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	<title>Altermedia Portugal - na rede desde 17 de Junho de 2003 &#187; Sionismo</title>
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	<description>Numa era em que a mentira é universal, dizer a verdade é um acto revolucionário. (George Orwell)</description>
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		<title>A lista anti-semita do cómico francês</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 21:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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José Miguel Sardo &#8211; Ou a França perdeu o sentido de humor ou o humorista Dieudonné M&#8217;Bala M&#8217;Bala descobriu os limites do sarcasmo como arma contra o politicamente correcto. Há vários anos que as piadas cáusticas do comediante sobre negros, muçulmanos e judeus deixaram de provocar gargalhadas. Nas salas de teatro, as denúncias do cómico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-836 alignright" title="Dieudonné com Robert Faurisson e Michelle Renouf" src="http://pt.altermedia.info/images/faurissonrenoufdieudonne-300x171.jpg" alt="faurissonrenoufdieudonne" width="300" height="171" /></p>
<p><strong>José Miguel Sardo</strong> &#8211; Ou a França perdeu o sentido de humor ou o humorista Dieudonné M&#8217;Bala M&#8217;Bala descobriu os limites do sarcasmo como arma contra o politicamente correcto. Há vários anos que as piadas cáusticas do comediante sobre negros, muçulmanos e judeus deixaram de provocar gargalhadas. Nas salas de teatro, as denúncias do cómico contra o lóbi judaico em França suscitam agora sorrisos amarelos, anulações de espectáculos, manifestações violentas, processos e con- denações em tribunal por incitação ao ódio racial.</p>
<p>A sua última aposta política são as europeias de 7 de Junho, mas a sua lista &#8220;anticomunitária&#8221; e &#8220;anti-sionista&#8221; já esteve para ser interdita pelo Governo francês.</p>
<p>O humorista franco-camaronês de 43 anos, que no início dos anos 90 divertia o país com uma dupla insólita, ao lado de um comediante judeu, tornou-se hoje no protagonista das tensões comunitárias e do racismo que se habitou a caricaturar sobre o palco. <span id="more-835"></span>No popular duo Élie &amp; Dieudonné, o actor encarnava o personagem Bokassa, um negro, lado a lado com Cohen, um judeu, numa paródia aos preconceitos sobre as duas comunidades e ao discurso xenófobo da Frente Nacional de Jean Marie Le Pen. Uma provocação num país atormentado pela memória da deportação de judeus para campos de concentração nazis, pelo passado colonialista em África e pela tensão entre muçulmanos e judeus inflamada pelo conflito israelo-palestiniano. Mas a ousadia de tentar reconciliar duas comunidades através do humor acabaria por levar à ruptura do duo, em 1997, oficialmente por razões &#8220;mais pessoais que profissionais&#8221;. Desde então, os sketches contra o racismo e a discriminação alimentam o discurso de um Dieudonné convertido em &#8220;resistente&#8221; e político militante.</p>
<p>Nas regionais de 1998, o comediante lidera a campanha de uma lista baptizada &#8220;utópicos&#8221;, contra a Frente Nacional, de extrema-direita, em 2004 cria a lista &#8220;Europalestina&#8221;, para defender a causa palestiniana, em Março deste ano e em resposta à polémica em torno das suas declarações &#8220;anti-semitas&#8221;, decide reunir as figuras &#8220;pouco recomendáveis&#8221; do país numa lista &#8220;anticomunitarista e anti-sionista&#8221; às eleições europeias.</p>
<p>Ao contrário de Coluche, que nos anos 80 se candidatara às presidenciais francesas para parodiar a política, Dieudonné vai perder o sorriso ao transformar o palco em tribuna. Em 2003, um sketch à TV pública vai causar a ira da comunidade judaica. Disfarçado de judeu ultra-ortodoxo e entoando Heil Israel, Dieudonné afirma: &#8220;Incito os jovens nos subúrbios a converterem-se como eu (&#8230;) juntem-se ao eixo do bem, o eixo americano-sionista&#8221;. Desde então, as aparições em palco do actor rivalizam com as convocações em tribunal. As diversas condenações levaram salas de espectáculos como o Olympia a cancelarem os espectáculos do humorista e o presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a defender a proibição dos seus espectáculos na capital.</p>
<p>Uma polémica que vai marcar o novo repertório do artista que num espectáculo na Argélia classifica o Holocausto como &#8220;pornografia memorial&#8221;, citando uma historiadora israelita para se interrogar sobre as razões pelas quais &#8220;não se assinalam também os 400 anos de escravatura?&#8221; Apresentando-se como politicamente &#8220;anti-sionista&#8221; para denunciar o apoio francês a Israel ou para defender em público movimentos islamitas como o Hamas palestiniano ou o Hezbollah libanês, o comediante rejeita as acusações de anti-semitismo.</p>
