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	<title>Altermedia Portugal - na rede desde 17 de Junho de 2003 &#187; Geral</title>
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	<description>Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)</description>
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		<title>Maio de 2008: mensagem do presidente do PNR</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/maio-de-2008-mensagem-do-presidente-do-pnr_780.html</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 15:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[José Pinto Coelho
Há poucos dias, contou-me um amigo, chocado, que esteve num jantar com cerca de 20 pessoas e nenhuma delas conhecia o PNR.
Igualmente chocado ficou quando ao contar-me este episódio não viu espanto em mim.
Pois não. Eu sei que essa é, infelizmente, a triste realidade. Verifico isso a toda a hora, sobretudo em acções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.altermedia.info/images/pnr1.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-781" title="pnr1" src="http://pt.altermedia.info/images/pnr1.gif" alt="" width="41" height="50" /></a><strong>José Pinto Coelho</strong></p>
<p>Há poucos dias, contou-me um amigo, chocado, que esteve num jantar com cerca de 20 pessoas e nenhuma delas conhecia o PNR.<br />
Igualmente chocado ficou quando ao contar-me este episódio não viu espanto em mim.<br />
Pois não. Eu sei que essa é, infelizmente, a triste realidade. Verifico isso a toda a hora, sobretudo em acções na rua.</p>
<p>Devemos ter em conta que as pessoas são bombardeadas maciçamente com propaganda dos cinco partidos do poder e que, de igual modo, a comunicação social apresenta apenas esses mesmos partidos aos portugueses como sendo os únicos. Logo esses, que são os responsáveis pelo descalabro nacional, explicando assim o desencanto das pessoas com a política e a natural repulsa que sentem pelos políticos.<br />
Os portugueses sabem que além desses partidos existem vagamente uns “pequenos” partidos pitorescos, mas nem sabem bem, ao menos, quais são ou quais as suas siglas…<span id="more-780"></span></p>
<p>Devemos ter em conta, ainda, que em 2005 quando obtivemos 10.000 votos nas Legislativas, apenas zero vírgula qualquer coisa dos portugueses conhecia o PNR.<br />
Hoje, após 3 anos de esforço e activismo, podemos perceber que, fruto disso, uma percentagem razoável dos portugueses já sabe da existência do PNR mas, parte desses nem a sua sigla consegue reproduzir correctamente e menos ainda sabe minimamente aquilo que defendemos.<br />
Temos a certeza porém, que de uma forma ou outra, a grande maioria dos portugueses ainda não conhece o PNR ou, na melhor das hipóteses, já “conheceu” e já esqueceu.</p>
<p>É verdade que temos um grande potencial de crescimento, mas é também verdade que temos que fazer um esforço ainda maior e mais constante por nos darmos a conhecer. Nas ruas!<br />
Desiludam-se aqueles que pensarem que basta esperarmos sentados pelos votos em 2009… Nada mais errado!</p>
<p>Temos muito trabalho pela frente. Diário! Esforçado! Não há outra receita para lá chegarmos.<br />
O trabalho e o esforço de cada Nacionalista e dos núcleos é absolutamente fundamental.<br />
Não se fazem omeletas sem ovos, nem se obtêm votos sem (muito!) trabalho.<br />
Por isso é imperativo que cada Nacionalista pergunte a si mesmo, todos os dias(!), que fiz ou farei hoje, de concreto e útil para o Nacionalismo e para o PNR?<br />
Está nas nossas mãos&#8230;</p>
<p>3 Maio 2008</p>
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		<title>De regresso do interregno</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 15:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um período de ausência retomaremos uma actualização mais frequente do portal Altermedia Portugal, com a assiduidade possível.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um período de ausência retomaremos uma actualização mais frequente do portal Altermedia Portugal, com a assiduidade possível.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Problemas técnicos</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 07:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por razões alheias à equipa da Altermedia Portugal não foi possível actualizar o portal nos últimos dias devido a problemas técnicos no portal que impossibilitou o acesso às antenas portuguesa e espanhola.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por razões alheias à equipa da Altermedia Portugal não foi possível actualizar o portal nos últimos dias devido a problemas técnicos no portal que impossibilitou o acesso às antenas portuguesa e espanhola.</p>
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		<title>&#8220;Falta consciência histórica à população portuguesa&#8221;, entrevista com Rão Kyao</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/falta-consciencia-historica-a-populacao-portuguesa-entrevista-com-rao-kyao_741.html</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 22:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[ Quando é que se interessou pela música?
