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	<title>Altermedia Portugal - na rede desde 17 de Junho de 2003 &#187; Internacional</title>
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	<description>Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)</description>
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		<title>Impressões americanas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 10:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Jaime Nogueira Pinto &#8211; De 1 a 8 de Agosto fiz férias americanas. Cheguei a Nova Iorque e, aproveitando o domingo de chuva, passei quatro horas no Metropolitan a ver a exposição do Francis Bacon, as esculturas do Gaudens e a rever a pintura americana contemporânea. Depois estive em Caucus Bay no Maine e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-910" title="Jaime Nogueira Pinto" src="http://pt.altermedia.info/images/jaimenogueirapinto-150x150.jpg" alt="Jaime Nogueira Pinto" width="150" height="150" />Jaime Nogueira Pinto</strong> &#8211; De 1 a 8 de Agosto fiz férias americanas. Cheguei a Nova Iorque e, aproveitando o domingo de chuva, passei quatro horas no Metropolitan a ver a exposição do Francis Bacon, as esculturas do Gaudens e a rever a pintura americana contemporânea. Depois estive em Caucus Bay no Maine e em Greenwich, Connecticut.</p>
<p>Gosto da paisagem da Costa Leste de grandes árvores e florestas, de rios que serpenteiam como os dos filmes, das enseadas, cabos, ilhas, docas e faróis iguais aos dos quadros impressionistas.<span id="more-1081"></span></p>
<p>Os amigos que visitei são republicanos da velha guarda &#8211; isto é realistas, conservadores, pouco sensíveis à Obamamania. Mas reconhecem o charme e a retórica do presidente, capaz de abranger, num discurso que é sobretudo forma, quase tudo e quase todos. E que tem curiosas nuances funcionais: os homens-chave da área militar &#8211; Robert Gates e o general Jones &#8211; estão longe de ser o protótipo do multilateralista onusiano ou unesquiano, apreciado pelos europeus correctos.</p>
<p>Porque a História não só não acabou como está de regresso. Depois da aventura dos neocons no Iraque, o teatro de operações é agora o Afeganistão &#8211; e as zonas tribais do Paquistão, onde se acoitará (?) Bin Laden, de quem nos lembramos quando temos de tirar os sapatos e o cinto nos aeroportos?</p>
<p>Estranho mundo. O Iraque é um estado repartido por raça e religiões em três grupos, mas é um estado, com uma base urbana, cidades, classe média, órgãos centrais de poder. O Afeganistão é um conglomerado de tribos, regiões e senhores da guerra, cuja estatalidade é duvidosa hoje e no futuro.</p>
<p>Obama decidiu que o Iraque era a &#8220;guerra má&#8221; e o Afeganistão a &#8220;guerra boa&#8221;. Pode fazer algum sentido, na medida em que protege dos talibãs o importantíssimo Paquistão. Mas com umas eleições presidenciais à porta, eleições em que há quarenta candidatos mas um único com probabilidades &#8211; o presidente Kharzai, protegido por setenta mil soldados estrangeiros &#8211; vamos ter outro folhetim desta ordem internacional pós-Guerra Fria, com a sua regra de eleições super omnia.</p>
<p>No meio desta história, os media deram, com reserva e euforia, a notícia da morte de Bitullah Mehsud, um dos chefes talibãs das redes bombistas suicidas que operam na fronteira paquistanesa e possivelmente o responsável pela bomba que matou Benazir Bhutto e pela que explodiu há um ano no Marriott Hotel de Islamabade.</p>
<p>Meshud terá sido liquidado por um míssil ar-terra, disparado a partir de um drone, operado pela CIA. Com ele morreram a mulher, os sogros e sete guarda-costas. Não devem ter dado por nada, até ao momento de acontecer. Como as vítimas de Mehsud, aliás.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/17616-impressoes-americanas" target="_blank"><em>i online</em></a>.</p>
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		<title>A &#8220;batata quente&#8221;chinesa (Fim)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 12:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Rogeiro &#8211; Para alguns observadores interessados, há um elo de ligação entre as tropas portuguesas em Cabul, as bombas em Jacarta, os motins no Xinjiang chinês, e as novas gerações de suicidas &#8220;sem chefe&#8221;, no chamado &#8220;mundo Ocidental&#8221;.
