Paula Martinheira
A rede que trouxe os clandestinos que deram à costa da ilha da Culatra, em Olhão, na segunda-feira, também trafica droga. Segundo uma fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), é normal estas redes actuarem em várias frentes, o que só aumenta o perigo para as costas portuguesas. Neste caso, segundo o relato dos próprios imigrantes, o barco em que seguiam foi abastecido em alto mar por duas lanchas voadoras. “O trabalho de reabastecimento, segundo eles, foi feito muito rapidamente”, contou ao DN a mesma fonte.
De acordo com Mohamed Moctar, tradutor da polícia portuguesa que ajudou os clandestinos em tribunal, foi quando se acabaram as bolachas, o pão, os figos e a água que o dono do barco telefonou a pedir apoio. “Terão aparecido as lanchas, que eles garantem transportava droga, que forneceram água, bolachas, pão e um bidão com 20 litros de gasolina”. Mesmo à chegada, o dono do barco terá sido recolhido também por uma lancha rápida, chamada via telemóvel: o dono do barco tinha um GPS e uma bússola, por isso, ao contrário dos imigrantes, sabia bem onde estava. Quanto aos 23, mal imaginavam que, em vez do destino prometido - Cádis, Espanha - tinham vindo parar à Culatra.




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