Foi em miúdo. Na escola, sempre cantei. Lembro&#8211;me de ter interpretado uma ópera de Mozart. Na altura, estava longe de saber que iria fazer dessa vida profissão. Mas só mais tarde é que me interessei pelos instrumentos de sopro&#8230;
 Porquê? Não são instrumentos tão habituais como a guitarra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dn.sapo.pt/2008/02/29/495344.jpg" /><strong> Quando é que se interessou pela música?</strong></p>
<p>Foi em miúdo. Na escola, sempre cantei. Lembro&#8211;me de ter interpretado uma ópera de Mozart. Na altura, estava longe de saber que iria fazer dessa vida profissão. Mas só mais tarde é que me interessei pelos instrumentos de sopro&#8230;</p>
<p><strong> Porquê? Não são instrumentos tão habituais como a guitarra ou o piano&#8230;</strong></p>
<p>Sim, é verdade mas eu sempre quis reproduzir a voz. Queria tocar como se estivesse a cantar. Os livros dizem que a flauta de bambu é o instrumento que mais se assemelha com a voz humana. Também sempre me encantou a imagem do pastor a tocar no campo. A faceta bucólica sempre esteve presente.</p>
<p><strong> Cresceu na cidade. De onde vem esse gosto pela ruralidade?</strong></p>
<p>Sou de Campo de Ourique [Lisboa] mas sempre tive gosto pelo campo. A música tem uma grande ligação à natureza. De certa forma, creio que percorri um caminho inverso a muitas pessoas que nascem num meio rural e querem vir para a cidade a todo o custo.</p>
<p><strong> O que é que encontra no campo que a cidade não lhe oferece?</strong></p>
<p><span id="more-741"></span> Principalmente, a paz interior. Há um recolhimento muito forte que é difícil de conseguir na cidade. Todos os dias viajo até ao campo para tocar um pouco. É um ambiente calmo, com muito ar puro. O lado contemplativo está sempre presente.</p>
<p><strong> Pratica &#8216;yoga&#8217;?</strong></p>
<p>Desenvolvo uma série de actividades ligadas ao <em>yoga</em> mas a mais importante de todas é mesmo tocar (risos). Falando a sério, é muito bom para a saúde até pelo exercício que representa para os pulmões.</p>
<p><strong> Como é que se sente num meio urbano cada vez mais agressivo?</strong></p>
<p>Não gosto de multidões. Prefiro estar no meu canto mas não sou anti-social. Se estiver muita gente num espectáculo meu, óptimo! Gosto da Lisboa antiga, do Cais do Sodré e de Alfama. Sou muito fadista e até toco por carolice todas as segundas-feiras no restaurante Mesa de Frades.</p>
<p><strong><em>Fado Bailado</em>, disco que editou em 1983, obteve sucesso comercial e reconhecimento. Foi inesperado?</strong></p>
<p>O <em>Fado Bailado</em> nunca foi pensado para grandes multidões. Quando o gravei, fiquei à espera que os puristas do fado me atacassem. Mas afinal não. No fundo, é apenas cantar o fado mas recorrendo a um instrumento de sopro.</p>
<p><strong> De onde vem essa alma fadista que ficou clara nesse disco?</strong></p>
<p>Quando era mais novo, gostava de fado e de flamenco e só mais tarde é que me envolvi com o jazz. Gostava muito da Amália Rodrigues e do Alfredo Marceneiro. Sou um pouco marginal mas não à força. Considero que a minha música é contestária apesar de já ter obtido muito sucesso com ela.</p>
<p><strong> Esteve ligado ao fado e ao jazz. Considera-se um músico ecléctico?</strong></p>
