rebelde é a prova viva de que uma alternativa é sempre possível. Mas a sua rebelião não está somente ligada às circunstâncias. Ela é de ordem existencial. O rebelde sente fisicamente a impostura, sente-a instintivamente. Tornamo-nos dissidentes, mas nascemos rebeldes. O rebelde é rebelde porque qualquer outro modo de existência lhe é impossível. O resistente deixa de o ser quando deixa de ter meios de resistir. O rebelde, mesmo aprisionado, continua a ser um rebelde. É por isso que, ainda que possa perder, nunca está vencido. Os rebeldes nem sempre podem mudar o mundo. O mundo, esse, nunca os conseguiu mudar.</p>
<p><span id="more-775"></span>Face a um mundo pelo qual não sente mais que desprezo ou desgosto, o rebelde não pode satisfazer-se com a indiferença, porque essa está ainda demasiado próxima da neutralidade. O rebelde é feito para a luta, mesmo que ela não ofereça esperança. Ele não é, então, um renunciante. O rebelde sente-se estrangeiro ao mundo em que vive, mas sem nunca deixar de querer nele viver: ele sabe que só se pode nadar contra a corrente na condição de não se abandonar o leito do rio. Pertencendo a essa minoria que desde sempre preferiu o perigo à servidão, ele sabe que o respeito de si deve sempre ser conquistado. O seu afastamento puramente interior não impede o contacto, porque esse contacto é necessário à luta. E se ele «recorre à floresta» não é para aí se refugiar – ainda que seja frequentemente um proscrito –, mas para aí reaver forças vivas. «A floresta está presente por todo o lado, prossegue Jünger. Existem florestas no deserto, como nas cidades, onde o rebelde vive escondido sob a máscara de qualquer profissão. Existem florestas na sua pátria como sobre qualquer outro solo onde se possa desenvolver a sua resistência. Mas existem sobretudo florestas na própria retaguarda do inimigo.»</p>
<p>O revolucionário persegue um objectivo, o que não é necessariamente o caso do rebelde. O rebelde pode perfeitamente lutar por afirmar um estilo. Ele luta porque não pode fazer outra coisa que lutar. O revolucionário pretende chegar a um fim onde o rebelde encarna antes de tudo um estado de espírito. Semelhantemente, o rebelde despreza a escalada extremista e a manipulação supostamente eficaz dos slogans. Ele não é dos que se limitam a anunciar o Apocalipse em ter o mínimo meio de o remediar. Antígona é estranha ao narcisismo da radicalidade.</p>
<p>Por relação ao «curso da História», o rebelde sabe, por outro lado, identificar o momento e agarrar esse momento. Para romper o cerco, para tentar introduzir um grão de areia na máquina, ele raciocina sobre situações concretas. Determina a sua estratégia de acordo com o que vê surgir sob os seus olhos, não de acordo com modelos ultrapassados. O rebelde é, antes de tudo, dinâmico. Ele dinamiza o pensamento e torna esse pensamento dinâmico. Não é soldado, mas guerrilheiro. Ele não leva a cabo operações regulares mas lança ataques inesperados. Não está atrás de uma linha da frente, mas atravessa todas as frentes.</p>
<p>O rebelde pode ser activo ou meditativo, homem de conhecimento ou de acção. Sobre o plano estratégico, pode ser carvalho ou junco, raposa ou leão. Há rebeldes de todos os tipos. Na ordem do pensamento, Hugues Rebell, o bem falado Georges Darien, Péguy, Bernanos, Orwell, foram ao seu tempo rebeldes, tal como, mais recentemente, Jack Kerouac, Dominique de Roux, Burroughs, Pasolini, Xavier Grall, Mishima ou Jean Cau. Guy Debord foi também ele um rebelde, mesmo se a sua obra é hoje objecto de uma recuperação póstuma, sinal de que estamos já no para além do Espectáculo. Na ordem da acção, depois de tantos outros «mobilizadores do povo», poderíamos citar o subcomandante Marcos que, sem ter nunca cometido um só atentado, defende de maneira exemplar as liberdades dos índios de Chiapas. De Robin dos Bosques aos «zapatistas»: uma mesma linha!</p>