Do ponto de vista de Pequim, claro, o país acaba de descobrir, à sua custa, o lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-863" title="Nuno Rogeiro" src="http://pt.altermedia.info/images/nunorogeiro1-150x150.jpg" alt="Nuno Rogeiro" width="150" height="150" />Nuno Rogeiro</strong> &#8211; Para alguns observadores interessados, há um elo de ligação entre as tropas portuguesas em Cabul, as bombas em Jacarta, os motins no Xinjiang chinês, e as novas gerações de suicidas &#8220;sem chefe&#8221;, no chamado &#8220;mundo Ocidental&#8221;.</p>
<p>Do ponto de vista de Pequim, claro, o país acaba de descobrir, à sua custa, o lado negro do &#8220;islamismo&#8221;, e considera-se vítima do mecanismo geral do &#8220;terror&#8221;, com origem numa interpretação virulenta do &#8220;Wahabismo&#8221;, ou com outros contornos.</p>
<p>Para o secretário-geral cessante da Aliança Atlântica, sair do Afeganistão, agora, a meio da missão, é fazer com que o país se torne, no futuro breve, o centro de atracção de todos os radicais do globo, e o novo pólo de expansão da &#8220;Guerra Santa&#8221;, para a Ásia Central, primeiro, e para a Europa, depois.<span id="more-1056"></span></p>
<p>Mas no Xinjiang, a situação é mais complicada, sem a alta definição das histórias a branco e negro. O problema não começa com o regime comunista, mas, três séculos atrás, com a dinastia King, e a sua ocupação militar permanente do Turquestão, com matanças indizíveis. Entre 1944 e 1949 subsistiu, no Xinjiang, uma &#8220;república independente&#8221; (cujos dirigentes morreram todos, num misterioso acidente de avião), mas esta era fabricada, controlada e manipulada pela URSS, no seu sonho de começar a recortar, à nascença, a &#8220;Nova China&#8221; maoísta.</p>
<p>Em 1955, os comunistas criam a &#8220;região autónoma&#8221;, e começa a falar-se no projecto de &#8220;Xibu da Kaifa&#8221;, &#8220;o Oeste desenvolvido&#8221;. Há depois a breve &#8220;perestroika&#8221; de Chu En Lai, e o abortado &#8220;Movimento das Cem Flores&#8221;. Meio século mais tarde, o Xinjiang vê crescer grandes urbes, auto-estradas, o soberbo Sheraton de Urumqi, o turismo no Lago Celestial, que convivem com a pobreza das ruas marginais, dos bairros pobres e das aldeias paradas no tempo. Depois, há a migração massiva dos Han. Os nativos Uigur passam de 75%, em 1949, para menos de 49%, hoje.</p>
<p>Desde o fim da Revolução cultural, até 1985, os líderes autonómicos locais, a &#8220;sociedade civil&#8221; e os intelectuais, o povo e as &#8220;elites&#8221; sentiram mais liberdade. O pragmatismo de Deng, e os novos ventos, aliviaram a tensão. Mas tudo mudou outra vez com Tiananmen, em 1989. E a imposição da &#8220;hora de Pequim&#8221; a uma região distante, causou, a partir de 1995, novas ruminações, não compensadas com a grandiosidade das infra-estruturas modernas.</p>
<p>Com ou sem estado-fantoche, ou realmente soberano, o sonho irredentista dos Uigur subsiste. Existe na versão secular, no modelo pan-turco, na mundividência islamista, no projecto liberal, até numa certa visão neomarxista. Existe, desde Turghun Almas a Zordon Sabir, nos autores de obras proibidas, na historiografia alternativa, na arte e na poesia &#8220;resistentes&#8221;.</p>
<p>Esse sonho provocou a emigração em massa para a ex-URSS, Turquia, Paquistão, para a Europa e os EUA. Levou os Uigur do exterior a propor uma evolução pacífica, mas fortaleceu também os grupos internos, manipulados pela al-Qaeda, ou seus antecedentes. Em 1990, com sede em Baren, o jovem Zahidin Yusuf liderou a primeira vaga de &#8220;nacionalistas islâmicos&#8221;.</p>
<p>A partir daí, o &#8220;islâmico&#8221; sobrepôs-se, para os mais violentos, ao &#8220;nacionalismo&#8221;.</p>
<p>Vi os seus presos, em Guantánamo, há um ano. Os homens tinham sido capturados em Tora Bora, no Afeganistão.</p>
<p>Afirmavam querer combater apenas o &#8220;centralismo ateu&#8221; chinês. Mas a sua luta parecia bem maior.</p>
<p>Não era o &#8220;Jadidismo&#8221; modernizador, mas o &#8220;Jihadismo&#8221; da aniquilação, em nome da fé. E a fé não se contenta com um pedaço do Mundo, mas com o seu todo.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Nuno%20Rogeiro" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em></a>.</p>
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		<title>Leszek Kolakowski (1927-2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 18:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Jaime Nogueira Pinto &#8211; Nasceu na Polónia em 1927 e viveu a guerra e a ocupação alemã. Entre 1947 e 1966 foi membro do partido comunista local. Com inquietações metafísicas e revisionistas, passou à dissidência. Foi expulso do partido, proibido de ensinar na Universidade de Varsóvia e emigrou para o Ocidente. E foi aterrar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright" title="Leszek Kolakowski" src="http://i28.tinypic.com/2r70m7t.jpg" alt="" width="200" height="311" />Jaime Nogueira Pinto</strong> &#8211; Nasceu na Polónia em 1927 e viveu a guerra e a ocupação alemã. Entre 1947 e 1966 foi membro do partido comunista local. Com inquietações metafísicas e revisionistas, passou à dissidência. Foi expulso do partido, proibido de ensinar na Universidade de Varsóvia e emigrou para o Ocidente. E foi aterrar em Berkeley, em 1969. Para o emigrado do &#8220;socialismo real&#8221;, não era o lugar mais indicado este centro da New Left americana, com a sua admiração pacóvia pelos radicalismos pós-marxistas. Emigrou outra vez e foi fixar&#8211;se em Inglaterra, em Oxford, no All Souls College, um meio mais compatível com um espírito livre, recém-desengaiolado da sua terra.</p>