<p>Através de todas as diferentes influências, procuro mostrar um espírito que passa pela música do Oriente, pela Índia, pelo Norte de África e até mesmo por Goa. Tocar outras músicas é tocar-me a mim. Por vezes, sinto que gostava de saber tudo mas sei que é impossível <em>(risos).</em><br />
<strong><br />
Há um interesse pela diáspora portuguesa que lhe é muito caro. É um apaixonado pela história?</strong></p>
<p>É preciso compreender as origens. Creio que falta consciência histórica à população portuguesa para se perceber que, por exemplo, a influência árabe está muito presente na música.<br />
<strong><br />
De onde vem o seu interesse pela cultura oriental?</strong></p>
<p>Sou fã de toda a música de raiz. É preciso compreender as origens para andar para a frente. A música oriental tem muito a ver connosco. Canta emoções como o fado. Tem muito a ver com o lamento. Para além disso, é muito chegada à voz.</p>
<p><strong> Mais uma vez o lado espiritual presente&#8230;</strong></p>
<p>É preciso compreender essa ligação. A música é a voz de Deus.</p>
<p><strong> Tocou em Jacarta, na Indonésia. Como foi essa experiência?</strong></p>
<p>Foi fantástico. Os problemas não estão no povo. São coisas criadas pela classe política. Não foram as pessoas que assaltaram Timor. É um território com uma tradição musical muito rica. Nesta altura, já nem estou completamente familiarizado com a cultura local. Mais importante, foi o concerto em Bombaim. Nunca me tinha sentido tão nervoso. Foi importante para ultrapassar fraquezas.<br />
<strong><br />
Sente que há  tesouros por descobrir em tradições menos exploradas?</strong></p>
<p>Claro! A cultura anglo-saxónica é avassaladoramente potente e consegue mesmo enganar as pessoas. Por exemplo, um miúdo pode ter a tentação de dizer que música portuguesa é toda aquela que é cantada em português o que não é verdade. O rock tem uma matriz claramente anglófona e pode ser cantado na língua portuguesa mas não é por isso que passa a pertencer à tradição nacional. Sou capaz de reconhecer uma frase musical por conhecer a nossa raiz.</p>
<p><strong> As novas tecnologias podem ser importantes para a divulgação de outras músicas ?</strong></p>
<p>Sim, mas acabam por não ser. Na teoria, são muito boas mas, mais uma vez, o imperialismo do mundo ocidental manipula a verdade. É o jogo do mais potente, mais uma vez a funcionar. Os mais poderosos dominam completamente a divulgação. Há alturas em que me sinto um estranho com o domínio de uma cultura que me é bastante estranha. Confesso que nunca estive muito ligado à pop.</p>
<p><strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 29 de Fevereiro de 2008</p>
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		<title>A Independência do Kosovo</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/a-independencia-do-kosovo_736.html</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 16:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[João José Brandão Ferreira
A independência do Kosovo não surpreende nem deve deixar ninguém surpreendido. Mesmo que tenha sido unilateral.
Todas as independências são unilaterais e quando não são – o que é raro – é porque uma das partes obrigou a outra.
