Comunicado da Comissão Directiva do PNR
É com surpresa e preocupação que o Partido Nacional Renovador (PNR) tomou conhecimento das declarações de Albino Aroso, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatalidade, que admitiu o encerramento das maternidades e urgências de obstetrícia em Bragança, Mirandela, Chaves, Castelo Branco, Covilhã, Guarda, Lamego, Figueira da Foz, Santo Tirso e Barcelos.
O PNR repudia energicamente o encerramento destes serviços de assistência a grávidas, parturientes e recém-nascidos. Estas medidas avulsas — tomadas em nome de critérios meramente economicistas de concentração de recursos, ignorando os interesses e as necessidades das populações visadas — conduzem à desertificação do interior e são mais um sinal intolerável dado pelo governo e comissões que sobrevivem à sua sombra. Que incentivo sentirão os jovens portugueses para se fixar nas Beiras ou em Trás-os-Montes, sabendo que terão que ver os seus filhos nascer, não nas suas terras, mas sim em Lisboa, Porto, Coimbra — ou até Cáceres, Ciudad Rodrigo ou Orense…
Por outro lado, numa época em que os partidos do governo querem alegadamente garantir a sua oposição ao aborto, ao mesmo tempo em que manifestam preocupação pela constante redução das taxas de natalidade, como poderá ser entendida mais esta intenção que em nada facilita a vida das mulheres que não querem abortar e que não é, de todo, uma medida que incentive o crescimento do número de filhos das famílias portuguesas?
O PNR solidariza-se com as grávidas e suas famílias residentes nos concelhos atingidos, que passarão a ter que percorrer grande número de quilómetros até aos serviços de urgência mais próximos, quantas vezes com recurso a transportes públicos e sem condições mínimas de bem-estar e comodidade, ou vendo-se simplesmente forçadas a ter os seus filhos em Espanha, em casa ou numa ambulância, situação de todo intolerável no Portugal do século XXI.
Página do PNR:
http://www.partidonacional.org/





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