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	<title>Altermedia Portugal - na rede desde 17 de Junho de 2003 &#187; Identidade</title>
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	<description>Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)</description>
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		<title>restauração da monarquia</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 10:22:03 +0000</pubDate>
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		<title>Tributo aos guerreiros</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<title>União Ibérica &#8211; falta de senso, gosto e assunto</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 19:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jaime Nogueira Pinto &#8211; Estão sempre a aparecer nos media inquéritos, sondagens, questionários de rua. Que valem o que valem. Mas o seu resultado surge com o peso de um imperativo categórico kantiano.
Tais inquéritos abrangem as mais diversas situações e temas: opções sexuais, produtos domésticos, jogadores de futebol, líderes partidários, figuras do show-business, casos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-910" title="Jaime Nogueira Pinto" src="http://pt.altermedia.info/images/jaimenogueirapinto-150x150.jpg" alt="Jaime Nogueira Pinto" width="150" height="150" />Jaime Nogueira Pinto</strong> &#8211; Estão sempre a aparecer nos media inquéritos, sondagens, questionários de rua. Que valem o que valem. Mas o seu resultado surge com o peso de um imperativo categórico kantiano.</p>
<p>Tais inquéritos abrangem as mais diversas situações e temas: opções sexuais, produtos domésticos, jogadores de futebol, líderes partidários, figuras do show-business, casos do dia.</p>
<p>Só que a conclusão funciona da mesma maneira imperativa, independentemente do tema e do universo da sondagem. Nem se mostra o questionário de base, nem os critérios de selecção da sondagem.<span id="more-1068"></span></p>
<p>A partir dessas respostas, faz&#8211;se o cozinhado mais apelativo em termos de surpresa, escândalo (só salvaguardando a correcção política) e apresentam- -se olimpicamente os dados &#8211; Os Portugueses, decidiram! Como no Big Brother.</p>
<p>Desta vez o inquérito era da Universidade de Salamanca e tratava da ligação de Portugal a Espanha. Uns jornais falavam em &#8220;união ibérica&#8221; outros em &#8220;confederação&#8221;, mas a coisa andava por aí, pela eterna história da unificação peninsular.</p>
<p>Ficámos a saber pela pesquisa, que dos portugueses &#8211; que eram uns trezentos e picos &#8211; um terço era contra, outro terço a favor e o restante terço tanto se lhe dava.</p>
<p>Os conhecimentos exibidos pelos respondentes revelavam profunda e irreversível ignorância das coisas mais elementares de um país e do outro &#8211; os espanhóis soberanamente a leste de quaisquer detalhes da vida portuguesa; os portugueses pouco melhor sobre Espanha. E todos sabem pouco dos próprios países. As esclarecidas criaturas assim decidiram.</p>
<p>Desde que o inefável Nobel Saramago, há um par de anos, do alto do seu prémio, proclamou a inevitabilidade e as vantagens da união ibérica, transpondo o seu caso pessoal para o domínio comum, o tema está de moda.</p>
<p>O dictatus do laureado que, em país de mais olhos que barriga e bacocas admirações, passou a oráculo, foi o sinal para esta campanha neo-iberista, inteiramente desajustada das realidades, dos interesses, dos sentimentos dos Estados e povos peninsulares.</p>
<p>Sobretudo num tempo em que a integração económica e a integração política são coisas cada vez mais diferentes. Como prova a própria História da União Europeia. Portugal e Espanha são dois Estados, um nacional, outro plurinacional, e cuja separação e independência têm um significado e um valor consolidados numa História de muitos séculos.</p>
<p>Discutir coisas tão importantes como a vida e morte dos povos na leviandade de inquéritos de ocasião e sua extrapolação em títulos e comentários bombásticos é, manifestamente, falta não só de patriotismo, como de bom senso e bom gosto. E de assunto.</p>
<p>Com a devida vénia ao <em><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/16462-uniao-iberica---falta-senso-gosto-e-assunto" target="_blank">i online</a></em>.</p>
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		<title>Recordando José Leite de Vasconcelos</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 19:52:39 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ltisu6s5xD0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ltisu6s5xD0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Mapa da América do Norte anterior a Colombo é autêntico</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 00:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[COPENHAGA &#8211; O Mapa Vinland, do século 15, o mais antigo documento a mostrar um pedaço do continente americano antes da chegada de Colombo, é quase que certamente genuíno, disse um especialista dinamarquês.
