Manuel Abrantes – Uns dias de descanso dão para meditar em muitas coisas. E, foi isso, que me sucedeu.
Meditar sobre a vida e sobre tudo o que nos cerca.
Como se aproxima um período eleitoral, com eleições Legislativas e Autárquicas, não podia deixar de meditar sobre os caminhos a trilhar, para nós Nacionalistas.
Sejamos realistas. Para nós, nada vai mudar.
Com Sócrates ou sem Sócrates, com Manuela ou sem Manuela, com Portas ou sem Portas, nada vai mudar em relação a uma sociedade onde impere a Moral cristã, o Amor à Pátria e a Defesa da Família. São estes os valores e os pilares de base da sociedade por nós protagonizada.
Nos dias que correm não é fácil fazer passar a nossa mensagem baseada nestes valores.
Temos uma sociedade individualizada, consumista e, completamente, contrária a estes valores.
Durante os últimos trinta anos foi imposta a ideia de que a Moral Cristã é arcaica, o amor à Pátria é algo do passado e a Família é algo apenas para se recorrer quando se está aflito (e, nem sempre…).
Quem defende os valores por nós, Nacionalistas, defendidos é logo catalogado como saudosista do passado, fascistas, etc, etc.
Nada demais errado!
Respeitamos o passado – seja ele qual for – queremos ordem, disciplina e moral e aceitamos a família como base de uma sociedade.
Defendendo este três princípios não quer dizer que defendamos qualquer tipo de totalitarismo, seja ele qual for.
Contudo, somos críticos a regimes de completo deboche capitalista; regabofe politico/partidário e criador de uma mentalidade social onde impera a falta da ética, do respeito e da tolerância pelo próximo.
Defendendo os nossos princípios, dificilmente, nesta sociedade temos hipótese em fazer passar as nossas mensagens.
È como entrar num campeonato mas jogando sempre na casa do adversário e, ainda por cima, com as regras do jogo impostas por eles. As quais, podem alterar quando querem e lhe apetece.
É difícil. Podem crer…
Isto, referindo-me à criação ou aos já existentes partidos Nacionalistas.
No actual sistema politico/partidário dificilmente temos hipóteses de ganhar voz activa..
Os partidos assumidamente nacionalistas não passarão de pequenas sementeira de flores que dificilmente desabrocharão porque – no actual contexto politico/partidário – são os partidos do sistema que detêm o terreno, os adubos e a água.
Podemos semeá-los, mas dificilmente irão crescer.
Claro que me refiro à prática e sistema eleitoral.
E, sempre que concorramos neste sistema a actos eleitorais, nunca passaremos de uma percentagem irrisória. O que nos desacredita, ainda mais, perante o eleitorado.
Será um ciclo vicioso do qual nunca iremos sair.
As eleições e a opinião publica são dominados pelos órgãos de comunicação social. Por sua vez, este, são geridos e dominados por um tipo de gente que não nos deixa crescer.
Assim, nem um “milagre” nos poderá tirar desta situação.
O nosso único caminho é crescermos, não em partidos a pensar em eleições, mas em Movimentos ou Associações (Legalizados e oficializados perante a Lei).
Mas, cada Nacionalista não deve abster-se das eleições. Deve participar activamente nelas como votante, votando no que a sua consciência ditar.
Nenhum Nacionalista deve abster-se de votar.
Com a devida vénia ao Estado Novo.



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