De facto a independência de qualquer país faz-se, por norma, através da violência e pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pt.altermedia.info//images/grifo.thumbnail.jpg" alt="grifo.jpg" /><strong>João José Brandão Ferreira</strong></p>
<p>A independência do Kosovo não surpreende nem deve deixar ninguém surpreendido. Mesmo que tenha sido unilateral.</p>
<p>Todas as independências são unilaterais e quando não são – o que é raro – é porque uma das partes obrigou a outra.</p>
<p>De facto a independência de qualquer país faz-se, por norma, através da violência e pela força das armas.</p>
<p>A nossa também foi assim.</p>
<p>As independências geram, porém, conivências e antagonismos. E todas têm consequências. É sobre estas que é preciso meditar.</p>
<p><span id="more-736"></span>O Direito Internacional é nestes casos, uma falácia: costuma dar argumentos a todas as partes envolvidas e está refém dos interesses das grandes potências. Aliás, o caso do envolvimento da NATO nos Balcãs é disto um exemplo selecto: mesmo estando fora do espírito e da forma do articulado, interveio – por pressão americana –, e só depois se legitimou, mudando o seu artigo V, na cimeira de Washington, comemorativa do 50º Aniversário do Tratado. Ou seja vai mudando conforme os “ventos da História”. Nós, portugueses, deveríamos meditar nisto… Até porque a memória dos povos é curta!&#8230;</p>
<p>A independência do Kosovo serve os interesses dos EUA. A curto prazo, depois se verá (o governo americano tem aliás, criado o curioso hábito de ir ajudar, quem a seguir vão atacar…). Antagoniza a Rússia, aliada da Sérvia; namora os países muçulmanos (a maioria da população albanesa está islamizada) e implanta um nó górdio no quintal da União Europeia (UE).</p>
<p>Esta, como não tem Exército, Política Externa, e cada um puxa para seu lado, está aflita sem saber o que fazer. Vamos ter aqui pano para mangas e para muito tempo. Cada país está por si.</p>
<p>Acresce que existe uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que mantém o Kosovo como parte integrante da Sérvia e ainda o facto da independência ser declarada quando existem cerca de 17000 soldados da NATO (e de outros países, num total de 30!), a ocuparem o Kosovo, com mandato das Nações Unidas!</p>
<p>Como é que isto é possível? E durante quanto tempo mais é que vão ficar lá as tropas? E o que vai acontecer quando saírem? Será que estão a pensar instaurar um protectorado?</p>
<p>O governo português safou-se por uma unha negra de ter que lidar com este problema, durante a sua presidência da União, mas vai ter que se posicionar de alguma forma neste assunto complexo.</p>
<p>Quanto mais não seja por termos tido e ainda termos tropas portuguesas naquele território, e que não saíram a tempo…</p>
<p>Ora tudo isto vai abrir um “saco de gatos” e pode multiplicar o número de “tribos” e regiões que se queiram independentizar, pelo mundo inteiro.</p>
<p>Portugal seria o país na Europa e no Mundo que teria menos a temer com semelhante ameaça. Mas, como por via da Descolonização traumática e desastrosa que realizámos em 74/75; as autonomias que desenvolvemos, como mal menor e as surgências idiotas de regionalismos que se permitiu fomentar, deixámos de estar imunes ao fenómeno. Quebrou-se a nossa coerência e prevalência política e doutrinária!</p>
<p>Imagino que o governo português entenda tudo isto como “mais uma maçada”. Porquê?</p>
<p>Porque os políticos em Portugal, acham, vai aí para 30 anos, que tudo no mundo ia correr bem para nós, que íamos ser amigos de todos e todos iam ser nossos amigos. Acreditaram que ameaças eram coisas do passado e que as organizações internacionais de defesa, resolviam tudo por nós. Apesar de passarmos a ter pouco Poder, entretivemo-nos a desbaratá-lo ainda mais. Ninguém está interessado em minorar vulnerabilidades e em potenciar capacidades.</p>
<p>Mais, não sabem nem querem saber, como se usa o Poder. E não aparentam ter coragem sequer para o utilizar. Por isso alienam soberania; agacham-se julgando-se espertos; desmantelam o aparelho militar e transformam a diplomacia num quase exercício de relações internacionais. Tudo se resume em 10% de substância e 90% de fotografia para os jornais!</p>