O mapa é controverso desde foi descoberto, na década de 50, com muitos estudiosos suspeitando de uma fraude destinada a mostrar que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Mada do continente americano anterior a Colombo" src="http://www.estadao.com.br/fotos/map-big.jpg" alt="" width="308" height="213" />COPENHAGA &#8211; O Mapa Vinland, do século 15, o mais antigo documento a mostrar um pedaço do continente americano antes da chegada de Colombo, é quase que certamente genuíno, disse um especialista dinamarquês.</p>
<p>O mapa é controverso desde foi descoberto, na década de 50, com muitos estudiosos suspeitando de uma fraude destinada a mostrar que os vikings foram os primeiros europeus a pisar na América do Norte &#8211; uma alegação confirmada, depois, por achados arqueológicos.</p>
<p>Dúvidas sobre a autenticidade do mapa persistiram mesmo depois do uso de datação por carbono 14 para estabelecer a idade do documento.<span id="more-1040"></span></p>
<p>&#8220;Todos os testes que fizemos nos últimos cinco anos &#8211; no material e em outros aspectos &#8211; não mostram nenhum sinal de falsificação&#8221;, disse Rene Larsen, reitor da Escola de Conservação da Real Academia Dinamarquesa de Belas-Artes.</p>
<p>Ele apresentou as conclusões de sua equipe durante uma conferência internacional de cartografia realizada na capital da Dinamarca.</p>
<p>O mapa mostra a Groenlândia e uma ilha do Atlântico referida como Vinilandia Insula, a Vinland das sagas islandesas, atualmente vinculada pelos estudiosos à província canadense de Terra Nova, onde nórdicos sob o comando de Leif Eriksson estabeleceram-se por volta do ano mil.</p>
<p>Larsen disse que sua equipe realizou testes na tinta, estilo de escrita, buracos causados por insetos e no pergaminho do mapa, que está guardado na Universidade Yale, nos EUA.</p>
<p>Ele disse que os buracos, abertos por besouros, são consistentes com os buracos em outras páginas do livro onde o mapa estava encadernado.</p>
<p>Ainda segundo ele, as alegações de que a tinta era muito recente, por conter uma substância chamada dióxido de titânio anatase, podem ser descartadas porque já foram descobertos mapas medievais com a mesma substância, que provavelmente teria sido transferida a partir da areia usada para secar a tinta.</p>
<p>Estudiosos nos EUA dataram o mapa de cerca de 1440, cerca de 50 anos da &#8220;descoberta&#8221; da América por Colombo. Acredita-se que ele tenha sido produzido para um concílio religioso realizado na Suíça nesse ano.</p>
<p>O Mapa Vinland não é um &#8220;mapa dos vikings&#8221; e não altera o registro histórico sobre quem primeiro chegou à América. Mas mostra que a existência  do Novo Mundo era conhecida não apenas pelos povos nórdicos, mas também por outros europeus pelo menos 50 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo.</p>
<p>O Mapa Vinland, que tem resistido a todos os exames em busca de sinais de fraude. Reprodução</p>
<p>Ele foi comprado de um negociante suíço por um americano, depois de ter sido rejeitado pelo Museu Britânico em 1957.</p>
<p>A ausência de um registro de sua origem está na raiz de muita da controvérsia que o cerca. De onde o mapa veio, e como foi obtido pelo suíço que o vendeu, ainda são mistérios.</p>
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		<title>Festival Folk Celta 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 00:06:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ponte da Barca acolhe mais uma vez o Festival Folk Celta que trará até este Concelho do Alto Minho nomes do que mais representativo se faz nesta área da música. O evento decorrerá em dois dos mais emblemáticos locais deste município: em Lindoso junto às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês e no Choupal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-998" title="Festival