Altermedia Portugal
Altermedia Portugal: Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)
UltraViolent Street Wear, t shirts and clothing with a street tough attitude

Encontros de globalistas já não são segredo

September 5th, 2007 · Post your comment (No Comments)

Email This Post Print This Post

Foi um 20 de Agosto selvagem e excitante na pequena cidade de Montebello, no Quebec, enquanto George W. Bush se encontrava com o primeiro ministro canadiano, Stephen Harper, e com o presidente mexicano, Felipe Calderon, no exclusivo empreendimento turístico Fairmont Le Chateau Montebello.

Já contando com um protesto muitos residentes não saíram à rua e alguns nem abriram as suas lojas nesse dia. Os líderes encontraram-se com o intuito de levar a cabo conversações secretas acerca da “Aliança pela Prosperidade e pela Segurança” (APP – uma iniciativa ligada à Bilderberg com o intuito de convergirem os Estados Unidos, o Canadá e o México numa só entidade).

Foi erguida uma cerca massiva em redor da propriedade do Chateau e era abundante a presença policial quer em motorizadas quer em carrinhas de intervenção. Por volta do meio-dia surgiu um enorme número de activistas anti-globalização. Encontrava-me no local e documentei o número impressionante de caravanas e autocarros que chegaram à pacata cidade, com a maior parte dos ocupantes dos autocarros a cantar “George Bush vai para casa, George Bush vai para casa…”

Os autocarros e os restantes automóveis pararam em frente a um descampado mesmo à entrada da cidade, local designado pela polícia para o decorrer do protesto. Aparentemente o protesto a decorrer nesse campo seria emitido para a residência onde se encontravam os líderes. Não é surpreendente que os protestantes não tenham ficado convencidos com as condições.

Começou rapidamente. Um grupo de metalúrgicos começou a caminhar em direcção a Montebello e os autocarros, automóveis e outras pessoas a pé seguiram-nos rapidamente. Passaram pela entrada principal (área proibida de acordo com as definições policiais) até ao centro da cidade. Os autocarros pararam no que aparentava ser um centro comunitário e descarregaram.

O número de pessoas presentes tinha de ser estimado em cerca de 2.000 – talvez mais. Outros continuaram a chegar, começou a ressoar música de um altifalante e começaram os cânticos anti APP.

Anteriormente ouvi um dos líderes do protesto a falar com a polícia. Afirmou sem margem para dúvidas que iam marchar até à porta do hotel – evitando o campo “sugerido” pelas autoridades. Portanto não foi propriamente uma surpresa quando, depois de alguns discursos furiosos, o grupo se movimentou estrada abaixo em direcção ao hotel.

Era uma multidão diversificada – comunistas, nacionalistas, feministas, sindicalistas e até mesmo alguns apoiantes de Ron Paul (candidato à presidência dos EUA – ndt). E eram pessoas de todas as idades – desde crianças a idosos.

Estava tão compenetrado em tirar fotografias e a filmar a marcha, que não notei na polícia equipada com equipamento anti-motim até praticamente ter tropeçado neles. A demonstração de força era impressionante – com ainda mais tropas a juntarem-se à linha inicial – e marchava em formação militar para a área da entrada do hotel.

A polícia não assegurou imediatamente toda a área da entrada. Creio que a velocidade da marcha os surpreendeu, mas não demoraram muito tempo a ocupar a zona.

Foi então que a tensão aumentou. Os manifestantes encontravam-se cara a cara com os policias completamente equipados (com capacetes equipados com protecção facial, escudos e bastões anti-motim). Gritaram e cantaram selvaticamente às estóicas tropas. Uma segunda vaga de polícias situada atrás da linha principal colocou as suas máscaras de gás e rapidamente chegaram mais tropas complementares – muitas munidas com balas de borracha. Um helicóptero policial aproximou-se da área, enfatizando o drama. Pareceu-me que as coisas iam ficar muito más rapidamente. Contudo, por cerca das 13h, a situação acalmou e as linhas da frente retiraram.

Das 13h até às 17h decorreu uma estranha festa de rua. As pessoas dançaram por toda a cidade, artistas de rua entretiveram a multidão – entre os quais um homem com uma máscara de Bush vestido de fato e gravata que segurava a seguinte inscrição: “Enviem o Canadá para o Iraque” e “Comprem mais combustível”. Tudo isto sob o olhar atento da polícia anti-motim.

Por volta das 17h manifestação subiu novamente de tom. O dia já ia longo e quente em Montebello e os temperamentos exaltavam-se.

Os sectores mais radicais da multidão (muitos improvisando os seus próprios escudos e armadura corporal e manuseando grandes bocados de madeira) começaram a atirar tudo o que podiam à polícia, esta respondeu com gás pimenta, gás lacrimejante e, finalmente, com balas de borracha. Os organizadores ordenaram uma retirada e assim terminou o dia.

Posteriormente, muitos órgãos de comunicação social afirmaram que estiveram presentes apenas algumas centenas de pessoas no protesto. Quem quer que o afirme não passa dum grande mentiroso. Os manifestantes eram na ordem dos milhares. E a imprensa também compareceu em força – sendo a repercussão uma extensa cobertura mediática do evento e das questões que o envolviam. Ao final da tarde desse dia de Agosto, este encontro secreto já não era assim tão secreto. Jason Snow Não sujeito a direitos de autor.

Os leitores podem copiar e divulgar livremente – desde que mencionem a fonte:

American Free Press
645 Pennsylvania Avenue SE, Suite 100
Washington, D.C. 20003, Estados Unidos da América

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading ... Loading ...
Share/Save/Bookmark



Tags: Geral