<p>Banido da televisão, criticado pelas associações de luta contra o racismo e anti-semitismo, refugiado no Teatro de la Main d&#8217;Or, que adquiriu em Paris, só as declarações polémicas de Dieudonné vão continuar a ser notícia nos media, quando critica a &#8220;submissão dos dirigentes franceses ao conselho dos judeus de França&#8221;, ou afirma &#8220;preferir o carisma de Ussama Ben Laden ao de George W. Bush&#8221;. No final de 2008, em pleno espectáculo, atribuiu ao filósofo Robert Faurisson o prémio &#8220;da insolência&#8221; pelas teses negacionistas do Holocausto.</p>
<p>Um humor negro que cativa um novo público entre os jovens dos subúrbios pobres do país. Entre provocação e insolência, a apresentação da sua lista &#8220;anti-sionista&#8221; levou o chefe de gabinete do Presidente Sarkozy a exigir há dias a interdição da candidatura. No elenco de personalidades &#8220;pouco frequentáveis encontram-se dissidentes da extrema-direita, o fundador de um partido anti-sionista e até um escritor que põe em causa a tese dos atentados do 11 de Setembro.</p>
<p>Vinte e nove anos antes da polémica criada por Dieudonné, o humorista Coluche já afirmava que &#8220;os homens políticos são artistas de espectáculo, por isso qualquer artista pode ser político&#8221;.</p>
<p>Com a devida vénia ao <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1235232&amp;seccao=Europa">Diário de Notícias</a>.</p>
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		<title>A criminalização da crítica a Israel</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 15:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paul Craig Roberts &#8211; No dia 16 de Outubro, de 2004, o presidente George W. Bush assinou uma lei criada pelo lobby israelita, a Lei de Monitorização Global do Anti-semitismo. Esta legislação requer que o Departamento de Estado dos EUA monitore o anti-semitismo em todo o mundo.
Para monitorizar o anti-semitismo, este tem de ser definido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-797" title="lobbyisraelita" src="http://pt.altermedia.info/images/lobbyisraelita-300x189.jpg" alt="lobbyisraelita" width="300" height="189" />Paul Craig Roberts</strong> &#8211; No dia 16 de Outubro, de 2004, o presidente George W. Bush assinou uma lei criada pelo lobby israelita, a Lei de Monitorização Global do Anti-semitismo. Esta legislação requer que o Departamento de Estado dos EUA monitore o anti-semitismo em todo o mundo.</p>
<p>Para monitorizar o anti-semitismo, este tem de ser definido. E qual é a definição deste? Basicamente, como definido pelo lobby israelita e por Abe Foxman, resume-se a todo e qualquer criticismo de Israel ou dos judeus.</p>
<p>Rahm Israel Emanuel não está na Casa Branca para lavar o chão. Mal consiga fazer aprovar a Lei Preventiva de Crimes de Ódio de 2009, passará a ser considerado um crime quando qualquer americano disser a verdade acerca do tratamento e do roubo das terras dos palestinianos por parte de Israel.<span id="more-784"></span></p>
<p>Será um crime para os cristãos reconhecer a afirmação constante no Novo Testamento referente à exigência por parte dos judeus para a crucifixação de Jesus.</p>
<p>Passará a ser crime relatar a extraordinária influência do lobby israelita na Casa Branca e no Congresso, tais como as resoluções redigidas pelo AIPAC a apoiar os crimes de guerra israelitas contra os palestinianos em Gaza que foram endorsadas a 100 porcento pelo Senado dos EUA e a 99 porcento pela Câmara dos Deputados, enquanto o resto do mundo condenava Israel pelo seu barbarismo.</p>
<p>Passará a ser crime duvidar do Holocausto.</p>
<p>Passará a ser crime notar a representação desproporcional dos judeus na comunicação social, nas finanças e na política externa.</p>
<p>Por outras palavras, significará o fim da liberdade de expressão, do livre inquérito e da Primeira Emenda da Constituição. Quaisquer factos ou verdades que causem celeuma sobre Israel serão pura e simplesmente proibidos.</p>
<p>Dado o pundonor do governo dos EUA, este levará Washington a aplicar a lei dos EUA a toda e qualquer nação e organização, o que acontecerá à Cruz Vermelha Internacional, à Comissão para os Direitos Humanos das Nações Unidas e às várias organizações de defesa dos direitos humanos que têm exigido investigações referentes ao assalto militar israelita à população civil de Gaza? Serão presos pelo crime de ódio de crítica “excessiva” de Israel?</p>
<p>Trata-se de um problema sério.</p>