Folk Celta" src="http://pt.altermedia.info/images/Festival-Folk-Celta-205x300.jpg" alt="Festival Folk Celta" width="205" height="300" />Ponte da Barca acolhe mais uma vez o Festival Folk Celta que trará até este Concelho do Alto Minho nomes do que mais representativo se faz nesta área da música. O evento decorrerá em dois dos mais emblemáticos locais deste município: em Lindoso junto às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês e no Choupal em Ponte da Barca junto às margens do Lima. O programa será completado com animações de rua nas Portas do Parque e em Ponte da Barca com diversas outras actividades que complementarão o programa que proporcionará assim ao público a oportunidade de conviver e desfrutar do cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.</p>
<p>Locais:<br />
Choupal – Ponte da Barca e Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês – Lindoso<br />
<strong>Entrada Livre</strong></p>
<p>Mais informações: <a href="http://folkceltabarca.wordpress.com/" target="_blank">http://folkceltabarca.wordpress.com</a></p>
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		<title>O Domingo é sagrado</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 00:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Humberto Nuno de Oliveira &#8211; A assembleia nacional francesa votou ontem a proposta de lei Mallié (aprovada com 282 votos favoráveis e 238 contrários) relativa à liberalização do trabalho ao Domingo. Até à decisão final do senado o Instituto Civitas promete travar uma feroz batalha contra mais este infâme ataque à sociedade, à família e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-1014" title="O Domingo é Sagrado" src="http://pt.altermedia.info/images/odomingoesagrado-211x300.jpg" alt="O Domingo é Sagrado" width="211" height="300" />Humberto Nuno de Oliveira</strong> &#8211; A assembleia nacional francesa votou ontem a proposta de lei Mallié (aprovada com 282 votos favoráveis e 238 contrários) relativa à liberalização do trabalho ao Domingo. Até à decisão final do senado o <a href="http://www.civitas-institut.com/" target="_blank">Instituto Civitas</a> promete travar uma feroz batalha contra mais este infâme ataque à sociedade, à família e à matriz cristã da França.</p>
<p>Em tempos de tanta tolerância &#8211; naquele mesmo país &#8211; para com os sábados judaicos as sextas-feiras islâmicas e restante cotejo de exigências de cariz religioso ou étnico, sempre alto e bom som apregoados em nome da modernidade, da multiculturalidade, da tolerância, do respeito, da integração e da sã convivência não pode, quem não seja cego ou inconsciente, deixar de notar que este torpe pensamento &#8220;politicamentecorretês&#8221; ataca sempre no mesmo sentido e contra os mesmos: nós Europeus. O assalto da mundialização espúria visa apenas, e somente, o abastardamento da civilização europeia, venha lá ela mascarada de &#8220;tolerância&#8221; ou de qualquer outro &#8220;travesti&#8221;&#8230; Cada vez mais a &#8220;liberdade religiosa&#8221; é só para os de fora, os de cá que se verguem aos ditames dos seus inimigos de fé, de cultura e de identidade.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://reverentia-lusa.blogspot.com/" target="_blank"><em>Reverentia</em></a>.</p>
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		<title>Pirotecnia: uma arte secular</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/histria/pirotecnia-uma-arte-secular_1010.html</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 00:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Francisco Pereira &#8211; A pirotecnia e o fabrico de explosivos de artifício são um assunto praticamente desconhecido para a maioria das pessoas. Mas, muitos de nós gostamos de ver fogos de artifício em passagens de ano, festas, romarias e outros eventos.
