A situação político-militar na Costa do Marfim, antiga colónia francesa, complicou-se nos últimos dias. Nove soldados franceses foram mortos e outras dezenas ficaram feridos. Os combates eclodiram de novo entre os rebeldes de maioria islâmica na zona norte e a zona sul, controlada pelo governo e habitada por animistas e cristãos. Acresce o facto de este conflito revelar graves tensões entre os habitantes autóctones e os imigrantes vindos de países limítrofes como, por exemplo, o Burkina-Faso, pais de maioria islâmica.
Entretanto, o destacamento militar frances abateu e destruiu toda a aviação militar da Costa do Marfim, composta de alguns aviões e helicópteros.
A comunidade branca ali residente, na maioria franceses, está a ser perseguida e os seus bens pilhados, incendiados e destruídos. Como sucede no Zimbabwe, África do Sul e outros países africanos, ser branco e muitas vezes um passaporte para a morte.
Espera-se que alguns equivocados e ingénuos na Europa entendam esta negra realidade: o continente africano é um lugar vazio de futuro, palco de infindáveis conflitos étnicos e religiosos.