<p>Um relatório recente da ONU, que ainda não foi divulgado na sua totalidade, culpa Israel pelas mortes e pelos feridos que resultaram nas suas instalações em Gaza. O governo israelita reagiu acusando o relatório da ONU de ser “tendencioso, claramente parcial”, o que coloca o relatório da ONU na categoria de crítica excessiva e forte sentimento anti-Israel criada pelo Departamento de Estado.</p>
<p>Israel está a safar-se com a utilização flagrante do governo estadunidense como ferramenta para silenciar os seus críticos apesar do facto da imprensa israelita e os soldados israelitas terem exposto as atrocidades israelitas em Gaza e o assassínio premeditado de mulheres e crianças urgido aos invasores por parte de rabinos israelitas. Estes actos constituem claramente crimes de guerra.</p>
<p>Foi a imprensa israelita que publicou as fotografias das t-shirts dos soldados israelitas que indicam que o assassínio voluntário de mulheres e crianças faz agora parte da cultura do exército israelita. Estas t-shirts são uma expressão horrenda de barbárie. Por exemplo, uma retrata uma mulher palestiniana grávida com uma mira sobra o seu estômago e a frase, “Um tido, duas baixas”. Estas t-shirts são uma indicação de que a política de Israel para com os palestinianos é uma política de exterminação.</p>
<p>É verdade que durante anos o mais vigoroso criticismo do tratamento dos palestinianos por parte de Israel tem vindo da imprensa israelita e dos grupos pacifistas israelitas. Por exemplo, o jornal israelita Haaretz e Jeff Halper do ICAHD têm manifestado uma consciência moral que aparentemente não existe nas democracias ocidentais nas quais os crimes israelitas são encobertos e até louvados.</p>
<p>Será a lei de crime de ódio estadunidense aplicada ao Haaretz e a Jeff Halper? Serão os comentadores estadunidenses que apesar de eles mesmos não o afirmarem mas meramente noticiarem que o Haaretz e Halper afirmaram algo serão detidos por “disseminarem o ódio a Israel, um acto anti-semita”?</p>
<p>Muitos estadunidenses foram submetidos a lavagem cerebral pela propaganda de que os palestinianos são terroristas que ameaçam a inocente Israel. Estes estadunidenses verão a censura meramente como parte da necessária guerra ao terror. Irão aceitar a demonização dos seus compatriotas que relatam factos desagradáveis sobre Israel e concordarão que essas pessoas sejam punidas por auxiliarem e defenderem terroristas.</p>
<p>Está em marcha uma grande jogada para criminalizar a crítica a Israel. Os professores universitários estadunidenses caíram vítimas da tentativa bem organizada para a eliminação de todo o criticismo de Israel. Norman Finkelstein viu negada a sua posse como professor numa universidade católica graças ao poder de pressão do lobby israelita. Agora o lobby israelita está atrás do professor da Universidade da Califórnia (de Santa Bárbara), William Robinson. O crime de Robinson: a sua cadeira de relações internacionais incluía a leitura de alguns ensaios críticos da invasão de Gaza por Israel.</p>
<p>O lobby israelita aparentemente teve sucesso em convencer o Departamento da Justiça (sic) de Obama de que é anti-semitismo acusar dois funcionários judeus do AIPAC, Steven Rosen e Keith Weissman, de espionagem. O lobby israelita obteve sucesso no adiamento do seu julgamento por quatro anos, e agora o Procurador Geral Eric Holder retirou as queixas. Contudo, Larry Franklin, o funcionário do Departamento de Defesa acusado de fornecer ficheiros secretos a Rosen e a Weissman, encontra-se a cumprir 12 anos e 7 meses de cadeia.</p>
<p>O absurdo é extraordinário. Os dois agentes israelitas não são culpados de receber ficheiros secretos, mas o funcionário americano que lhes entregou esses documentos é culpado de os ter entregue! Se não existem espiões nesta história, porque é que Franklin foi condenado por entregar documentos a espiões?</p>
<p>Criminalizar a crítica de Israel destrói qualquer esperança da América possuir uma política externa independente no Médio Oriente que sirva os interesses estadunidenses em vez dos interesses israelitas. Elimina qualquer perspectiva dos estadunidenses escaparem à sua enculturação com propaganda israelita.</p>
<p>Para manter as mentes estadunidenses cativas, o lobby está a trabalhar para proibir como anti-semitismo qualquer verdade ou facto desagradável que seja pertinente a Israel. É permissível criticar todos os outros países do mundo, mas é anti-semitismo criticar Israel, e o anti-semitismo será em breve considerado um crime de ódio universalmente no mundo ocidental.</p>
<p>A maior parte da Europa já criminalizou a dúvida sobre o Holocausto. É até considerado crime confirmar que este aconteceu mas concluir que foram assassinados menos de 6 milhões de judeus.</p>