Creio eu que a esmagadora maioria do público não saberá que por detrás de tais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-1011" title="Pirotécnia" src="http://pt.altermedia.info/images/Pirotecnia-300x198.jpg" alt="Pirotécnia" width="300" height="198" />Francisco Pereira</strong> &#8211; A pirotecnia e o fabrico de explosivos de artifício são um assunto praticamente desconhecido para a maioria das pessoas. Mas, muitos de nós gostamos de ver fogos de artifício em passagens de ano, festas, romarias e outros eventos.</p>
<p>Creio eu que a esmagadora maioria do público não saberá que por detrás de tais coisas estão dezenas de micro, pequenas e algumas médias empresas que garantem o pão de cada dia a milhares de pessoas.<br />
A pirotecnia, ou seja, o fabrico de foguetes, é uma arte tão antiga neste nosso Portugal que o próprio Luís de Camões faz uma alusão ao lançamento de bombas e fogos de artificio na sua magnifica epopeia “Os Lusíadas”.<span id="more-1010"></span></p>
<p>Actualmente, na maioria dos casos, as empresas do ramo existentes são geridas por pessoas cujos antepassados estavam já ligados ao ramo pirotécnico. Sempre que nos deslocamos a qualquer romaria, por mais pequena que seja, assistimos sempre ao lançamento de foguetes.</p>
<p>O típico foguete português divide-se em várias categorias, sendo de destacar, por exemplo, o foguete de “5 Tiros”, o foguete de “Metralhadora” que ao deflagrar parece um rajada de metralhadora, o foguete de quatro cargas duplas, o foguete de cinco meias cargas, as “bombas” de cana, ou de morteiro ou ainda as girândolas, que é uma tábua onde são colocados cerca de 20 foguetes, ligados por um rastilho que quando incendiado faz o lançamento de todos ao mesmo tempo.<br />
Por imperativo legal cada tiro de foguete não pode exceder as 50 gramas de peso e as 100 gramas na “bomba lisa”. De fabrico português é também o “fogo preso” onde se destacam por exemplo, as “vacas de fogo” que é um boneco em forma desse animal e “ornamentado” com cores, tiros e “rabiadeiras”, é carregado ás costas de um homem que corre o objecto pelo arraial até o material deflagrar por completo, e os “ferreirinhos” que são bonecos que retratam as mais diversas profissões, e que são ornamentados com fogo de artificio, e que no final rebenta uma bomba na cabeça.</p>
<p>Recentemente uma lei veio proibir o lançamento de foguetes de cana durante o período de verão, devido aos incêndios. Mas, diga-se de passagem os incêndios continuam a acontecer, e muitos deles são em locais onde nunca se lançam foguetes, o que me leva a crer que só uma ínfima parte destes sinistros são provocados pelos foguetes.</p>
<p>Convém dizer que para o lançamento legal de fogo de artifício é necessário uma licença escrita dos bombeiros da área, uma licença escrita da PSP em que atesta que o local de lançamento é seguro, e uma licença de ruído passada pela Câmara Municipal. A fiscalização da indústria pirotécnica é feita em Portugal pela Comissão de Explosivos. Para contornar este problema os fogueteiros lusitanos tiveram que recorrer aos foguetes de morteiro, que são lançados de dentro de um tubo, e assim não necessitam de cana.</p>
<p>Nos nossos dias temos assistido a uma forte “invasão” do fogo de artifício chinês, fogo esse que também é de qualidade, nomeadamente o uso de candelas, granadas de cores e “baterias” que são pequenas caixas de onde são disparados tiros e cores.</p>
<p>Mas o foguete de cana é um foguete de fabrico quase exclusivamente português, uma vez que só na vizinha Galiza e em algumas (poucas) regiões de Espanha é que este tipo de foguete existe, embora em menores proporções.</p>
<p>Por estas e muitas outras razões o “foguete de cana” faz parte das tradições e da alma do povo português, podendo-se mesmo dizer que o foguete é um património nacional.