<p>Sempre houve rebeldes. Mas o mundo actual reserva-lhes um lugar muito particular. Na época da modernidade, o rebelde surgia muito aquém do revolucionário: era reputado por lhe faltar clara consciência ideológica e preferir, às estratégias longamente pensadas, o jogo desordenado das reacções instintivas. Hoje que a modernidade finda, ele reencontra o seu lugar. A mundialização faz da Terra um mundo sem exterior, um mundo sem outro, que já não pode ser atacado a partir de um ponto para além de si. Um tal mundo não está tanto votado à explosão como à depressão implosiva. O rebelde está apto para este mundo precisamente porque fomenta redes e propaga as suas ideias de forma viral. Neste sentido, ele é também uma figura pós-moderna, mas uma figura de oposição. Num mundo cada vez mais homogéneo, ele é a própria singularidade. Ele é um ponto opaco num mundo votado à transparência totalitária, um sujeito que permanece real num mundo de objectos virtuais, um insurrecto por excelência num mundo policiado e tornado policiador. Um estrangeiro que podíamos excluir, de pleno direito, em nome da luta contra a exclusão, se ele não se tivesse previamente excluído a si mesmo. É por isso que, de um certo modo, o futuro pertence ao pensamento rebelde, a esse pensamento que desenha clivagens inéditas, esboça uma topografia nova, prefigura um outro mundo. Porque a história permanece sempre aberta.</p>
<p>Jünger diz ainda que chama rebelde «àquele que, isolado e privado da sua pátria pela marcha do universo, se vê deixado ao nada». Escreve também: «Quando todo um povo prepara o seu recurso às florestas, torna-se uma potência temível.»</p>
<p><strong>Robert de Herte</strong>, Eléments nº 101 (Via <a href="http://ofogodavontade.wordpress.com/" target="_blank">Velle Est Posse</a>)</p>
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		<title>Tibete: um caso exemplar!</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/internacional/tibete-um-caso-exemplar_774.html</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 07:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Miguel Angelo Jardim
Os povos não se extinguem se estiverem dispostos a resistir. O que ocorre actualmente no Tibete resulta da ocupação e expansão demográfica dos chineses, etnia han. Com efeito, o imperialismo e colonialismo chinês revelam a sua verdadeira face: despótica e violenta. A invasão e posse do Tibete aconteceram em 1949 com a posterior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Miguel Angelo Jardim</strong></p>
<p>Os povos não se extinguem se estiverem dispostos a resistir. O que ocorre actualmente no Tibete resulta da ocupação e expansão demográfica dos chineses, etnia han. Com efeito, o imperialismo e colonialismo chinês revelam a sua verdadeira face: despótica e violenta. A invasão e posse do Tibete aconteceram em 1949 com a posterior destruição material, cultural e espiritual de uma civilização original e milenar.</p>
<p>Seguiu-se a colonização fisica dos chineses (etnia han), relegando os tibetanos, senhores da terra, a um estatuto de minoria oprimida. Reduzidos a um mero produto de folclore para venda a turistas, impedidos de exercer livremente a sua única versão de budismo, o povo tibetano foi e é objecto de um lento genocídio ante a silenciosa e ciníca cumplicidade parcial da comunidade internacional.</p>
<p><span id="more-774"></span>Para a clique de Pequim a identidade da China coincide em exclusividade com a etnia han, remetendo as outras populações, mongóis, tibetanos, uyghurs, Zhuang, Hmong, para um estatuto de segunda classe. Nada para admirar, pois acaba por ser a concepção comum a todos os nacionalismos de cariz expansionista e imperial.</p>
<p>Doravante devemos prestar atenção à política imperialista da China, atente-se, por exemplo, ao que hoje se passa em África e à estratégia (e)migratória dos chineses em todo o mundo, com o apoio declarado das autoridades de Pequim.</p>
<p>A actual resistência dos tibetanos é um combate Identitário, contra a assimilação, (denunciada pelo Dalai-Lama), contra a extinção da sua memória colectiva. Esta luta pela sobrevivência merece a nossa simpatia, a nossa solidariedade e o nosso apoio.</p>
<p>O Tibete revela-se como um caso exemplar para situações análogas noutras paragens. O que vemos naquelas longínquas terras é um mau presságio para o que sucede na nossa casa.</p>
<p>Recusamos o mesmo destino!</p>
<p>(Via <a href="http://blogidentitario.wordpress.com/" target="_blank">Blog Identitário</a>)</p>
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		<title>2009, ano de eleições</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/poltica-nacional/2009-ano-de-eleicoes_773.html</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 20:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Camisa Negra
Estamos a aproximar-nos de um novo ciclo eleitoral, e o país, sem se aperceber, já entrou em período de preparação.