<p>Porque é o Holocausto um tema ao qual não se permite o escrutínio? Como pode ser que um caso apoiado em factos irrefutáveis possa ser colocado em causa por malucos e anti-semitas? Certamente que este caso não precisa de ser salvaguardado pelo policiamento intelectual.</p>
<p>Prender pessoas por terem dúvidas é uma antítese da modernidade.</p>
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		<title>As eleições municipais francesas, a participação identitária e Nice</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Miguel Vaz
Em França, a primeira volta das eleições locais está marcada para o próximo domingo. O meu grande interesse neste sufrágio está relacionado com a participação do Bloc Identitaire, após o relativo sucesso que obteve na primeira ida aos papelinhos (principalmente em Nice), por ocasião das eleições gerais do ano passado. Desta vez os identitários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Miguel Vaz</strong></p>
<p>Em França, a primeira volta das eleições locais está marcada para o próximo domingo. O meu grande interesse neste sufrágio está relacionado com a participação do Bloc Identitaire, após o relativo sucesso que obteve na primeira ida aos papelinhos (principalmente em Nice), por ocasião das eleições gerais do ano passado. Desta vez os identitários franceses apresentar-se-ão em cerca de vinte listas (entre cadidaturas mais ou menos oficiais a autarquias ou de simples interesse local), algumas delas em coligação com formações mais experientes e organizadas como a plataforma Alsace d&#8217;Abord, o MNR ou até o Front National de Le Pen.</p>
<p><span id="more-749"></span>Sim, apesar de acusarem o partido de representar ideiais &#8220;jacobinos&#8221; e &#8220;reaccionários&#8221;, os identitaires também alinham com o Front National quando é necessário. É bom dizer que os principais quadros identitários foram quase todos formados no partido e Le Pen, incluindo Fabrice Robert (que esteve presente na conferência de dia 23 de Fevereiro) e o seu número dois Guillaume Luyt.</p>
<p><strong>Nice, o tubo de ensaio identitário</strong></p>
<p>Nestas eleições, Nice é talvez a principal frente de combate dos identitários. É também o local onde a polémica já fez correr mais tinta. A insistência dos dirigentes parisiences do Front National em apresentar uma candidatura independente, confrontando a lista unitária NISSA (encabeçada pelo identitaire Phillippe Vardon, também orador na conferência portuguesa de dia 23, e apoiada pelo MNR e vários ilustres patriotas de Nice) originou a recusa dos homens fortes de Le Pen na região.</p>
<p>Entretanto, em Nice, as sondagens vão dando 3% dos votos à lista de Vardon, que tinha a campanha com 1% nas estatísticas. Ora 3% é o mesmo resultado que as sondagens dão ao Front National, que tem uma certa tradição no Pays Niçois e que nas eleições municipais de 2001 havia recolhido 12% (!) das preferências. Tudo isto causou uma compreensível onda de histeria nas hostes identitárias.</p>
<p>É aqui que é necessário manter os pés bem assentes na terra. Analisando as mesmas sondagens, ficamos a saber que 75% dos inquiridos nunca ouviu falar de Phillippe Vardon e que 11% tem má opinião do candidato (contra 6% de boas opiniões). Na verdade, o líder da lista NISSA é o menos conhecido dos candidatos e o que reúne a &#8220;boa opinião&#8221; de menos pessoas. Além disso, a direita nacional aparece dispersa por duas candidaturas, o que confirma o problema enunciado por <a href="http://www.alainsoral.com" target="_blank">Alain Soral</a> das &#8220;energias desperdiçadas em combates internos&#8221;. Por outro lado, tudo isto são sondagens com um significativo grau de incerteza e não deixa de ser um excelente sinal que a lista identitaire apareça nas estatísticas taco-a-taco com candidaturas de nível nacional (como o MoDem). No entanto, a análise destes resultados aconselha prudência e não é, de longe, motivo para prever a marcha sobre Paris para os próximos meses.</p>
<p>(Via <a href="http://republicadosdesalinhados.blogspot.com" target="_blank">República dos Desalinhados</a>)</p>
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		<title>Israel ameaça com Holocausto na Faixa de Gaza</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 01:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo israelita ameaça lançar uma ofensiva terrestre contra a Faixa de Gaza para pôr fim ao disparo de “rockets” contra o sul do país. Um dirigente do ministério da Defesa avisou mesmo que os ataques do Hamas podem arrastar o território para a “shoah” – uma palavra hebraica que pode ser traduzida como “catástrofe” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo israelita ameaça lançar uma ofensiva terrestre contra a Faixa de Gaza para pôr fim ao disparo de “rockets” contra o sul do país. Um dirigente do ministério da Defesa avisou mesmo que os ataques do Hamas podem arrastar o território para a “shoah” – uma palavra hebraica que pode ser traduzida como “catástrofe” ou “holocausto”.</p>