<p>Ficou por lá mais trinta anos, com períodos de ensino nos Estados Unidos &#8211; em Yale e Chicago. E de lá seguiu e apoiou o Solidariedade, onde se juntavam as suas fés sindicalista e cristã.</p>
<p>Conheci-o em Londres num congresso organizado por Melvin Laski na LSE e que reunia umas dezenas de intelectuais &#8220;anticomunistas&#8221; da Europa e dos Estados Unidos. Levei-lhe &#8220;The Main Currents of Marxism&#8221;, para me autografar, o que fez com uma afabilidade tímida, quase surpreendido por um lusófono conhecer a sua obra?<span id="more-1052"></span></p>
<p>O resistente e filósofo chamava-se Leszek Kolakowsky e morreu em 17 de Julho passado. Considero &#8220;The Main Currents of Marxism&#8221; a melhor síntese crítica do pensamento marxista e das suas descendências, dissidências, variantes, heresias, socialismos utópicos e reais, fundadores, líderes, profetas e tiranos. Para além desta obra central, deixou uma extensa bibliografia de temática religiosa e filosófica (há um livro dele que não li &#8211; vou ler -, que tem um título fabuloso: &#8220;Deus não Nos Deve Nada &#8211; Uma Reflexão sobre a Religião de Pascal e o Espírito do Jansenismo&#8221;).</p>
<p>A acabar esta passagem da sua conferência &#8220;What Are the Parties For&#8221;, de 5 de Novembro de 2003:</p>
<p>&#8220;Todas as previsões feitas por Marx ou depois dele, pelos marxistas, se revelaram falsas; o de-senvolvimento social foi numa direcção inteiramente diferente.</p>
<p>As classes médias, em vez de se afundarem ou desaparecerem como proclamava a profecia marxista, cresceram mais e mais; o mercado, em vez de um obstáculo ao progresso tecnológico, revelou-se o seu mais poderoso estímulo; a pauperização relativa ou absoluta da classe trabalhadora também não aconteceu; a taxa decrescente de lucro, que causaria o colapso do capitalismo, foi outra esperança vã; a revolução proletária, a revolução resultante do conflito entre os trabalhadores da indústria e os capitalistas, nunca aconteceu.&#8221;</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/15366-leszek-kolakowski-1927-2009" target="_blank"><em>I Online</em></a>.</p>
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		<title>Missão militar portuguesa partiu hoje para Cabul</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/internacional/missao-militar-portuguesa-partiu-hoje-para-cabul_1046.html</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 16:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Lusa &#8211; Os 41 militares portugueses que se vão juntar à missão da NATO no Afeganistão partiram cerca das 07:30 de hoje de Lisboa para Cabul, depois de a primeira viagem ter sido interrompida por avaria do avião.
As Forças Armadas optaram por levar outro avião Hércules C-130, porque a reparação do que estava previamente designado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright" title="Fotografia © Helder Almeida Capela" src="http://i30.tinypic.com/nwlgfa.jpg" alt="" width="272" height="129" />Lusa</strong> &#8211; Os 41 militares portugueses que se vão juntar à missão da NATO no Afeganistão partiram cerca das 07:30 de hoje de Lisboa para Cabul, depois de a primeira viagem ter sido interrompida por avaria do avião.</p>
<p>As Forças Armadas optaram por levar outro avião Hércules C-130, porque a reparação do que estava previamente designado para a missão, e que teve de voltar na quarta-feira a Portugal devido a uma avaria, &#8220;ia demorar mais tempo do que estava inicialmente previsto&#8221;, explicou o comandante Ramos de Oliveira, do Estado-Maior General das Forças Armadas.<span id="more-1046"></span></p>
<p>O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, explicou quinta-feira que &#8220;houve uma avaria técnica&#8221; no C-130 que fazia o voo para o Afeganistão, que &#8220;foi detectada em pleno voo e a aeronave regressou para justamente poder reparar essa avaria técnica&#8221;.</p>
<p>De a acordo com fontes militares, a avaria deveu-se a uma fuga de combustível, junto ao motor três da aeronave, e que por razões de segurança o avião voltou à Base Aérea do Montijo.</p>
<p>Os militares da Força Aérea que integram esta missão deverão permanecer no Afeganistão até final de Setembro, altura em que deverão ser rendidos por outro grupo, que também deverá ficar naquele território por pouco mais de um mês.</p>
<p>A missão portuguesa, integrada na Força Internacional de Apoio à Segurança (ISAF) no Afeganistão, tem como principal incumbência garantir o &#8220;apoio logístico&#8221; aéreo necessário às autoridades afegãs para as eleições de 20 de Agosto.</p>