Desde agora, as palavras, gestos e actuação dos principais protagonistas, dos quais destaco Sócrates e Menezes, já são notoriamente determinadas pelas preocupações eleitoralistas.
Os nacionalistas, a terem alguma presença e intervenção nas eleições será por via [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.altermedia.info//images/pnr_faz_falta.jpg" title="pnr_faz_falta.jpg"><img src="http://pt.altermedia.info//images/pnr_faz_falta.thumbnail.jpg" alt="pnr_faz_falta.jpg" /></a><strong>Camisa Negra</strong></p>
<p>Estamos a aproximar-nos de um novo ciclo eleitoral, e o país, sem se aperceber, já entrou em período de preparação.<br />
Desde agora, as palavras, gestos e actuação dos principais protagonistas, dos quais destaco Sócrates e Menezes, já são notoriamente determinadas pelas preocupações eleitoralistas.<br />
Os nacionalistas, a terem alguma presença e intervenção nas eleições será por via do <a href="http://www.pnr.pt/">PNR</a>.<br />
Goste-se ou não, é essa a verdade - e o resto são fantasias. Espanta como uma verdade tão simples pode surpreender alguém, e espanta como se pode perder tanto tempo a fantasiar.<br />
Se queremos fazer política devemos cultivar o realismo, e jogar com os dados existentes. As mitologias grupais não ajudam nada.<br />
Quanto às eleições, é importante acentuar desde já, a esta distância, que o eventual sucesso tem que resultar de um trabalho continuado, de uma longa e persistente preparação, e não de uns fogachos repentinos à beira das urnas.<br />
Para as eleições legislativas há que contar com as dificuldades habituais, que já são conhecidas, mas é essencial assegurar a efectiva cobertura de todos os círculos eleitorais, de modo a estar presente em todo o território nacional. Para as eleições europeias as perspectivas são melhores, porque as suas próprias características de lista única e círculo nacional favorecem uma força como o PNR. Para as regionais, tudo está comprometido pela falta de aparelho burocrático e implantação local.<br />
Seja como for, as contas são fáceis de fazer. Importa não perder de vista o essencial, e esquecer tudo o que seja manifestamente acessório e dispensável. Para fazer uma coisa bem feita é preciso renunciar ao menos momentaneamente a fazer todas as demais.<br />
Ah, já ouço dizer a uns que não gostam do PNR, a outros que não gostam da bandeira, a outros que não gostam da sigla, a outros que não gostam do presidente, a outros que não gostam de um gajo que viram lá na sede, a outros que não gostaram de um video em que <em>eles</em> apareciam há dois anos, a outros que não gramaram um comunicado emitido aqui há uns tempos, a outros que são contra as eleições, a outros que são contra os <em>outdoors</em>, a outros que não simpatizam com o <em>site</em>, e a outros que não concordam com uma vírgula do parágrafo quadragésimo do programa do partido&#8230;<br />
Pronto, já cá não está quem falou. Arranja-se um partido para cada um.</p>
<p>(Via <a href="http://fascismoemrede.blogspot.com" target="_blank">Fascismo em Rede</a>)</p>
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		<title>Portugal – Que missão!</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 21:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

		<category><![CDATA[Lusofonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eurico Ribeiro
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos. Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.altermedia.info//images/grifo.jpg" title="grifo.jpg"><img src="http://pt.altermedia.info//images/grifo.thumbnail.jpg" alt="grifo.jpg" /></a><strong>Eurico Ribeiro</strong></p>
<p>A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos. Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.</p>
<p>Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.</p>
<p>É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação&#8230; emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.</p>