<p>Pelo terceiro dia consecutivo, várias localidades no Sul de Israel voltaram hoje a ser atingidas por “rockets” lançados a partir da Faixa de Gaza. Segundo a BBC online, vários “rockets” Grad – de fabrico iraniano e com um alcance de 14 quilómetros – atingiram hoje Ashkelon, cidade de 120 mil habitantes, ferindo uma jovem e levando os serviços de emergência a activar as sirenes de alerta para ataque.</p>
<p>Na quarta-feira, um estudante israelita morreu quando a sua escola, nos arredores de Sderot, foi atingida por um destes projécteis. Na resposta, Israel ordenou sucessivos raides aéreos contra o vizinho território palestiniano que, no espaço de 48 horas, mataram mais de 30 pessoas, na sua maioria militantes do Hamas mas também vários civis, incluindo cinco crianças.</p>
<p><span id="more-745"></span>Apesar do poder de fogo aéreo, Israel não consegue impedir que o seu território continue a ser atacado e foram já vários os responsáveis governamentais que admitiram optar por um regresso das tropas hebraicas ao território de onde se retiraram em 2005, apesar dos riscos de tal operação.</p>
<p>Segundo o jornal israelita “Yedioth Ahronoth”, Barak terá enviado mensagens confidenciais a vários dirigentes estrangeiros, preparando terreno para uma eventual operação terrestre. “Israel não anseia ou se precipita para tal ofensiva, mas o Hamas não nos deixa outra hipótese”, terá ele confidenciado à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que na próxima semana deverá regressar à região.</p>
<p>No entanto, fontes da segurança israelita adiantaram às rádios pública e militar que, apesar de estar planeada, tal operação não está iminente. A Reuters adianta que o próprio primeiro-ministro, Ehud Olmert, líder do partido centrista Kadima, se mostra reticente em lançar tal operação, tanto por causa dos elevados riscos (menos de dois anos depois da fracassada guerra no Líbano) como pela pressão que tem sofrido por parte dos EUA para não pôr em causa as esperanças de um acordo de paz com a Autoridade Palestiniana.</p>
<p>Responsável político cria polémico</p>
<p>A declaração mais explosiva do dia partiu, contudo, do vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, que, em entrevista à rádio militar israelita, avisou que os ataques do Hamas poderiam arrastar a Faixa de Gaza para a “shoah”, um termo que os israelitas habitualmente reservam para se referir ao Holocausto nazi.</p>
<p>“Quantos mais o disparo de [rockets] Qassam se intensificar e quanto maior o alcance dos &#8216;rockets&#8217;, maior será a ‘shoah’ que eles arriscam lançar sobre si, porque iremos usar o nosso direito de autodefesa”, afirmou Vilnai.</p>
<p>De imediato, Ismail Haniyeh, dirigente do Hamas e chefe da estrutura que controla a Faixa de Gaza, veio a público dizer que “esta é a prova das intenções agressivas pré-planeadas por Israel” contra os palestinianos.</p>
<p>“Eles querem que o mundo condene o que eles chamam Holocausto e agora ameaçam o nosso povo com o holocausto”, denunciou Haniyeh, durante uma manifestação em Gaza contra os bombardeamentos israelitas, enquanto o porta-voz do Hamas classificava o inimigo como os “novos nazis”.</p>
<p>Pouco depois, um porta-voz do ministério da Defesa israelita veio a público criticar a tradução “falaciosa” da palavra feita pela imprensa internacional. “O ministro usou o termo hebraico ‘shoah’ que significa catástrofe, um termo que neste contexto não se refere à ‘Shoah’, o Holocausto” nazi, afirmou o porta-voz.</p>
<p>Também o porta-voz da diplomacia israelita sublinhou que, neste contexto, o termo deve ser entendido “como desastre ou catástrofe”.<br />
Fonte: www.publico.clix.pt</p>
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		<title>Exército israelita mata cinco crianças em Gaza, pelo segundo dia consecutivo, Israel ataca integristas do Hamas</title>
		<link>http://pt.altermedia.info/sionismo/exercito-israelita-mata-cinco-criancas-em-gaza-pelo-segundo-dia-consecutivo-israel-ataca-integristas-do-hamas_740.html</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 22:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quinze palestinianos, cinco dos quais crianças &#8211; uma delas com apenas seis meses de idade &#8211; morreram ontem na Faixa de Gaza na sequência de bombardeamentos israelitas. Estes ataques têm como objectivo acabar com o lançamento de rockets Qassam contra a cidade de Sderot, sul de Israel.