<p>Estes militares vão juntar-se aos 102 efectivos de Portugal na ISAF. Em Janeiro, serão enviados mais 150 comandos, que constituirão uma força de reacção rápida da missão da NATO no Afeganistão.</p>
<p>A aeronave Hércules C-130 é um avião quadrimotor e turbo-hélice, de asa alta e trem retráctil, vocacionada para transporte de carga de grande capacidade, com uma velocidade máxima de 589 quilómetros por hora, um raio de acção de mais de 6.000 quilómetros e com capacidade de transporte de cerca de 100 pessoas, de acordo com dados do fabricante.</p>
<p><strong>De leitura relevante:</strong></p>
<blockquote><p><a href="http://pt.altermedia.info/sociedade/nem-mais-um-soldado-para-as-colonias-deles_717.html" target="_self">Se não queríamos enviar mais nenhum soldado para as “nossas” colónias, porque raios os enviamos actualmente às dezenas e centenas para colonizações e, pior, ocupações de nações soberanas sob tutela de potências imperialistas que, no passado, também combateram os interesses portugueses em África e na Ásia?</a></p></blockquote>
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		<title>Mapa da América do Norte anterior a Colombo é autêntico</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 00:01:54 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[COPENHAGA &#8211; O Mapa Vinland, do século 15, o mais antigo documento a mostrar um pedaço do continente americano antes da chegada de Colombo, é quase que certamente genuíno, disse um especialista dinamarquês.
O mapa é controverso desde foi descoberto, na década de 50, com muitos estudiosos suspeitando de uma fraude destinada a mostrar que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Mada do continente americano anterior a Colombo" src="http://www.estadao.com.br/fotos/map-big.jpg" alt="" width="308" height="213" />COPENHAGA &#8211; O Mapa Vinland, do século 15, o mais antigo documento a mostrar um pedaço do continente americano antes da chegada de Colombo, é quase que certamente genuíno, disse um especialista dinamarquês.</p>
<p>O mapa é controverso desde foi descoberto, na década de 50, com muitos estudiosos suspeitando de uma fraude destinada a mostrar que os vikings foram os primeiros europeus a pisar na América do Norte &#8211; uma alegação confirmada, depois, por achados arqueológicos.</p>
<p>Dúvidas sobre a autenticidade do mapa persistiram mesmo depois do uso de datação por carbono 14 para estabelecer a idade do documento.<span id="more-1040"></span></p>
<p>&#8220;Todos os testes que fizemos nos últimos cinco anos &#8211; no material e em outros aspectos &#8211; não mostram nenhum sinal de falsificação&#8221;, disse Rene Larsen, reitor da Escola de Conservação da Real Academia Dinamarquesa de Belas-Artes.</p>
<p>Ele apresentou as conclusões de sua equipe durante uma conferência internacional de cartografia realizada na capital da Dinamarca.</p>
<p>O mapa mostra a Groenlândia e uma ilha do Atlântico referida como Vinilandia Insula, a Vinland das sagas islandesas, atualmente vinculada pelos estudiosos à província canadense de Terra Nova, onde nórdicos sob o comando de Leif Eriksson estabeleceram-se por volta do ano mil.</p>
<p>Larsen disse que sua equipe realizou testes na tinta, estilo de escrita, buracos causados por insetos e no pergaminho do mapa, que está guardado na Universidade Yale, nos EUA.</p>
<p>Ele disse que os buracos, abertos por besouros, são consistentes com os buracos em outras páginas do livro onde o mapa estava encadernado.</p>
<p>Ainda segundo ele, as alegações de que a tinta era muito recente, por conter uma substância chamada dióxido de titânio anatase, podem ser descartadas porque já foram descobertos mapas medievais com a mesma substância, que provavelmente teria sido transferida a partir da areia usada para secar a tinta.</p>
<p>Estudiosos nos EUA dataram o mapa de cerca de 1440, cerca de 50 anos da &#8220;descoberta&#8221; da América por Colombo. Acredita-se que ele tenha sido produzido para um concílio religioso realizado na Suíça nesse ano.</p>
<p>O Mapa Vinland não é um &#8220;mapa dos vikings&#8221; e não altera o registro histórico sobre quem primeiro chegou à América. Mas mostra que a existência  do Novo Mundo era conhecida não apenas pelos povos nórdicos, mas também por outros europeus pelo menos 50 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo.</p>
<p>O Mapa Vinland, que tem resistido a todos os exames em busca de sinais de fraude. Reprodução</p>
<p>Ele foi comprado de um negociante suíço por um americano, depois de ter sido rejeitado pelo Museu Britânico em 1957.</p>
<p>A ausência de um registro de sua origem está na raiz de muita da controvérsia que o cerca. De onde o mapa veio, e como foi obtido pelo suíço que o vendeu, ainda são mistérios.</p>
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		<title>A &#8220;batata quente&#8221;chinesa (II)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 00:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Rogeiro &#8211; Kashgar, cidade da província ocidental chinesa do Xinjiang, está mais perto de Bagdade do que de Pequim. Convém não esquecer isto, ao analisar a &#8220;aceleração da história&#8221; naquela região.