<p>Agora vamos ter uma crise séria entre mãos e não estando na linha da frente da insegurança, podemos levar com estilhaços. Se o governo português tendesse a defender princípios eu arriscaria a dizer que não reconheceria a independência (será certamente pressionado pelo governo espanhol para alinhar a seu lado), alegando-se as graves dúvidas existentes a nível do Direito Internacional e a fraca linearidade do processo. Mas pensamos que irá ganhar tempo (o que já está a fazer), passar despercebido no meio da multidão e cair para o lado da maioria com frases de circunstância, lá mais para a frente.</p>
<p>Mas seria avisado que nos fossemos preparando para a bulha, porque com esta crise ou com outra, será uma questão de tempo.</p>
<p>A generalidade dos líderes políticos europeus aburguesou-se no pior sentido do termo. À custa de engordarem o corpo criaram adiposidade no espírito e deixaram fenecer a alma no coração.</p>
<p>E já nem recordam que Roma afinal caiu, por “excesso de camas fofas e banhos quentes”.</p>
<p>Via <a href="http://www.grifo.com.pt" target="_blank">Projecto Grifo</a></p>
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		<title>O desencantamento da política</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/o-desencantamento-da-politica_734.html</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 13:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Maria José Nogueira Pinto
Acontece aos povos, como acontece às pessoas, essa espécie de depressão colectiva, a falta de futuro, uma caminhada sem rumo, a coesão minada pela perda de identidade, a ausência de um sentimento unificador. É o &#8220;Portugal a entristecer&#8221; de que nos falou Pessoa, o desencantamento da política no seu verdadeiro e etimológico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pt.altermedia.info//images/mjnogueirapinto.thumbnail.jpg" alt="mjnogueirapinto.jpg" /><strong>Maria José Nogueira Pinto</strong></p>
<p>Acontece aos povos, como acontece às pessoas, essa espécie de depressão colectiva, a falta de futuro, uma caminhada sem rumo, a coesão minada pela perda de identidade, a ausência de um sentimento unificador. É o &#8220;Portugal a entristecer&#8221; de que nos falou Pessoa, o desencantamento da política no seu verdadeiro e etimológico sentido, o desleixo no cuidar da Polis, a Cidade adiada pela ditadura do acessório e do efémero.</p>
<p>Há muito que os sinais de desmoralização colectiva estão presentes no quotidiano português e são antigas as causas que minaram a confiança entre representados e representantes, entre eleitores e eleitos. E não se trata só do mérito e demérito da governação, é definitivamente algo mais sério, um nó cego de sentimentos e incertezas que geram a descrença e essa invasiva lassidão colectiva. Algo que tem a ver com o estado da nossa democracia e com a dimensão moral da representatividade, uma dimensão que os representantes parecem ignorar.</p>
<p><span id="more-734"></span> Tem particular oportunidade o documento elaborado pela Sedes, sistematizando os sinais de alarme que apontam para &#8220;uma crise social de contornos difíceis de prever&#8230;&#8221; Algo perigoso num tempo esvaziado de alternativas a regime e lideranças.</p>
<p>O primeiro sinal de subversão veio dos partidos ao tornarem-se fins em vez de meros instrumentos de representação, transformando- -se em coutadas e esgotando grande parte da sua actividade em lutas internas por manter lugares, mordomias e influências. A convivência promíscua com todos os &#8220;poderes&#8221; emergentes teve o desfecho previsível: primeiro os escândalos ligados ao futebol, depois aos agentes económicos, já não um caso ou outro, uma actuação individual, mas de modo quase institucionalizado, num &#8220;toma lá, dá cá&#8221; feito com uma tal naturalidade que só é explicável pela interiorização, ao mais alto nível das lideranças, da impunidade como regra. Deterioradas as funções de representação e convocatória dos partidos, questiona-se agora a sua utilidade.</p>
<p>Por outro lado, tornou-se patente a comum incapacidade de pôr o Estado no seu lugar. Desde a versão do país nacionalizado e do Estado superpai até hoje, foram mais de trinta anos de equívocos partilhados, de redes de dependências cada vez mais consolidadas, um <em>deficit</em> conformado de sociedade e cidadania. Sendo que o problema mais grave, hoje, já não é o de o Estado estar onde não deve, mas o de estar mal e sem qualidade onde faz falta.</p>