Um dos ataques de ontem ocorreu perto da casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dn.sapo.pt/2008/02/29/495463.jpg" height="110" width="184" />Quinze palestinianos, cinco dos quais crianças &#8211; uma delas com apenas seis meses de idade &#8211; morreram ontem na Faixa de Gaza na sequência de bombardeamentos israelitas. Estes ataques têm como objectivo acabar com o lançamento de <em>rockets</em> Qassam contra a cidade de Sderot, sul de Israel.</p>
<p>Um dos ataques de ontem ocorreu perto da casa de Ismail Haniyeh, o primeiro-ministro do Hamas, no campo de refugiados de Shati e fez um morto, segundo fontes palestinianas. Tudo indica que Israel pretendia, assim, enviar uma mensagem ao responsável palestiniano para que este exerça pressão sobre a ala armada do grupo integrista para que cesse o lançamento dos<em> rockets</em> que, na véspera, fizeram um morto em Israel.</p>
<p>O campo de refugiados de Jabalyia, no norte da Faixa de Gaza, foi também alvo de um bombardeamento da Força Aérea israelita que provocou a morte de quatro crianças, todas menores de 16 anos e três delas pertencendo à mesma família, segundo revelou o jornal israelita online <em>Haaretz</em>. Testemunhas oculares citadas pelo jornal afirmam que as crianças estavam a jogar futebol quando foram atingidas por um míssil. Um outro miúdo, de 12 anos, que ficou ferido no ataque acabaria por falecer no hospital.</p>
<p><span id="more-740"></span> O exército israelita, que assumiu estar a actuar contra os integristas em Gaza, manteve, porém, o silêncio sobre o bombardeamento a Jabalyia, um dos mais populosos campos de refugiados.</p>
<p>A maior parte das outras vítimas das operações israelitas de ontem eram activistas do Hamas. &#8220;Agradeço a Deus por este dom. Este é o 10º membro da minha família a receber a honra do martírio&#8221;, afirmou Khalil al-Haya, ao reconhecer o corpo do seu filho na morgue do hospital Shifa em Gaza.</p>
<p>Em Tóquio, onde se encontrou com a secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice, o primeiro-ministro israelita Ehud Olmert manifestou a sua determinação em prosseguir com as execuções sumárias dos responsáveis pelos lançamentos de rockets. &#8220;Obrigaremos os terroristas a pagar um preço muito elevado&#8221;, disse, enquanto, em Israel, o ministro da Defesa, Ehud Barak, afirmava não estar afastada a hipótese de uma &#8220;operação terrestre.&#8221;</p>
<p><em><strong>Diário de Notícias</strong></em>, 29 de Fevereiro de 2008</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lá se foi a concorrência (depois da censura, o saneamento)</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 00:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Comissão Executiva da Associação Causa Identitária, por não concordar com a orientação editorial deste espaço, decidiu nomear uma nova administração para o Novopress. Em causa está a atitude independente que até agora caracterizou esta agência de notícias. Em causa está a insistência em dar voz a todos, em mostrar pontos de vista alternativos, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pt.altermedia.info//images/novopress-ofim.jpg" alt="novopress-ofim.jpg" height="146" width="279" /><em>A Comissão Executiva da Associação <strong>Causa Identitária</strong>, por não concordar com a orientação editorial deste espaço, decidiu nomear uma nova administração para o <strong>Novopress</strong>. Em causa está a atitude independente que até agora caracterizou esta agência de notícias. Em causa está a insistência em dar voz a todos, em mostrar pontos de vista alternativos, em tentar os leitores a pensar pela sua própria cabeça.</em></p>
<p><em>Assim, a equipa que durante um ano trabalhou arduamente para que este espaço representasse algo realmente novo e diferente, dá aqui por terminado o seu contributo na luta contra a bovinidade geral, lamentando que o projecto tenha sido interrompido pelos próprios promotores.</em></p>
<p><em>Damos as boas-vindas à nova equipa editorial, desejando que alcancem o padrão de exigência que durante este último ano foi definido.<br />
Quanto a nós, continuaremos por aí.<br />
Seguimos vivos!</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>General da Guarda Revolucionária: &#8220;Dentro de pouco veremos o desaparecimento de Israel&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 13:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Mohammad Ali Yaafari, comandante em chefe da Guarda Revolucionária iraniana, escreveu uma carta ao secretário geral do Hezbollah libanês, Seyyed Hasan Nasrullah, na qual afirma que &#8220;num futuro próximo testemunharemos o desaparecimento do germe canceroso de Israel, às poderosas mãos dos combatentes do Hezbollah.&#8221;
O general Yaafari redigiu esta carta a Nasrullah com o intuito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://server33.irna.com/filesystem/08/02/19/490513-26-46_n.jpg" height="154" width="109" />Mohammad Ali Yaafari, comandante em chefe da Guarda Revolucionária iraniana, escreveu uma carta ao secretário geral do Hezbollah libanês, Seyyed Hasan Nasrullah, na qual afirma que &#8220;num futuro próximo testemunharemos o desaparecimento do germe canceroso de Israel, às poderosas mãos dos combatentes do Hezbollah.&#8221;</p>
<p>O general Yaafari redigiu esta carta a Nasrullah com o intuito de lhe transmitir os seus &#8220;pêsames pelo assassinato&#8221; e &#8220;felicitações pelo martírio&#8221; do comandante militar do Hezbollah, Imad Moughniyah.</p>
<p>Referiu também na sua missiva que &#8220;sem qualquer dúvida, o martírio deste combatente sincero e abnegado consolidará ainda mais a vontade de todos os muçulmanos revolucionários, em especial os companheiros de luta desse amado mártir, de fazer frente ao regime usurpador sionista.&#8221;</p>
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		<title>Detidos por apresentarem queixa em tribunal, polícia israelita detém 5 palestinianos que protestaram contra escavações</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 12:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[ Meron Rapoport
A polícia deteve cinco palestinianos residentes na localidade de Silwan, em Jerusalém oriental, todos no dia seguinte a terem apresentado uma queixa ao Supremo Tribunal de Justiça com vista a fazer suspender uma escavação por baixo das suas casas, promovida pela Autoridade Israelita de Arqueologia.