Seguindo uma linha comum na Primavera de 2002, vários endereços electrónicos ligados à al-Qaeda (e sobretudo às suas &#8220;antenas&#8221; no Magreb e no Egipto) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-863" title="Nuno Rogeiro" src="http://pt.altermedia.info/images/nunorogeiro1-150x150.jpg" alt="Nuno Rogeiro" width="150" height="150" />Nuno Rogeiro</strong> &#8211; Kashgar, cidade da província ocidental chinesa do Xinjiang, está mais perto de Bagdade do que de Pequim. Convém não esquecer isto, ao analisar a &#8220;aceleração da história&#8221; naquela região.</p>
<p>Seguindo uma linha comum na Primavera de 2002, vários endereços electrónicos ligados à al-Qaeda (e sobretudo às suas &#8220;antenas&#8221; no Magreb e no Egipto) acusam hoje a China de ser &#8220;o principal inimigo do Islão&#8221;.</p>
<p>Em Teerão, vários Ayatollahs (Sobhani, Hamedani, Sanei) protestam pelos &#8220;crimes contra muçulmanos&#8221;, no Xinjiang. Na Turquia e no Paquistão, há manifestações de rua, desfraldando a bandeira azul, com o crescente, símbolo da independência reclamada por vários militantes Uigur.<span id="more-1016"></span></p>
<p>O pós-maoísmo, desenvolvido e secular, descobre o &#8220;choque das civilizações&#8221;.</p>
<p>O regresso inesperado do presidente Hu Jintao, saído do G8 para a presidência da Comissão Militar Central, mostrou a gravidade da situação.</p>
<p>Os homens fortes da segurança interna, Meng Jianzhu e Zhou Yongkang, ficaram com plenos poderes para lidar com a situação, e para estabelecer uma &#8220;barreira de ferro&#8221;, intransponível pela violência, pela anarquia e pelo &#8220;fundamentalismo de pretexto religioso&#8221;, um dos &#8220;cinco venenos&#8221; que, na linguagem oficial da China, ameaçam a &#8220;concórdia nacional&#8221;.</p>
<p>Tal reviravolta coloca a China, decisivamente, na carruagem do comboio da &#8220;guerra contra o terrorismo&#8221;. Mas esta entrada, que foi tentada e sugerida desde o 11 de Setembro, possui problemas para todos, a começar pelos outros &#8220;passageiros&#8221;.</p>
<p>Claro que, em tal trajecto, a China &#8220;comunista&#8221; tem aliados menos evidentes.</p>
<p>Vejamos o caso de EK. O seu olhar duro não trai as origens: é investigador principal num instituto contraterrorista de Israel. Há uns anos, viajou para um bairro da periferia de Pequim, com uma série de documentos sensíveis.</p>
<p>Agarrava-os como se fossem fugir. Ia orientar uma conferência sobre a misteriosa al-Qaeda, para um grupo de responsáveis do Guoanbu, o serviço secreto externo chinês, na altura liderado por Xu Yongyue.</p>
<p>A ilustrar a exposição, exibiu vídeos pouco conhecidos, de treino militar da organização &#8220;Jihadista&#8221;. Grande agitação entre a assistência. Numa série de imagens, apareciam edifícios de uma localidade do Xinjiang.</p>
<p>Seguiu-se um processo de &#8220;colaboração&#8221;. EK recebeu, meses mais tarde, um agradecimento especial, por ter ajudado a &#8220;desmantelar uma perigosa célula terrorista&#8221; do grupo Uigur conhecido como ETIM, o &#8220;Movimento Islâmico do Turquestão Oriental&#8221;.</p>
<p>A cooperação entre o Guoanbu e serviços secretos &#8220;pró-ocidentais&#8221;, do Paquistão à Turquia, de Israel à Jordânia, começou com Qiao Shi (aliás Jang Zhitong), no início dos anos 90 do século passado. Shi, em tempos acusado de colusão com os nacionalistas de Chang Kai Check, tornou-se num dirigente zeloso do partido, mas sempre voltado para o &#8220;realismo&#8221; e para o &#8220;pragmatismo&#8221;. Lidar com o &#8220;Turquestão&#8221; Uigur exige muitas quantidades desse realismo prático.</p>
<p>A primeira verificação é a de que, com muitos elementos secularizados ou &#8220;sinificados&#8221;, com mais de 20 grupos reclamando a representação &#8220;nacional&#8221;, a etnia Uigur não está unida: nem nos objectivos, nem nos métodos. E já não é, aliás, uma maioria absoluta no Xinjiang: a maciça imigração Han fez com que uma grande cidade, moderna e soberba, como Urumqi, tenha hoje menos de 20% de uigures.</p>
<p>Mas, ainda assim, há quase nove milhões destas almas na &#8220;região autónoma&#8221;. É quase metade da população total. A esmagadora maioria não é &#8220;terrorista&#8221;. E não se resolve o seu problema (que existe) só com força pública.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Nuno%20Rogeiro" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em></a>.</p>