<p>A sociedade de informação em que nos afundámos, o excesso de vida induzida, os cidadãos transformados em passivos <em>homo videns,</em> o modo como a comunicação condiciona as reacções individuais e colectivas, explica também a situação em que nos encontramos. Por um lado, o desaparecimento dos nexos de causalidade, das causas e dos efeitos, impede que a maioria perceba o que é que realmente acontece, por outro, a ditadura do efémero impede uma justa avaliação dos factos. A Justiça é um bom exemplo deste fenómeno como se viu no processo Casa Pia conduzido, desde o seu início, num tempo e num modo mediático que levou a reboque um Sistema Judicial altamente impreparado para casos daquela magnitude e radicou no cidadão comum a convicção que o modo como a Justiça não funciona, destrói os seus próprios pressupostos.</p>
<p>Uma cultura banalizadora criou um clima propício à relativização moral, admitindo-se que nada pode ser, objectivamente, mau ou bom, quer na esfera do público quer do privado.</p>
<p>É tudo isto que, provavelmente, explica o que aconteceu no BCP; ou a facilidade com que se convence uma população a exigir um bloco de partos mesmo quando tudo indica que é melhor não o ter; ou que um ministro, face ao crescente risco de pobreza das crianças, responda que já aumentou os subsídios; ou que os visados nos mais recentes escândalos políticos se comportem como se nunca tivessem exercido cargos públicos; ou que a avaliação dos professores possa constituir o tema mais relevante do debate político nacional; ou que o segredo de justiça funcione como uma agência noticiosa. Em suma, explicar o inexplicável.</p>
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		<title>Chávez foi nomeado presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/geral/chavez-foi-nomeado-presidente-do-partido-socialista-unido-da-venezuela_731.html</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 12:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.altermedia.info/geral/chavez-foi-nomeado-presidente-do-partido-socialista-unido-da-venezuela_731.html</guid>
		<description><![CDATA[ O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou neste domingo que aceitava sua designação como presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), decidida por unanimidade na quinta assembléia do congresso de fundação desta legenda política.
&#8220;Não me resta nada mais além de aceitar. Eu o aceito e assumo o desafio, mas peço a ajuda de todos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pt.altermedia.info//images/image017.thumbnail.jpg" alt="image017.jpg" /> O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou neste domingo que aceitava sua designação como presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), decidida por unanimidade na quinta assembléia do congresso de fundação desta legenda política.</p>
<p>&#8220;Não me resta nada mais além de aceitar. Eu o aceito e assumo o desafio, mas peço a ajuda de todos. Unidade, unidade, unidade. Muita discussão interna, criatividade, responsabilidade&#8221;, disse Chávez em seu programa dominical &#8220;Alô Presidente&#8221;.</p>
<p>O governante venezuelano encorajou os militantes a &#8220;trabalhar&#8221;. &#8220;Um verdadeiro militante revolucionário não pode ser corrupto (&#8230;) eu não tenho nada nem quero nada para mim, absolutamente nada&#8221;, disse.</p>
<p>Chávez pediu que os membros do PSUV assumam &#8220;sua militância com responsabilidade&#8221; e se construa &#8220;o maior partido, por sua eficiência e consciência revolucionária, na história da Venezuela&#8221;.</p>
<p>A designação de Chávez como presidente do partido aconteceu em uma assembléia plenária a portas fechadas na qual participaram mais de 1.800 delegados na cidade de Puerto La Cruz, leste de Caracas.</p>
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		<title>PNR denuncia hipocrisia e contradição em torno da xenofobia</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 07:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O PNR, Partido Nacional Renovador, considera grave e ofensivo que, num
país onde o governo fecha centros de saúde, hospitais e maternidades, o
comissário político Rui Marques, nomeado pelo governo como
representante profissional das minorias étnicas, venha congratular-se
por haver 71 centros de apoio a imigrantes, como manifestou em visita a
um desses centros no Concelho da Lousã.