<p><span id="more-772"></span>Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é UE, tem sido uma falácia traduzindo-se na pratica, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa, com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões. As regiões advêm do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes, que desta feita irão imergir, lutando na defesa da comunidade pela sua autodeterminação cuja força é agora possível face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo. Mais, a livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico, irá provocar a médio prazo a miscigenação dos povos com a perda de identidade e o empobrecimento regional ao nível do valor humano.</p>
<p>Neste aspecto é relevante a unidade do povo português continental e insular, de modo a que as fronteiras do berço da portugalidade se mantenham inalteráveis em todo o processo que se venha a desenhar. É necessário que se tomem medidas de manutenção e fixação dos melhores indivíduos, na prestação de serviços à sua comunidade, bem como políticas culturais baseadas na história e na missão Portuguesa, a fim da tradição ser de tal modo demolidora que quem decidir ficar entre nós, terá não só de aprender o português, como ter acesso aos nossos costumes e respeitar os nossos valores, tal como acontece nos países nórdicos. Essa unidade só será possível através de um líder natural que se torne o símbolo de união, relembrando a nossa história, projectando-a no futuro.</p>
<p>O povo português sofre de atavismos próprios de quem já foi grande… a queda no abismo leva à melancolia e à depressão, esse saudosismo que o Pessoa refere como sendo do Futuro, reflexo de um passado incompleto! O nosso Fado…</p>
<p>Contrariamente ao que é referido, o povo Português não é ingovernável (e quando assim se torna, emerge o princípio paradigmático de auto-preservação e de auto-regulação, subjacente a uma sabedoria ancestral de egrégora que funciona como um subconsciente colectivo, tal como o cardume que se movimenta quase por instinto face a um perigo externo), nem se pode dizer que não se pode esperar muito dele! Há um dizer em Sintra que expressa: “Nascer em Portugal ou por missão ou por castigo!” É um facto que o povo Português não nasceu para cumprir as regras dos outros, mas para “andar à frente do mundo”, para dar “novos mundos ao mundo”. Dêem uma missão impossível ao Português e ele é eficiente, dêem-lhe uma rotina e ele desinteressa-se e torna-se improdutivo. Gostaria de pedir aos governantes e gestores para que conheçam o povo que governam ou os trabalhadores que dirigem antes de implantarem as técnicas e métodos desenvolvidos noutros quadrantes pelos gurus da moda, que se têm mostrado ser comprovadamente ineficazes quando aplicados a um povo sobranceiro e milenar como o nosso! E não é com repressão ou pela força que se tira o melhor de cada um – medidas aliás que têm conduzido sempre a convulsões revolucionárias, como que se de um tumor maligno o povo se quisesse ver livre. Tira-se partido deste povo conhecendo e potenciando tão-somente a corda sensível que o projecta e o transcende. Tal foi a capacidade estratégica de São Bernardo de Claraval, levada a cabo pela Ordem do Templo, única potência estratégica que soube como nenhuma outra, levar o povo Português às suas reais potencialidades.</p>
<p>É certo que o português gosta de conhecer as novidades porque se posiciona numa perspectiva de descoberta, porque é um povo aberto para o mundo: é filho da original casta Lusitana, mas também do celta, do fenício, do árabe, do judeu e do cristão! É aberto às novidades, mas odeia ser obrigado a viver pelas regras dos outros, porque criou a sua própria paidéia triplamente transmitida pela terra onde nasce, pelos genes dos seus antepassados e pela oralidade dos poetas. O português tem tanto de Vasco da Gama, quanto de D. Henrique quanto de Velho do Restelo. E todos são úteis: o aventureiro que quer dar novos mundos ao mundo, o sonhador e estratega que concebe e planeia, e o ponderado que embora refractário e reactivo o faz por defesa da sua terra natal. No entanto sendo constituídos conceptualmente pelos três, tornamo-nos seres inquietos, pelo paradoxo de que somos reflexo.</p>