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		<title>O Domingo é sagrado</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 00:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Asides]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Humberto Nuno de Oliveira &#8211; A assembleia nacional francesa votou ontem a proposta de lei Mallié (aprovada com 282 votos favoráveis e 238 contrários) relativa à liberalização do trabalho ao Domingo. Até à decisão final do senado o Instituto Civitas promete travar uma feroz batalha contra mais este infâme ataque à sociedade, à família e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-1014" title="O Domingo é Sagrado" src="http://pt.altermedia.info/images/odomingoesagrado-211x300.jpg" alt="O Domingo é Sagrado" width="211" height="300" />Humberto Nuno de Oliveira</strong> &#8211; A assembleia nacional francesa votou ontem a proposta de lei Mallié (aprovada com 282 votos favoráveis e 238 contrários) relativa à liberalização do trabalho ao Domingo. Até à decisão final do senado o <a href="http://www.civitas-institut.com/" target="_blank">Instituto Civitas</a> promete travar uma feroz batalha contra mais este infâme ataque à sociedade, à família e à matriz cristã da França.</p>
<p>Em tempos de tanta tolerância &#8211; naquele mesmo país &#8211; para com os sábados judaicos as sextas-feiras islâmicas e restante cotejo de exigências de cariz religioso ou étnico, sempre alto e bom som apregoados em nome da modernidade, da multiculturalidade, da tolerância, do respeito, da integração e da sã convivência não pode, quem não seja cego ou inconsciente, deixar de notar que este torpe pensamento &#8220;politicamentecorretês&#8221; ataca sempre no mesmo sentido e contra os mesmos: nós Europeus. O assalto da mundialização espúria visa apenas, e somente, o abastardamento da civilização europeia, venha lá ela mascarada de &#8220;tolerância&#8221; ou de qualquer outro &#8220;travesti&#8221;&#8230; Cada vez mais a &#8220;liberdade religiosa&#8221; é só para os de fora, os de cá que se verguem aos ditames dos seus inimigos de fé, de cultura e de identidade.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://reverentia-lusa.blogspot.com/" target="_blank"><em>Reverentia</em></a>.</p>
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		<title>A &#8220;batata quente&#8221; chinesa (I)</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 21:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nuno Rogeiro &#8211; O actual confronto na &#8220;ziziqhu&#8221;, ou região autónoma chinesa do Xinjiang (A Nova Fronteira) é um déjà-vu trágico, de enormes proporções, e possíveis enormes consequências.
Lembra, como veremos, os motins na França suburbana, em 2005, a teoria do &#8220;Choque das civilizações&#8221;, de Huntington, os acontecimentos do 11 de Setembro, a &#8220;guerra contra o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-863" title="Nuno Rogeiro" src="http://pt.altermedia.info/images/nunorogeiro1.jpg" alt="Nuno Rogeiro" width="158" height="158" />Nuno Rogeiro</strong> &#8211; O actual confronto na &#8220;ziziqhu&#8221;, ou região autónoma chinesa do Xinjiang (A Nova Fronteira) é um déjà-vu trágico, de enormes proporções, e possíveis enormes consequências.</p>
<p>Lembra, como veremos, os motins na França suburbana, em 2005, a teoria do &#8220;Choque das civilizações&#8221;, de Huntington, os acontecimentos do 11 de Setembro, a &#8220;guerra contra o terrorismo&#8221;, toda a memória das campanhas &#8220;contra-subversivas&#8221;, da Argélia à Chechénia.</p>
<p>Traz de volta a difícil coexistência entre sérvios e albaneses, no Kosovo.<span id="more-978"></span></p>
<p>Recorda os sobressaltos e as dificuldades da construção do &#8220;modelo chinês&#8221; de estado, sociedade e economia.</p>
<p>Liga-se, por fim, à divulgação e publicidade de qualquer causa, minoritária ou de massas, numa época em que os mecanismos de comunicação electrónica (SMS/MMS, Facebook, Flickr, Twitter, correio electrónico e Internet, etc.) tornam impossível a um poder político, nacional ou internacional, silenciar as contradições no seu seio.</p>
<p>Primeiro, os factos.</p>
<p>No dia 26 de Junho, uma multidão de etnia han, maioritária na República Popular da China, terá atacado trabalhadores uyghur, do Xinjiang, numa fábrica de brinquedos de Shaoguan, na província de Guangdong. Houve muitos mortos e feridos, e os uyghur queixam-se da lenta e ineficaz intervenção da Polícia.</p>
<p>Em 2005, como todos se recordam, os tumultos entre a comunidade magrebina das cidades francesas começaram com um grupo de jovens, alegadamente perseguido pela Polícia, electrocutado numa estação de alta voltagem.</p>
<p>Dias depois, &#8220;intelectuais, estudantes, operários, comerciantes e agricultores&#8221; uyghur, nas palavras de um responsável, organizaram uma manifestação de protesto, na cidade de Urumqi, capital do Xinjiang, que terá sido reprimida pela Polícia. O Congresso Mundial Uyghur (WUC), no exílio, presidido pela antiga milionária Rebiya Kadeer, afirma que houve oitocentos mortos, se bem que os números oficiais sejam muito menores.</p>