Segundo a AIA, a escavação descobriu os restos de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Meron Rapoport</strong></p>
<p>A polícia deteve cinco palestinianos residentes na localidade de Silwan, em Jerusalém oriental, todos no dia seguinte a terem apresentado uma queixa ao Supremo Tribunal de Justiça com vista a fazer suspender uma escavação por baixo das suas casas, promovida pela Autoridade Israelita de Arqueologia.</p>
<p>Segundo a AIA, a escavação descobriu os restos de um canal de drenagem da era do Segundo Templo. A escavação está a ser financiado pela Elad, uma organização destinada a promover a judaização de Jerusalém oriental.</p>
<p><span id="more-715"></span></p>
<p>Os palestinianos, que receiam uma danificação das suas casas pela escavação, pediram ao tribunal que mandasse suspendê-la no domingo, com o fundamento de a AIA não os ter informado, como a lei exige, de que pretendia escavar nas suas propriedades. O tribunal deu à AIA 14 dias para responder.</p>
<p>Na semana passada manifestantes palestinianos impediram a AIA de continuar com a escavação. No domingo tentaram fazer o mesmo, mas a polícia interveio para permitir que a escavação continuasse.</p>
<p>Depois disso, dois habitantes de Silwan, acompanhados por um activista israelita, foram à polícia apresentar uma queixa contra a Elad por violação da propriedade privada. Mas, em vez de aceitar a queixa, a polícia deteve os queixosos, por suspeita de levantarem entraves à escavação.</p>
<p>Mais tarde, antes da madrugada de segunda-feira, a polícia realizou um raid em Silwan e deteve dois outros habitantes que tinham assinado a queixa ao tribunal, bem como um terceiro, cujo pai é referido no documento. A polícia afirmou que foram detidos por suspeita de “danificarem urnas e bancos da fonte de Shiloah&#8221;, uma área administrada pela Elad, e acrescentou que se esperava para breve a realização de outras detenções.</p>
<p>Fonte: www.haaretz.com, 12.02.08</p>
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		<title>Poder do povo em Gaza</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 13:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Azoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ramzy Baroud*
 
Numa entrevista radifónica anterior à invasão norte-americana do Iraque, David Barsamian perguntou a Noam Chomsky o que poderiam fazer simples cidadãos norte-americanos para impedir a guerra. Chomsky respondeu: &#8220;Em alguns lugares do mundo, as pessoas nunca prguntam: ‘O que podemos fazer’. Fazem-no, simplesmente”
 
Para alguém que nasceu e cresceu num campo de refugiados em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt">Por Ramzy Baroud*<o :p></o></h5>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Numa entrevista radifónica anterior à invasão norte-americana do Iraque, David Barsamian perguntou a Noam Chomsky o que poderiam fazer simples cidadãos norte-americanos para impedir a guerra. Chomsky respondeu: &#8220;Em alguns lugares do mundo, as pessoas nunca prguntam: ‘O que podemos fazer’. <span lang="EN-GB">Fazem-no, simplesmente”<o :p></o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Para alguém que nasceu e cresceu num campo de refugiados em Gaza, a resposta aparentemente complexa de Chomsky não exigia mais explicação.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<p><span id="more-703"></span></p>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Quando os gazanos recentemente derrubaram a fronteira selada da Faixa com o Egipto, o comentário de Chomsky voltou-me ao espírito, juntamente com recordações do passado ainda relevante – e pesado.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Em 1989, o campo de refugiados de Bureej vivia um rigoroso recolher obrigatório, como castigo pela morte de um soldado israelita. O carro do soldado tinha avariado em frente do campo quando regressava a casa, num colonato judaico. Bureej tinha anteriormente perdido centenas dos seus habitantes às mãos do exército israelita e matar um soldado era um acto de retaliação sem nada de surpreendente.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Nas semanas que se seguiram, muitos palestinianos de Bureej foram assassinados e centenas de casas foram demolidas. A matança obteve escassa cobertura mediática em <span lang="EN-GB">Israel.<o :p></o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Eu vivia então com a minha família num campo de refugiados adjacente, Nuseirat. Caracterizado por uma pobreza extrema, ele era o berço natural de muito do movimento de resistência palestiniano. A nossa casa localizava-se a poucos metros do que era conhecido como “Cemitério dos Mártires”. Era numa área elevada, que as crianças do sítio usavam para observar o movimento de tanques israelitas, quando eles começavam a sua incursão de todos os dias no campo. Assobiávamos ou gritávamos sempre que víamos os soldados, e usávamos a linguagem dos sinais para comunicar quando nos escondíamos atrás de simples campas.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Embora a observação, os gritos e assobios fossem os únicos meios de resposta à nossa disposição, eles estavam longe de ser meios seguros. Os meus amigos Ala, Raed, Wael e outros foram mortos nestes recontros diários. </strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Durante o mais mortífero recolher obrigatório de Bureej, o som das explosões vindas desse campo condenado chegava até nós em Nuseirat. As pessoas do meu campo envolveram-se em discussões intermináveis, que não eram teóricas nem de facção. Havia pessoas a serem brutalmente assassinadas, feridas ou despojadas dos seus haveres, ao mesmo tempo que a Cruz Vermelha era impedida de aceder ao campo. Era preciso fazer alguma coisa.