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://movimentopropatria.pt.vu/" target="_blank">Movimento Pró-Pátria</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O desafio deste mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 06:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Maria José Nogueira Pinto &#8211; Há muito que somos convocados para um olhar sem escamas capaz de ver o novo em todos os seus aspectos, causas e efeitos, para poder refundar o colectivo, refazer novas ancoragens, abrir e consolidar, manter e inovar, permanecer e mudar, rever o amigo e o inimigo. Em busca de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-867" title="Maria José Nogueira Pinto" src="http://pt.altermedia.info/images/mariajosenogueirapinto.jpg" alt="Maria José Nogueira Pinto" width="174" height="261" />Maria José Nogueira</strong> <strong>Pinto</strong> &#8211; Há muito que somos convocados para um olhar sem escamas capaz de ver o novo em todos os seus aspectos, causas e efeitos, para poder refundar o colectivo, refazer novas ancoragens, abrir e consolidar, manter e inovar, permanecer e mudar, rever o amigo e o inimigo. Em busca de uma nova ordem planetária para substituir a que ruiu quando toda a mudança confluiu num padrão insustentável de abandono de um mínimo ético, e as estruturas internacionais entraram na obsolescência, revelando-se incapazes de lidar com situações que vertiginosamente cruzam o planeta, se apropriam do nosso quotidiano, minam a nossa esperança.</p>
<p>É por isso que vou ouvir Maalouf. Chego tarde, uma multidão invadiu os espaços da Fundação Gulbenkian e o público transbordou para o exterior do grande anfiteatro. Um protocolo amável e eficientemente silencioso senta-me num lugar a que manifestamente não tenho direito. Dou conta que me esqueci algures da minha pasta que contém a minha vida, procuro na carteira um papel e algo que escreva e fico imóvel, segurando um mísero cartão já rabiscado e uma bic roída. Espero que Maalouf ajude a sistematizar as percepções que intimidam e as mudanças que ameaçam, um exercício de reflexão valioso para essa &#8220;discussão permanente&#8221; que se impõe.<span id="more-995"></span></p>
<p>Fala-nos sobre o esgotamento da civilização e de uma civilização global em formação, do valor da identidade comum só possível com o reforço das expressões culturais específicas, do núcleo de princípios fundamentais que, por o serem, são património colectivo, da questão da pertença e a da coexistência, da importância do &#8220;cuidar&#8221;, da dignidade cultural, do conhecimento e da divulgação, do formar da opinião versus a adopção passiva do que está fabricado e disponível. Afirma a convicção de que as aspirações dos homens estão em todo o lado, se manifestam em todo mundo, são inerentes à condição humana e que as novas realidades não chegam com instruções de uso.</p>
<p>A encíclica Caritas in Veritate trata, numa outra dimensão, precisamente deste mundo assolado por ventos de mudança, angustiado e sem norte. Da razão e da fé, da ética na economia, de um progresso com verdade, de uma sociedade que não use o homem mas se edifique à medida da sua dignidade e vocação. E também da necessidade de criar uma nova ordem internacional que inove para agregar e integrar valores fundamentais cuja negação está na origem de todas as crises que nos afligem.</p>
<p>Releio Maria de Lourdes Pintasilgo cujo pensamento se caracterizou sempre por uma inquietação prospectiva que não raras vezes lhe colou uma imagem de visionária e irrealista: &#8220;Perspectivar o século XXI na lógica dos anteriores é uma espantosa cegueira face à interpretação da história&#8221;, &#8220;A democracia precisa de raízes que nasçam do solo deste mundo mudado&#8221;, &#8220;A passagem de um milénio a outro só é viável, psicologicamente suportável se deixarmos abertas as portas desse desconhecido (…) Talvez mais do que a passagem de uma qualquer outra época histórica, a palavra- -chave que exprime esse desconhecido é a espantosa transição que se manifesta a todos os níveis da nossa vida colectiva&#8221;.</p>
<p>E não resisto a dar um salto ao Condomínio da Terra de Paulo Magalhães, no qual uma nova concepção jurídica do planeta, uma nova ordem é igualmente reclamada. É mais do que uma utopia positiva pois, como se sabe, utopia significa &#8220;em lugar nenhum&#8221; e esta visão arrojada de organizar uma vizinhança global visa a sobrevivência do planeta, a única herança que a espécie humana recebe e de que cada geração é, por isso, fiel depositária. Face à anunciada &#8220;colisão maciça e sem precedentes entre a nossa civilização e a Terra&#8221; também aqui se manifesta um desconcerto civilizacional e a desadequação das estruturas tradicionais que sustentam o edifício jurídico de uma ordem internacional incapaz de gerir as grandes transformações e escorar em valores a necessária transformação cultural.</p>