<p>O português sendo aventureiro e missionário, não pode ser materialista no seu espírito, porque o risco de uma epopeia ou missão, implica o desapego completo, com o limite da sua própria vida! O espírito de desapego do português é tal que nas épocas de governação estrangeirada, desconhecendo a sua ancestral missão ligada à do país onde nasceu, o leva a raiar a traição, tal se encontra motivado a ser um cidadão do mundo. Desse mal padecem as classes governativas e intelectuais infectadas pelo jacobinismo, pelo positivismo da revolução francesa de 1800 cuja continuidade atravessou dois séculos até ao europeísmo actual.</p>
<p>Do “ser português original” excluo obviamente o indivíduo mesquinho e de visão curta, que se alimenta da corrupção, porque parasitas os há em todos os quadrantes e latitudes e não respeitam nenhuma terra que pisam. Excluo o novo-rico com as suas manias e preconceitos que o manterá para sempre tão pobre e desligado interiormente como nasceu. Tem vergonha da sua condição, projectando a sua inferioridade no povo de que faz parte, mas que não reconhece. Refiro-me sim aqui ao português de alma e coração: desde o inovador cosmopolita, mas conhecedor da sua missão, ao português profundo enraizado na terra dos seus antepassados, o indivíduo estreitamente ligado à terra, ao ser autêntico, rude de mãos e caras fendidas temperado pelo sofrimento, pelas alegrias e pelos elementos, mas com um conhecimento empírico tal, que muitas vezes mancha o manto sobranceiro do académico.</p>
<p>O Português é um Homem livre, preparado para a incógnita, para o desconhecido que o empolga, que o agiganta e que em suma o liberta, não para a rotina, para o conhecido, para as regras dos outros que o aprisionam, o asfixiam e o condenam a uma morte lenta… A sua reacção no presente é claramente de renúncia às regras impostas, ao sentimento de saudosismo, na esperança de ver renascida das cinzas, projectada no futuro a missão vanguardista de quinhentos que foi somente sua.</p>
<p>Deste modo, Portugal reúne todas as possibilidades de cumprir a profecia do Quinto Império: estamos a entrar numa nova Era, que levará a sociedade à imaterialidade. Este aspecto já é vislumbrado por variadíssimos indícios, se podem resumir em dois paradigmas, um respeitante ao Homem (lembro aqui da 3ª vaga de Alvin Tofler&#8230;), e outro ao meio em que vive – o Ecossistema.</p>
<p>No primeiro vem-me à memória a sucessão dos sectores de actividade que nos acompanham desde os primórdios do homem sobre a Terra: o sector primário com a caça, pesca e agricultura que é já uma actividade de transição ao sector secundário que aparece mecanizado nos finais do século XIX com a revolução industrial. O sector secundário é uma actividade de transformação efectiva da natureza, cuja necessidade proveio inicialmente da conservação dos produtos perecíveis do sector primário e da criação de novas ferramentas e utensílios auxiliares à actividade do Homem. O sector terciário aparece na segunda metade do século XX que se destina aos serviços, sendo alavancado pelos sectores anteriores, os quais transitam de uma produção alicerçada nos produtos a uma aproximação cada vez maior às necessidades de mercado dos indivíduos. Actualmente vivemos no sector quaternário que se caracteriza pela Era das tecnologias da informação e conteúdos, que cumprem as necessidades de uma sociedade global. Do futuro espera-se que isto venha a suceder na Era quinquenária do “Wellfare” ou do bem-estar. Os impérios da história acompanharam todos estes sectores, e impuseram paradigmaticamente a mudança.</p>
<p>As organizações seguiram esta tendência, tendo actualmente o primado das marcas, das ideias, dos conteúdos e da informação. Substituiu-se a materialidade empresarial centrada no produto e nas organizações rígidas do tipo familiar ou estatal, cujos activos (corpo material) se vêem disseminados por um conjunto indefinido de novos donos, accionistas. A personalidade e identidade, em suma a alma destas organizações, reside agora só e apenas na marca, cuja mobilidade é tal que pode mudar de corpo, e de donos.</p>