<span lang="EN-GB"><o :p></o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>E subitamente fez-se. Não como resultado de uma polémica realizada por intelectuais do campo ou de “apelos à acção” lançados por conferências, e sim por uma acção não estruturada, improvisada, levada a cabo por umas quantas mulheres do meu campo de refugiados. Elas puseram-se simplesmente em marcha a caminho de Bureej e rapidamente se lhes juntaram outras mulheres, crianças e homens. Dentro de uma hora, milhares de refugiados se puseram a caminho do campo vizinho cercado. “Qual é a pior coisa que eles podem fazer?”, perguntou um vizinho, tentando ganhar coragem antes de se juntar à marcha. “Os soldados não conseguirão matar mais de umas centenas antes de os submergirmos”.<span lang="EN-GB"><o :p></o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Os soldados israelitas ficaram atónitos perante a multidão que cantava. Muitos manifestantes foram feridos e apenas um foi morto. Os soldados acabaram por voltar às suas posições. Veículos da ONU e ambulâncias da Cruz Vermelha protegeram-se no meio da multidão e, com ela, quebraram o cerco. </strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Ainda me lembro da cena dos habitantes de Bureej a abrirem pela primeira vez os batentes das suas janelas, entreabrindo depois as suas portas, saindo de suas casas num estado de cepticismo que depois irrompia em alegria. A minha recordação das canções, das lágrimas, dos mortos a serem trazidos para a sepultura, dos feridos a apertarem as mãos dos que tinham vindo salvá-los, dos forasteiros partilhando comida votos de felicidade, essa recordação reafirma o acontecimento como uma das maiores acções de solidariedade humana a que assisti.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>A cena havia de repetir-se várias vezes durante a primeira e a segunda Intifada: pessoas comuns levando a cabo o que parecia ser uma resposta comum a uma injustiça extraordinária.<span lang="EN-GB"><o :p></o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>O pai que perdeu o seu filho para libertar Bureej disse à multidão: “Estou feliz por o meu filho ter morrido para tantos poderem viver”.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Mais tarde, nesse dia, outro campo de refugiados caíu sob um rigoroso recolher obrigatório, tomando o lugar do recente pesadelo de Bureej. Nem nos surpreendemos nem nos lamentámos. Tínhamos encontrado a coisa certa para fazer e “simplesmente fizemo-la”.<o :p></o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Agora mulheres palestinianas, mais uma vez, conduziram a sociedade civil palestiniana da forma mais significativa e gratificante. Precisamente quando o ministro da Defesa Ehud Barak estava a ser felicitado pelo seu êxito em submeter os palestinianos de Gaza pela fome, mulheres comuns conduziram uma marcha para romper o rigoroso cerco imposto a Gaza.<o :p></o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Na terça-feira, 22 de Janeiro, elas foram à fronteira Gaza-Egipto e o que se seguiu foi um momento de orgulho e de vergonha: orgulho para aquelas pessoas sempre dignas que recusam render-se, e vergonha para a chamada comunidade internacional que permitiu a humilhação de um povo inteiro até ao ponto de mães de família esfomeadas terem de enfrentar bastões, gás lacrimogéneo e polícia militar para obterem o direito elementar de comprarem comida, leite e medicamentos. </strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>No dia seguinte, a coragem destas mulheres inspirou a mesma audácia que o punhado de mulheres do meu campo de refugiados. Cerca de metade da população da Faixa de Gaza atravessou a fronteira num movimento colectivo pela mera sobrevivência. E, quando um povo marcha em uníssono, não há força no mundo que por muito mortífera que seja, a poder barrar-lhe o caminho.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Esta “maior evasão da História”, como a descreveu um comentador, ficará gravada na memória dos palestinianos e do mundo durante anos. Em alguns círculos, ela será interminavelmente analisada, mas para os palestinianos de Gaza, ela está para além da racionalização: tinha, simplesmente, de ser feita.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>Exércitos podem ser derrotados mas o espírito humano não pode ser submetido. O acto de coragem colectiva de Gaza é um dos maiores actos de desobediência civil dos nossos tempos, a par das marchas pelos direitos civis na América dos anos 60, da luta anti-Apartheid na África do Sul e mais recentemente das manifestações na Birmânia. </strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>O povo palestiniano teve êxito onde a política e milhares de apelos internacionais tinham falhado. Ele tomou o assunto nas suas mãos e conseguiu impor-se. Embora isto não possa considerar-se o fim do sofrimento de Gaza, é um lembrete do que o poder do povo paa agir é simplesmente demasiado grande para ser ignorado.</strong></h4>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><o :p> </o></strong></h4>
<h5 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong>* Ramzy Baroud é um escritor que cresceu em Gaza.</strong></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong> </strong></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><font face="Arial">Fonte: http://www.palestinechronicle.com/story-0<wbr></wbr>13108182747.htm</font></span></strong></h5>
]]></content:encoded>
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