Filipe Ferreira
Yvan Hardy foi o segundo ex-voluntário das Waffen SS a ser membro da direcção da NATION, socialista à moda antiga, inimigo do sionismo israelita e do capitalismo dos EUA faleceu (no passado dia 7 de Janeiro, 2008) devido a doenças ligadas à sua idade avançada.
Era, para além do mais, um bom amigo… era também um dos grandes críticos do folclore abusivo e americanizado dos skins e outras merdas que (segundo ele) vieram poluir a imagem do NS original (segundo um seu companheiro da frente de Leste, também falecido há poucos anos e também membro da direcção de NATION, “os Hollywood nazis foram uma criação do sistema para desacreditar definitivamente a pureza dos princípios socialistas do nacionalismo…”
E estes homens, apesar de todo o seu passado, sempre se sentiram honrados na amizade e partilha de um mesmo combate com tipos como eu, que não paravam de exaltar as virtudes de um certo MRPP no qual militei no final dos anos 70 e que sempre foi uma referência na Bélgica em todos os meus discursos a outros camaradas belgas e de outros países, já nessa altura me chamavam em tom de gozo (mas amigável) “o nacionalista-maoista mais anarquista que fascista”.
Gente dessa cá não conheço muitos… começaram aos dezassete anos e, sem interrupção, lutaram por uma causa até aos 80 e tal anos de idade! Nunca precisaram de se autoproclamar identitários uma vez que eles próprios eram a imagem viva de uma identidade que se forjou num espírito inter-nacionalista, as Waffen SS, vikings ombro a ombro com latinos, muçulmanos, hindus, cossacos, ultra ortodoxos croatas, ultra católicos espanhóis… estes homens enraiveciam-se com as suásticas tatuadas de quem insulta as almas dos combatentes, pois diziam que certas coisas “desenham-se na alma e transportam-se no coração.”




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