<p>A Internet tem substituído a materialidade dos livros, das bibliotecas, dos suportes multimédia e as empresas. Grande parte do trabalho é hoje executado em suportes imateriais, cada vez mais o trabalho do homem reside nas ideias, na criatividade e na mudança, mais balanceado para o pensar e menos para o fazer…</p>
<p>No segundo paradigma, o do Ecossistema, tem-se verificado e propagado aos quatro ventos que os três primeiros sectores de actividade, são extremamente lesivos ao equilíbrio dos recursos naturais, daí que a actividade económica tenha de transitar rapidamente ao plano das ideias e da alta finança, saindo do âmbito do plano físico. Desde que se articulem estratégias sustentáveis de manutenção das necessidades básicas de subsistência das sociedades, a actividade ou o negócio do Homem transitará para o mundo criativo das ideias, suportado através de meios virtuais, que colidam o mínimo possível com o ecossistema.</p>
<p>Deste modo, a harmonização dos dois paradigmas prevêem a salvaguarda do equilíbrio Natural e a sustentabilidade das Sociedades do Homem que, sem as obsessões actuais, se tornam num cumprimento absoluto das Leis do Equilíbrio – ou Leis Divinas. Devo contudo referir, que mais nefasta que a poluição física dos ecossistemas, é a poluição mental dos Homens, ou melhor a falta de Amor Incondicional, do Amor Verdadeiro que é a única Força agregadora e criativa do Universo.</p>
<p>Contudo, penso que a real defesa da nossa identidade terá de passar, nesta conjuntura em que se perfila uma amálgama miscigenada de povos, pelo pragmatismo, seguindo o caminho possível. Vejo a aposta na indústria do turismo, a possibilidade de salvaguardar os locais patrimoniais de referência, da nossa história, bem como os usos e costumes. O turismo de habitação pode alavancar o redescobrimento das aldeias históricas e das vilas acasteladas, da agricultura biológica (com as práticas de subsistência ancestrais) e esta da nossa restauração típica e tradicional, bem como dos produtos regionais demarcados com embalagens biodegradáveis. A indústria já não faz sentido porque é onerosa e extremamente poluente, em especial como vimos, numa época paradigmática das tecnologias de informação, que tende a evoluir para o “Wellfare”, mas a agricultura biológica, apesar de ser do primeiro sector, fará sempre parte do futuro (quanto mais não seja pela necessidade básica) caso seja sustentável e não lesiva ao ecossistema, tal como eram os métodos tradicionais utilizados pelos nossos antepassados. Penso deste modo que o caminho de defesa da nossa identidade poderá ser perfeitamente consubstanciado com os paradigmas da sucessão dos sectores de actividade que vimos atrás em harmonia com o ecossistema.</p>
<p>«Considerem agora os Portugueses, e leiam tudo o que daqui por diante formos escrevendo com este pressuposto e importantíssima advertência: que, se alguma cousa lhes poderia retardar o cumprimento destas promessas, seria só o esquecimento ou desconhecimento do soberano Autor delas, quando por nossa desgraça fôssemos tão injuriosamente ingratos a Deus, que ou referíssemos os benefícios passados, ou esperássemos os futuros de outra mão que a sua.</p>
<p>Prometeu Deus de livrar os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, como tinha jurado aos seus maiores, e de os levar e meter de posse da terra da Promissão; (…) se buscarmos no Texto Sagrado as causas deste desvio e dilação (a qual durou quarenta anos inteiros, sendo a distancia do caminho breve, e que se podia vencer em poucos dias) acharemos que foram, três. Agora nos servem as duas, depois diremos a terceira. A primeira causa foi atribuírem a liberdade do cativeiro a Moisés; (…) A segunda, e ainda mais ignorante (sobre ímpia e blasfema), foi atribuírem a mesma liberdade ao ídolo que de seu ouro tinham fundido no deserto. (…) Basta, povo descortês, ingrato e blasfemo! Que Moisés e o vosso ídolo foram os que vos livraram do cativeiro do Egipto?! (…)</p>
<p>Mas antes que passemos às outras utilidades, que ficarão para os capítulos seguintes, justo será que fechemos este com a terceira causa do castigo que ponderávamos, a qual refere o Texto Sagrado no cap. XIV dos Números, e pode ser de grande exemplo para outra casta de gente, que são os que a Escritura chama filhos da desconfiança.»<br />