<p>Como, quando e com quem iremos refazer esta Casa Comum, é o que resta saber.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1309182&amp;seccao=Maria%20Jos%E9%20Nogueira%20Pinto&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em></a>.</p>
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		<title>Ole S. Nevenius e os nossos eléctricos</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 15:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eurico de Barros &#8211; Em Maio de 1979, fez agora 30 anos, um turista sueco chamado Ole S. Nevenius, engenheiro e apreciador de eléctricos, bem como de todos os tipos de transportes públicos movidos a electricidade, como elevadores, tróleis e funiculares, esteve em Lisboa com a sua máquina fotográfica. Obviamente extasiado com a quantidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-993" title="Lisboa vista por Ole Nevenius" src="http://pt.altermedia.info/images/electricos-200x300.jpg" alt="Lisboa vista por Ole Nemesius" width="200" height="300" />Eurico de Barros</strong> &#8211; Em Maio de 1979, fez agora 30 anos, um turista sueco chamado Ole S. Nevenius, engenheiro e apreciador de eléctricos, bem como de todos os tipos de transportes públicos movidos a electricidade, como elevadores, tróleis e funiculares, esteve em Lisboa com a sua máquina fotográfica. Obviamente extasiado com a quantidade de &#8220;amarelos&#8221; da Carris que cruzavam a cidade em todas as direcções, varando ruas, atravessando avenidas, trepando colinas, descendo encostas e serpenteando por betesgas, o senhor Nevenius pegou num mapa da capital com o registo das carreiras dos eléctricos, e desatou a fotografá-los com gosto e entusiasmo ao longo de Lisboa.</p>
<p>Por um daqueles fenómenos de simpatia em que a Internet é fertilíssima, muitas dessas fotos apareceram há alguns dias num thread sobre Lisboa, intitulado &#8220;Memórias de Lisboa&#8221;, que é parte do site www.skyscrapercity.com. As imagens, todas a preto e branco, são um imenso regalo, não só para quem gosta de eléctricos (e só restam cinco carreiras na capital) como também para quem gosta de Lisboa e de ver fotografias que mostram como a cidade era no passado &#8211; distante ou mais recente &#8211; e como mudou. As fotos publicadas foram todas tiradas no mesmo dia, 17 de Maio de 1979. E não contente em ter andado por onde quer que houvesse eléctricos na capital, Ole S. Nevenius até conseguiu ir fotografá-los à estação de recolha e reparação de Santo Amaro.<span id="more-992"></span></p>
<p>Além dos eléctricos em si, e de Lisboa, dos lisboetas ainda vestidos à anos 70 e dos automóveis de há 30 anos que aparecem em pano de fundo, as fotos têm o atractivo acrescido das publicidades que aparecem nos eléctricos, quase todas a produtos que já entraram para a história do consumo nacional. &#8216;Taky-Depilatório Francês&#8217;, lê-se num cartaz no tejadilho de um &#8220;amarelo&#8221; que passa em S. Bento. Outro, que sobe uma ruela na mesma zona, anuncia: &#8216;Triol Limão, Tripla Limpeza à Sua Mão!&#8217; Outro ainda, a manobrar na Graça, publicita &#8216;Floral. A Natureza Serve a Beleza&#8217;. O da carreira 24 proclama as qualidades da água de colónia e do after shave SIR, enquanto o 23 passa pelo Largo do Rato a anunciar que com &#8216;Restaurador Olex os Cabelos Voltam à Sua Cor Primitiva&#8217;. O 28 desce por sua vez a Victor Cordon todo enfeitado com publicidade às alcatifas Fercol, Meraklon e Toraylon, e no 7 para o Alto de S. João lê-se a todo o comprimento &#8216;Com BB Familiar, Economia no Lar &#8211; Laranja, Cola, Ananás&#8217;.</p>
<p>Uma rápida pesquisa pela Internet revela que Ole S. Nevenius também andou pelo Porto e em Coimbra no mesmo ano, já nos meses de Verão, a fazer o mesmo que em Lisboa: fotografar o máximo de eléctricos possível, antes que desaparecessem quase totalmente. E foi assim que, passados precisamente 30 anos, um turista sueco com a paixão dos &#8220;amarelos&#8221; fez aquilo que nenhum português se lembrou, e esta memória visual de quando os eléctricos ainda eram coloridos emblemas em movimento das nossas cidades acabou por ficar registada online para a posteridade. Levando o Triol Limão, o Restaurador Olex e as Alcatifas Fercol, Meraklon e Toraylon à boleia.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1293070&amp;seccao=Eurico%20de%20Barros" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em></a>.</p>
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