Altermedia Portugal – na rede desde 17 de Junho de 2003
Altermedia Portugal – na rede desde 17 de Junho de 2003: Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)


Manoel de Oliveira filmou tese polémica que descobriu num livro

January 10th, 2008 · Post your comment (No Comments)

Email This Post Print This Post

Cadi Fernandes

“A primeira vez que o DN escreveu um artigo a respeito das minhas actividades históricas foi no dia 9 de Setembro de 1960, em primeira página! Vá ao seu arquivo/biblioteca e leia esse artigo, para ver que eu ando há mais de 46 anos a lutar contra a ignorância dos historiados portugueses. Um abraço, Luciano da Silva.”

Foi assim que o autor do livro Cristóvão Colón Era Português, juntamente com a sua mulher, Sílvia Jorge da Silva – um trabalho a quatro mãos, portanto, já publicado no nosso país e nos Estados Unidos, onde o casal reside – comentou, em entrevista ao DN, esta teoria, em que atribui ao “pai” da América a nacionalidade portuguesa e, pormenorizando, a “subnacionalidade” cubana, de Cuba, Alentejo. A outra, a de Fidel Castro, também deverá o seu nome ao nosso alentejano, mas isso é uma história à parte.

Esta história dos Silva, em concreto, inspirou o realizador Manoel de Oliveira a fazer mais um filme, talvez o último antes do seu centenário, chegando a interpretar, ao lado da mulher, Isabel – facto digno de menção, por ser inédito – o papel de Luciano já entradote. Em novo, o papel coube ao neto Ricardo Trêpa. Tudo em família, pois. Um filme que, com o título Cristóvão Colombo – O Enigma, estreia hoje, a nível nacional, depois de uma primeira exibição, no dia 5, na vila de Cuba. E de outra, a 6 de Setembro, no Festival de Cinema de Veneza, extracompetição, certame onde Oliveira já faz parte da “mobília”, sem ofensa. Tanto as exibições internacional – que foi seguida, a 1 de Novembro, em Washington, de uma sessão para americano ver, com a presença do realizador e do elenco, além de outras personalidades – como a regional, cativaram público.

Luciano chama “mestre”, a Manoel de Oliveira. “Gostámos mui- to do filme. É um filme português altamente patriótico. A música temática é de uma harmonia cativante. O enredo da nossa vida conjugal está correcto. Gostámos muito da actuação de todos os actores. Estão de parabéns”, declarou o interlo- cutor do DN, que acumula as pro- fissões de historiador e de médico.

Acrescentou: “Para nós, o filme tem ainda outro valor mais importante. As câmaras levam os espectadores aos lugares históricos relacionados com os Descobrimentos portugueses.” E isso é “muito impor- tante, porque assim o público em geral vai querer também visitar esses lugares referidos no filme, como Porto, Lisboa, Cuba, Alentejo, Beja, Escola Náutica de Sagres, vergonhosamente vazia, Porto Santo e Madeira, assim como o Museu da Pedra, de Dighton, a Torre Portuguesa de Newport, na nova Inglaterra, incluindo a grande cidade de Nova Iorque”. Um amor incondicional, este.

Com ironia, Sílvia Jorge da Silva lamenta ao DN: “Já fomos a Cuba, no Alentejo, mas não à Cuba, de Fidel Castro. Talvez quando ocorrer a estreia do filme em Havana…”

Um trabalho mais desenvolvido sobre este tema será apresentado no próximo sábado, no DN Gente. No mesmo dia a crítica ao filme será publicada na revista NS. 

Diário de Notícias, 10 de Janeiro de 2008

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading ... Loading ...


Tags: Cultura · História · Identidade

0 responses so far ↓

  • There are no comments yet...Kick things off by filling out the form below.

You must log in to post a comment.