<p>Daí a uma espiral de prisões, protestos, lutas de rua entre han e uyghur, cenas de selvajaria, controlo das ruas por bandos de autodefesa, foi um passo. Um passo que levou à lei marcial, à ameaça de execução de detidos, e obrigou ao cancelamento de importantes deslocações internacionais do presidente da China, Hu Jintao, incluindo uma visita a Portugal.</p>
<p>No Xinjiang, espécie de Far West da China, vivem quase nove milhões de uyghurs. São parte de um povo de origem turca, com muitos caucasianos de nome chinês, mas de olhos azuis e cabelos ruivos. A maioria é muçulmana sunita, integrando, com os importantes hui de origem persa, as dez minorias islâmicas da China.</p>
<p>Muitos uyghur consideram insultuoso o nome Xinjiang, que afirmam ser uma criação &#8220;han&#8221; e da Manchúria. Preferem falar em Turquestão oriental ou em Uygurstão, e possuem, como aconteceu no Kosovo, entre a população albanesa, uma versão correcta da sua história, do seu passado, da sua origem.</p>
<p>Afirmam, por exemplo, que estão nesta zona desde tempos imemoriais, muito antes dos &#8220;han&#8221;, comos os kosovares afirmavam descender dos míticos ilírios, muito antes da Sérvia nascer.+</p>
<p>Quando se descobriu, em 1979, num oásis do deserto de Taklimakan, uma série de múmias excepcionalmente bem conservadas, datando de entre 2000 a 6000 a.C., os independentistas uyghur saudaram o facto como o &#8220;reconhecimento científico&#8221; da sua causa</p>
<p>Os corpos, incluindo o da &#8220;beldade de Lulan&#8221;, não eram de han chineses, mas de jovens de pele branca e cabelos louros e ruivos.</p>
<p>A morte não era o fim, mas o princípio.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Nuno%20Rogeiro" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em></a>.</p>
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		<title>Nacionalistas ficam em 2º lugar na Holanda</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 11:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Euronews &#8211; A formação de extrema direita, o Partido para a Liberdade do Povo Holandês é o segundo partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda. O escrutínio ficou marcado por uma abstenção alta e por uma forte penalização dos partidos no Governo.
O PVV, dirigido pelo deputado Geert de Wilders, que participa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-959" title="Geert Wilders e Fleur Agema" src="http://pt.altermedia.info/images/partidoparaaliberdade-300x179.jpg" alt="Geert Wilders e Fleur Agema" width="300" height="179" />Euronews</strong> &#8211; A formação de extrema direita, o <a href="http://www.pvv.nl/">Partido para a Liberdade do Povo Holandês</a> é o segundo partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda. O escrutínio ficou marcado por uma abstenção alta e por uma forte penalização dos partidos no Governo.</p>
<p>O PVV, dirigido pelo deputado Geert de Wilders, que participa pela primeira vez nas eleições europeias obteve 16,9 por cento dos votos, de acordo com os resultados parciais.</p>
<p>“Nós enviamos uma mensagem forte que não queremos gastar o nosso dinheiro na Roménia ou em Portugal, mas aqui na Holanda. Não aceitaremos nunca a Turquia na União Europeia e não queremos uma União transformada em super estado. Há muita gente contra este governo e nós somos uma forte e positiva alternativa.”</p>
<p>Os Democrata-Cristãos (PDA), do primeiro-ministro Jab Balkenende, que perdeu 4,8 pontos percentuais em relação às eleições europeias de 2004, conseguiu mesmo assim chegar aos 20% e garantir cinco acentos no parlamento em vez dos sete conquistados há cinco anos.</p>
<p>A Holanda e o Reino Unido elegeram ontem os seus deputados ao Parlamento Europeu, mas os resultados só foram divulgados na Holanda em desrespeito pela directiva da União Europeia que preconiza a divulgação de todos os resultados eleitorais para domingo. A comissão não especificou se a Holanda será punida por esta infracção.</p>
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		<title>Lendas e narrativas (II)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 00:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Rogeiro &#8211; Há realidade e ficção, na aventurosa visita de Obama ao Médio Oriente, nas eleições europeias, nos casos que empecilham a política portuguesa. Todos os presidentes americanos prometeram um &#8220;novo começo&#8221;. Obama voltou a fazê-lo, na Universidade do Cairo. Mas houve uma diferença: o orador parecia acreditar verdadeiramente no que dizia.