Assim, enquanto o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pt.altermedia.info//images/pnr_faz_falta.thumbnail.jpg" alt="pnr_faz_falta.jpg" />O PNR, <a href="http://www.pnr.pt">Partido Nacional Renovador</a>, considera grave e ofensivo que, num<br />
país onde o governo fecha centros de saúde, hospitais e maternidades, o<br />
comissário político Rui Marques, nomeado pelo governo como<br />
representante profissional das minorias étnicas, venha congratular-se<br />
por haver 71 centros de apoio a imigrantes, como manifestou em visita a<br />
um desses centros no Concelho da Lousã.</p>
<p>Assim, enquanto o governo fecha<br />
gradualmente o país aos portugueses &#8211; desertificando o seu interior e<br />
criando graves injustiças &#8211; empenha-se em apoiar a imigração que nesse<br />
mesmo Concelho já constitui 15 % da população.<br />
<span id="more-702"></span><br />
Estranhamos<br />
também que, sendo Rui Marques considerado um especialista em imigração<br />
e tendo afirmado que não há nenhuma reacção xenófoba séria em Portugal<br />
desde os anos 90, o nosso dirigente Vasco Leitão esteja há quase 10<br />
meses em prisão domiciliária num processo político em que é usado<br />
justamente aquele pretexto completamente descabido.</p>
<p>Ainda quanto<br />
a reacções xenófobas, já Barra da Costa avisava em 2001 dizendo que<br />
existem cerca de 8500 jovens em gangues, 56 por cento dos quais de<br />
origem africana e que esta semana voltaram a ser notícia com dois<br />
homicídios em Rio de Mouro. Estes casos sim, são reacções xenófobas,<br />
anti-portuguesas e perigosas, e contra as quais o PNR tem propostas<br />
muito concretas: policiamento, julgamento, repatriamento.</p>
<p>Comissão Política Nacional<br />
30 de Janeiro de 2008</p>
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		<title>Rabino propõe deportar gazanos para Estado palestiniano no deserto do Sinai</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 15:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Saul Sadka
Londres &#8211; O rabino askenaze Yona Metzger apelou a que os habitantes de Gaza sejam transferidos para a Península do Sinai, para um Estado palestiniano que, na sua opinião, poderia ser construido no deserto.
Numa entrevista em inglês para o semanário britânico The Jewish News, o rabino também disse que, embora os muçulmanos pacíficos devam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Saul Sadka</strong></p>
<p>Londres &#8211; O rabino askenaze Yona Metzger apelou a que os habitantes de Gaza sejam transferidos para a Península do Sinai, para um Estado palestiniano que, na sua opinião, poderia ser construido no deserto.</p>
<p>Numa entrevista em inglês para o semanário britânico The Jewish News, o rabino também disse que, embora os muçulmanos pacíficos devam ser autorizados a rezar nas mesquitas de Jerusalem, eles devem reconhecer que Jerusalém pertence aos judeus. &#8220;Os muçulmanos têm Meca e Medina e&#8221;, acrescentou o rabino, &#8220;vocês não precisam de um terceiro lugar&#8221;.</p>
<p><span id="more-699"></span><br />
Metzger apelou a que a Grã-Bretanha, a União Europeia e os Estados Unidos ajudassem à construção de um Estado palestiniano no deserto do Sinai egípcio.</p>
<p>Segundo Metzger, o plano seria de &#8220;levar todos os pobres de Gaza para um novo país maravilhoso comcomboios, anutocarros e automóveis, como no Arizona &#8211; estamos agora numa época em que se pode tomar um deserto e aí construir uma cidade. Isso será uma solução para as pessoas pobres &#8211; elas terão um belo país e nós teremos o nosso país e viveremos em paz.&#8221;</p>
<p>Metzger disse ao jornal que o plano era novo e que ainda não o tinha apresentado ao primeiro-ministro Ehud Olmert.<br />
