F. Santos
Não vi com bons olhos a mudança de gerência no Novopress. Anunciada como necessária dada a «persistente insistência pela parte da, até ao momento, equipa editorial deste espaço internético em publicar artigos retirados de uma página de internet profundamente anti-identitária, na qual os identitários em geral e a Causa Identitária em particular são sistematicamente alvo de difamação e insultos vários» esta alteração na equipa que mantém a secção portuguesa da Agência informativa identitária Novopress configura uma diminuição da independência (e irreverência) da equipa cessante, que concedia «voz a todos, […] mostra[va] pontos de vista alternativos, […] tenta[va] os leitores a pensar pela sua própria cabeça».
Não sei a que página “profundamente anti-identitária” se refere o comunicado, e na verdade isso nem me interessa particularmente. Compreendo que ninguém goste de dar voz a quem nos insulta mas será que esses insultos eram reproduzidos no Novopress ou este apenas fazia referência a outros textos dessa página?
Antevejo para o Novopress um maior confinamento na visão identitária da realidade, concedendo menos (ou nenhum?) espaço a outras visões da Europa e da actualidade em geral. Não digo que a página deixe de ter interesse mas tenderá certamente a transformar-se num órgão oficial da Causa Identitária. Perde a liberdade de expressão e perde espaço a pluralidade de opiniões na área nacional, confirmando a apetência desta para a lógica do ghetto.
(Via Odisseia)