Não me lembro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-863" title="Nuno Rogeiro" src="http://pt.altermedia.info/images/nunorogeiro1-150x150.jpg" alt="nunorogeiro1" width="150" height="150" />Nuno Rogeiro</strong> &#8211; Há realidade e ficção, na aventurosa visita de Obama ao Médio Oriente, nas eleições europeias, nos casos que empecilham a política portuguesa. Todos os presidentes americanos prometeram um &#8220;novo começo&#8221;. Obama voltou a fazê-lo, na Universidade do Cairo. Mas houve uma diferença: o orador parecia acreditar verdadeiramente no que dizia.</p>
<p>Não me lembro de ver um chefe de Estado americano lembrar a sua origem cristã, num estado islâmico, ao mesmo tempo que se referia ao &#8220;sagrado Corão&#8221;.</p>
<p>Não me lembro de ver um chefe de Estado americano, sobretudo democrata, afirmar que os EUA não pretendem exportar um modelo político determinado, a qualquer país do Mundo, e que cada um deve governar-se segundo a sua história, tradição e vontade nacional.<span id="more-956"></span></p>
<p>Não me lembro de ver um chefe de Estado americano &#8220;quadrar o círculo&#8221;: isto é, advogar um mínimo ético para toda a humanidade, sem renegar essa promessa de não impor um sistema.</p>
<p>Não me lembro de ver um chefe de Estado americano afirmar que o &#8220;Islão faz parte dos EUA&#8221;, do seu passado e do seu presente.</p>
<p>Não me lembro de ver um chefe de Estado americano advogar um Mundo sem armas nucleares.</p>
<p>Quando à necessidade de um estado palestiniano, ao lado de uma nação israelita, houve mais reiteração do que novidade. O mesmo sobre Teerão: não se falou no convite (o primeiro em 30 anos) a representantes iranianos, para o dia nacional dos EUA.</p>
<p>Mas o gesto será feito, embora sujeito à discrição de cada embaixada no Mundo: a directiva do Departamento de Estado diz que, para o 4 de Julho, a missão em causa &#8220;pode convidar&#8221; iranianos. Não diz que &#8220;tem de convidar&#8221;. O grão de sal está lá.</p>
<p>Obama, que tocou todas as teclas certas para um público muçulmano, lembrou ainda que, no capítulo das lendas, convém não desviar a narrativa: assim como é errado ver o Islão sob um estereótipo, é errado que o Islão veja o Ocidente estereotipado.</p>
<p>Nas eleições europeias, é mais que sabido que, não havendo consequências políticas internas do sufrágio (embora se fale outra vez em remodelação executiva), e estando-se perante uma espécie de &#8220;jogo amigável&#8221;, ou &#8220;particular&#8221;, é o primeiro momento para contar baionetas.</p>
<p>Sendo certo que a revolta contra as políticas públicas se fará sentir, provavelmente espalhando os votos da velha maioria entre quatro ou cinco partidos, torna-se crucial, para qualquer mudança, julgar a soma dos votos de PP e PSD.</p>
<p>Parecem estes os únicos capazes de um governo alternativo. PCP e BE fizeram boas campanhas, mas não são associáveis entre si, e não são associáveis ao socratismo. Estão assim, apesar das lendas, fora da zona de governabilidade.</p>
<p>Nada disto lhes retira brilho, legitimidade, possibilidade de crescimento. Mas a alternativa ao PS, a haver, não virá desta &#8220;esquerda&#8221;.</p>
<p>Por fim, os &#8220;casos&#8221;: do BPN ao Freeport, o que parece mais confrangedor é o clima de &#8220;subentendido&#8221;. Há sempre uma mensagem oculta, geralmente ameaçante, em tudo o que os agentes políticos dizem.</p>
<p>Por isso é que precisamos de uma entidade judicatória, independente.</p>
<p>Costumamos chamar-lhe &#8220;tribunal&#8221;. Não é, ou não era, uma lenda. Mas a sua narrativa anda deteriorada.</p>
<p>P.S.:Há 20 anos, quando caía o Muro de Berlim, a China ensanguentava-se na Praça Tienamen.</p>
<p>Mostrando que cresce, que se liberta, que muda, Beijing não deve ter medo de deixar relembrar este sinistro passado. A absoluta cegueira de Li Peng, e a relativa coragem de Jiang Zemin deviam, por exemplo, ser mais conhecidas.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Nuno%20Rogeiro">Jornal de Notícias</a>.</p>
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