
Kemi Seba, fundador do movimento negro separatista dissolvido Tribo Ka, foi condenado na passada sexta-feira a um mês de prisão e dois anos de inelegibilidade pelo tribunal correccional de Paris por ter difundido em Agosto de 2006 propósitos entendidos como “anti-semitas” na sua página na Internet.
Kemi Seba anunciou de imediato a sua intenção de recorrer da decisão. Kemi Seba deveria apresentar-se como candidato nas eleições municipais de Março de 2008 em Sarcelles (Val-d’Oise).
Na sua página na Internet, Kemi Seba considerava que as instituições internacionais tais como o Banco Mundial, o FMI e a Organização Mundial da Saúde “são geridas por sionistas que impõem à África e à sua diáspora condições de vida tão merdosas que, por comparação, o campo de concentração de Auschwitz pode parecer um paraíso sobre a terra”.
Aquando da audiência, a 26 de Outubro, o ministério público tinha requerido 5 meses de prisão, pena muito rara em matéria de delitos de imprensa.
Em Julho de 2006 o Conselho de Ministros dissolveu a Tribo Ka na sequência duma manifestação desta organização no seio do bairro judeu da rua dês Rosiers.




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