Padre António Vieira em História do Futuro, Cap. II Vol. I</p>
<p>Voltando a Portugal, e segundo o P. António Vieira, três aspectos podem impedir que a profecia se cumpra: destruição da concepção do Princípio Divino, anulação do ideal da aristocracia natural e perda de fé do indivíduo em sim mesmo.</p>
<p>No primeiro pode haver o risco das novas gerações perderem a noção da dependência das Leis Naturais (Lex Natura), pela ignorância ou pela arrogância. O falso conhecimento pode levar ao caminho divergente da verdadeira Luz com adoração a falsos profetas e deuses menores da ciência, da política, da finança e dos “media”.</p>
<p>Na segunda, a criação e adoração de &#8220;bezerros de ouro&#8221;: os bens materiais que conduzem ao hedonismo numa sociedade virada somente para o prazer e futilidade. A procura do ter, mais e melhor do que o outro, a ostentação de sinais externos de riqueza, o sentimento de que a sociedade do Homem tem ferramentas prontas a resolver todos os problemas e o autismo com que os privilegiados encaram a sua vida e viram a cara à miséria dos excluídos, sem direitos aos frutos da prosperidade.</p>
<p>Na terceira, o eterno recalcamento depressivo a que o português é sujeito desde a infância, levando-o ao complexo de inferioridade pelo nascimento, a desacreditar em si próprio, a pensar que é menos capaz que todos os outros, que é atrasado e que nunca chegará à linha dos povos da frente. O sentimento desde o berço de que nasceu num país pobre e pequeno, e que é filho de um povo atrasado e medíocre. Bombardeado pelos “media”, passando pelo estabelecimento de ensino, à empresa onde trabalha e às conversas de circunstancia, não lhe é permitido que o seu espírito germine e que erga a cabeça. Para isso tem de imigrar, para um sítio onde não seja identificado e anatematizado por ser tão só Português!</p>
<p>Para que Portugal possa liderar, por direito próprio, num futuro próximo, o avanço da Humanidade como o fez desde o século XII ao XVI, terá que saber transmutar os agentes internos que se mantêm presos a ideologias e interesses que o aprisionam nestes três aspectos.</p>
<p>No primeiro, penso que terá de se mudar o paradigma, criando em todo o português um ideal superior, místico, uma missão, um leitmotiv, uma Paidéia segundo Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, António Quadros bem como muitos outros! Terá de seguir uma estratégia de vida que obedeça às Leis Naturais ou Divinas.</p>
<p>Na segunda, a educação não para a igualdade castradora, taylorista, mas para a natural separação de indivíduos por capacidades e potencialidades, de tal forma que os que se encontram à frente se tornem nos ideais a projectar nos que estão mais a trás, pelo abnegável exemplo, pelos princípios e em suma pelo valor e não pela falsa imagem que leva os indivíduos das classes inferiores a questionarem os das classes mais privilegiadas. Temos de colocar líderes naturais, equilibrados pela ética natural e pela mais valia técnica e humana, a fim de servirem de força de tracção a toda a sociedade.</p>
<p>Na terceira, perceber e mostrar que o povo Português é naturalmente superior ou igual aos outros povos e se não se consegue avançar pelo caminho dos outros é porque ele não nasceu para o fazer, como já referi. Ele nasceu para criar os seus próprios caminhos para lá do impossível, tornando-se no vanguardista, no descobridor, no navegador que dá novos mundos ao mundo!</p>