&#8220;Pensei nele nestas duas últimas semanas com pessoas de grande sabedoria e acho que é uma grande ideia &#8211; ninguém falou ainda sobre isso.&#8221; O rabino manifestou a sua intenção de discutir o assunto com Olmert e anticipou que a ideia iria ter popularidade entre os israelitas. Ele apresentou os seus comentários, sublinhando que não podia aconselhar sobre questões políticas, pois é um líder religioso de Israel, notando que, segundo a lei &#8220;não pode envolver-se em situações políticas.&#8221;</p>
<p>Os muçulmanos não precisam de um terceiro lugar</p>
<p>Metzger também apelou a que os muçulmanos voltassem a ter liberdade de orar nas mesquitas, na condição de o fazerem pacificamente: &#8220;Acolheremos qualquer palestiniano que queira rezar na sua mesquita. Podem vir todas as sextas-feiras, mas com uma condição: sem violência. Temos o mesmo sentimento para com os fieis, queremos respeitá-los, mas deixem-nos viver e acreditar que a nossa terra é a Terra Santa e que Jerusalém nos pertence. Vocês têm outros lugares, Meca e Medina, não precisam de um terceiro lugar.&#8221;</p>
<p>Na entrevista, Metzger também descreveu Jerusalém como &#8220;a capital definitiva da nação judaica&#8221;. Argumentou que os muçulmanos não têm laços com Jerusalém, comentando que &#8220;por trás do Kotel temos uma mesquita. Mas, quando eles rezam, mesmo quando estão no nosso lugar mais santo, estão virados para Meca. Viram as costas a Jerusalém. Assim, pode ver-se por um único sinal que Jerusalém não lhes pertence. Eles não têm nada, nenhuma ligação&#8221;.</p>
<p>A atitude de Metzger, de 54 anos, nomeado chefe rabino em 2003 para um mandato de dez anos, foi marcada pela controvérsia. Em 2006, o procurador-geral Menachem Mazuz pediu que ele abdicasse do seu posto num relatório que alegava que ele tinha aceitado hospitalidade gratuita num certo número de hoteis israelitas &#8211; um pedido que Metzger rejeitou.</p>
<p>Metzger também propôs a criação de &#8220;Nações Unidas religiosas&#8221;, compostas de chefes religiosos de todo o mundo, e foi designado como uma das 12 figuras religiosas internacionais mais influentes num recente documentário da CBS intitulado In God&#8217;s Name.</p>
<p>Fonte: <a href="http://palestinavence.blogs.sapo.pt" target="_blank">Comité Solidariedade Palestina</a></p>
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		<title>TIR: comunicado da direcção</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 20:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir de hoje, dia 06/01/2008, todos os folhetos e cartazes da campanha contra o aborto bem como as duas faixas usadas em anteriores demonstrações, cujo fac simile é aqui reproduzido, sendo que o do folheto é igual ao constante no cartaz, são descontinuadas.
Assim sendo doravante quem quer que pretenda agir em nome da TIR realizando qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><img src="http://pt.altermedia.info//images/tir.thumbnail.gif" alt="tir.gif" /><span style="font-size: small"><span style="font-size: small">A partir de hoje, dia 06/01/2008, todos os folhetos e cartazes da campanha contra o aborto bem como as duas faixas usadas em anteriores demonstrações, cujo fac simile é aqui reproduzido, sendo que o do folheto é igual ao constante no cartaz, são descontinuadas.<br />
Assim sendo doravante quem quer que pretenda agir em nome da TIR realizando qualquer tipo de acção de propaganda munido de tais elementos age completamente à revelia da organização, não podendo portanto considerar-se como seu filiado ou simpatizante, nem tão pouco pretender encontrar-se de forma alguma mandatado ou apoiado, ainda que por aquesciência silênciosa, por parte desta associação politica.</p>
<p><a href="http://www.resistente.org/portal/news.php" target="_blank">A Direcção</a></span></span></p>
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