Almeida Rodrigues, Comandante da Polícia Municipal de Lisboa, justificou, numa carta à Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, a sua recusa para a realização dos arraiais populares na Rua da Mouraria e no Largo do Intendente afirmando que os «habituais frequentadores da zona são na sua maioria de tez negra, toxicodependentes e pessoas que se prostituem. Estes indivíduos trazem consigo e põem em prática os usos e costumes de origem».
Conhecedor dos graves problemas de segurança daquela zona da capital, acrescentou: «estes indivíduos, constituindo-se em grupo, tiram daí a força, que conjugada com a sua formação e princípios étnicos que os levam a tomar atitudes de inconformidade a qualquer ordem dos agentes de serviço».
Almeida Rodrigues foi prontamente acusado de racismo, recusando totalmente as acusações.
Entretanto, o Presidente da Câmara de Lisboa pediu a sua demissão e o Presidente da Junta de Freguesia do Socorro exigiu um pedido de desculpas.
É caso para dizer que o Comandante da Polícia Municipal é culpado de acreditar que vive em democracia…