<p>O povo Português, para sobreviver como identidade própria, tem de conhecer exactamente a sua história e perceber sem reactividades nem vinganças, de que a sua raça, a &#8220;milenar raça portuguesa&#8221; foi condenada desde 1535 à lenta extinção, pela ignorância, castração e amnésia. Paradoxalmente, todos esses movimentos têm, ao contrário do que se possa pensar, tido início dentro da nossa casa. A crise que levou à 1ª união ibérica de 1580 a 1640 e ao império dos Habsburgo, não foi provocada por nenhuma invasão, nem devido ao facto muitas vezes adiantado pelos nossos historiadores ou de idiossincrasias políticas, de que não havia pretendentes ao trono vago, após a morte de D. Sebastião, rei que afinal morre encarcerado nos Limoges em França! A decisão foi consentida pelos iberistas da época, que aproveitando-se da crise política, emergiram o país numa crise financeira a fim de justificarem ao povo a união com Espanha. Desta feita preferiam o rei Filipe II de Espanha (futuro Filipe I de Portugal) a D. António I, neto de D. Manuel I ou a D. Catarina da Casa de Bragança, cujo neto D. João II futuro El Rei D. João IV viria curiosamente a restaurar a independência. Mais, todos os inícios dinásticos das Reais Casas portuguesas se deram através de filhos ilegítimos: na Casa de Borgonha, suspeitando-se que D. Afonso Henriques possa ter sido filho de D. Egas Moniz perfilhado pelo Conde D. Henrique por incapacidade física do filho natural, a Casa de Avis aparece com D. João I, filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, e por sua vez a Casa de Bragança com o 1º Duque Afonso filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pereira. Desta feita qualquer argumentação sobre a legitimidade das sucessões, cai por terra, num país que desde o início em 1149 até 1910 teve uma monarquia muito própria, cuja sucessão era baseada não só com base na hereditariedade, mas no princípio da aclamação popular e das cortes.</p>
<p>Assim, a destruição da nossa paidéia por dentro, por uma classe de portugueses “sem berço”, foi consumada através da Espanha que trouxe com ela a Igreja e a Inquisição, pela França de Napoleão que trouxe o racionalismo castrador, pela Inglaterra que se tentou aproveitar do estatuado da “Oldest Ally” e da circunstância da ingovernabilidade do país no período que se seguiu, a consanguinidade e miscigenação estratégica das casas reais europeias que toldaram a nossa missão, enfraquecendo e condenando posteriormente os Braganças (Casa Real periférica e com perigo de afirmação contrária aos interesses europeus que levaram aos dois grandes conflitos mundiais), as forças ocultas e destabilizadoras por detrás da 1ª República – movimento que não reflectia os desejos do povo português na sua maioria alheio a tudo isso, os poderes mundiais materializados pelos EUA e URSS na instabilidade forçada que levou à independência antes do tempo das nossas colónias e finalmente a CEE/CE/UE com o perigo que mais uma vez se avizinha da dissolução total da identidade e independência de um povo milenar. É preciso saber que em todas as épocas de perda de soberania da nossa história, esse processo foi sempre levado a cabo por dentro.</p>
<p>Atrevo-me a pensar que as forças destruturantes que se acercaram do nosso país desde 1535, se deveram ao facto da missão portuguesa se encontrar muito à frente da capacidade e mentalidade do mundo nessa época e oposto ao materialismo que se desenvolve alguns séculos depois. Era necessário travar os Portugueses, era necessário que depois de D. Manuel I (que apercebendo-se do fim, se apressa a registar para épocas mais propícias a missão portuguesa nos sólidos livros de pedra do manuelino), a missão nunca mais fosse restaurada, era necessário matá-la de vez, impedindo que D. Sebastião regressasse a casa… Era necessário em suma que o projecto Templário planeado pelo visionário São Bernardo de Claraval – o Porto do Graal – soçobrasse de vez!</p>
<p>Deste modo, é de todo necessário que as condições mundiais se deteriorem de tal modo que Portugal volte a ser o centro do mundo material, porque se encontra no centro do “mapa mundi” (posição logística estratégica) e em esperança espiritual, porque é o único país verdadeiramente universalista reflectido no seu povo amistoso e nas armas da sua bandeira.</p>
<p>Para isso teremos de estar preparados, para essa eventualidade: essa é a nossa missão! Esse deveria começar a ser o leitmotiv político dos futuros líderes nacionais.</p>
<p>(Via <a href="http://www.grifo.com.pt" target="_blank">Projecto Grifo</a>)</p>
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