António Vitorino
A chegada de 23 marroquinos às costas do Algarve numa embarcação minúscula parece ter sido obra do acaso. O mau tempo teria provocado um desvio na rota e consequentemente quando almejavam Cádis vieram dar à ilha da Culatra.
As televisões deram-nos imagens, inéditas em Portugal, mas que infelizmente são muito comuns, quer nas costas espanholas quer nas costas italianas e da ilha de Malta. Tivemos assim um lampejo do drama humano e dos riscos de vida que a imigração clandestina oriunda do Norte de África envolve.
O acontecimento pode ter sido de facto fortuito, mas não foi de todo inesperado.




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